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A interação entre o álcool e as estatinas exige atenção, principalmente pela sobrecarga no fígado. Saiba mais.

Chega o fim de semana e com ele o convite para um churrasco ou um encontro com amigos. A cerveja gelada parece uma parte natural da socialização, mas uma dúvida surge: quem faz tratamento para colesterol alto pode participar desse brinde? Essa é uma questão comum e muito pertinente para milhões de brasileiros.
Cardiologistas são os especialistas indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Para entender a questão, é preciso primeiro compreender o caminho que tanto o álcool quanto as estatinas, principal classe de medicamentos para colesterol, percorrem no corpo. O protagonista dessa história é o fígado, nosso principal órgão metabolizador.
O fígado funciona como uma grande central de processamento do organismo. Ele é responsável por filtrar o sangue, produzir bile para a digestão e, crucialmente, metabolizar substâncias como medicamentos e o álcool.
Quando você toma uma estatina, é no fígado que ela atua para reduzir a produção de colesterol. Isso ocorre porque as estatinas agem inibindo uma enzima essencial que participa da produção de colesterol no corpo. Contudo, é fundamental ter cautela, pois o uso de doses elevadas desses medicamentos pode aumentar o risco de toxicidade para o organismo.
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A administração simultânea de álcool e estatinas pode gerar uma espécie de "competição" pelo maquinário metabólico do fígado. Isso pode levar a uma sobrecarga, aumentando o risco de efeitos colaterais e diminuindo a capacidade do órgão de realizar suas funções de maneira eficiente.
As estatinas, com sua ação complexa no corpo, e o álcool, exigem que o consumo de cerveja seja muito moderado. Essa moderação é crucial para evitar uma sobrecarga tanto no fígado quanto no metabolismo geral do organismo.
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Embora o consumo muito esporádico e em pequena quantidade possa não causar problemas para a maioria das pessoas, é fundamental conhecer os riscos potenciais para tomar uma decisão informada junto ao seu médico.
O risco mais significativo é o de lesão hepática. A sobrecarga constante pode levar a um aumento das enzimas do fígado (TGO e TGP), um marcador de inflamação ou dano celular. Em casos mais graves e com consumo crônico e elevado, isso pode evoluir para condições como a hepatite medicamentosa ou agravar uma doença hepática gordurosa já existente.
Contudo, é importante destacar que, sob acompanhamento e supervisão médica rigorosa, o uso de estatinas demonstrou ter um potencial protetor para o fígado, inclusive contra a progressão para cirrose em pacientes com certas condições hepáticas, mesmo aqueles que consomem álcool.
Além dos riscos hepáticos, a combinação de álcool, como a cerveja, com estatinas pode aumentar a chance de dores e outros sintomas musculares. Essa interação é um ponto de atenção importante, afetando o bem-estar e a qualidade de vida do paciente.
Estudos indicam que o uso de estatinas pode tornar os vasos sanguíneos do cérebro mais sensíveis aos danos causados pelo álcool. Isso significa que, mesmo em doses consideradas moderadas, o consumo de álcool pode aumentar os riscos vasculares cerebrais em pacientes que utilizam esses medicamentos.
Além de sobrecarregar o fígado, o álcool pode interferir na eficácia do tratamento. O consumo regular de bebidas alcoólicas pode dificultar o controle dos níveis de colesterol, fazendo com que a dose do medicamento precise ser ajustada ou que as metas terapêuticas não sejam alcançadas.
Vale dizer que o álcool em si, independentemente da medicação, tem um impacto direto no perfil lipídico. Bebidas alcoólicas são calóricas e podem levar a um aumento significativo dos níveis de triglicerídeos, um tipo de gordura no sangue que, em excesso, também representa um risco para a saúde cardiovascular.
Essa é a pergunta central, mas a resposta não é universal. A segurança depende de vários fatores individuais e a palavra final deve ser sempre do profissional de saúde que acompanha seu caso.
De forma geral, o consumo moderado é definido como até uma dose por dia para mulheres e até duas doses para homens. Uma dose padrão equivale a aproximadamente 350 ml de cerveja (uma lata).
No entanto, para quem usa estatinas, essa recomendação pode não se aplicar. É preciso considerar:
A cerveja sem álcool ou com teor alcoólico muito baixo (abaixo de 0,5%) é uma excelente alternativa. Como o principal problema da interação é o álcool etílico, a sua ausência elimina o risco de sobrecarga hepática relacionado à combinação com a estatina. Assim, é possível socializar sem colocar o tratamento e a saúde em risco.
A comunicação com seu médico é a ferramenta mais importante. Não interrompa o uso do medicamento para poder beber, pois isso compromete todo o controle do colesterol. Converse abertamente com o especialista sobre seu estilo de vida e seus hábitos.
Procure orientação médica imediatamente se, durante o tratamento com estatinas (com ou sem consumo de álcool), você apresentar sintomas como:
Em suma, a decisão de beber cerveja enquanto se toma remédio para colesterol deve ser tomada com cautela e, preferencialmente, com o aval do seu médico. A moderação é a chave, e a opção por bebidas sem álcool é sempre a escolha mais segura para proteger seu fígado e garantir o sucesso do seu tratamento.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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