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Há interações incompatíveis que podem afetar o tratamento de hipertensão

Para alguns, quando o fim de semana chega é aquele momento de descontrair e tomar alguma bebida com os amigos. A dúvida vem quando você está fazendo algum tratamento médico. “Será que quem toma remédio de pressão pode beber cerveja?” pode ser uma delas.
Nesses casos, a recomendação é evitar. O álcool pode interagir com alguns medicamentos e por isso é importante manter seu médico informado sobre alguns hábitos que podem prejudicar o tratamento.
Quando falamos em “remédio de pressão”, estamos nos referindo aos medicamentos utilizados para tratar a hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta. Esses medicamentos atuam controlando a pressão arterial por meio de vários mecanismos. Entre eles está o relaxamento dos vasos, a redução do volume de sangue ou diminuindo a força de contração do coração.
Para que esses medicamentos funcionem bem, é importante que o organismo esteja em condições relativamente estáveis: seu sono, sua alimentação, atividades físicas em dia e o controle de substâncias que possam interferir na ação medicamentosa devem ser vistos com cuidado.
A primeira questão importante é que o álcool por si só pode afetar a pressão arterial. Estudos sistemáticos mostram que o consumo excessivo de álcool está associado ao aumento da pressão arterial, aumentando ainda mais o risco de hipertensão.
Por exemplo:
O álcool não é uma bebida que não carregue efeitos colaterais ou interfira diretamente na saúde de quem já tem hipertensão.
Além desses efeitos relatados nos estudos clínicos, o álcool também pode interferir no funcionamento do organismo de outras maneiras. Ele causa vasodilatação, que é a dilatação dos vasos sanguíneos, que pode provocar a queda da pressão em alguns momentos.
Em outros, o álcool pode ativar mecanismos de estresse, como o aumento do cortisol, a ativação do sistema nervoso simpático e a rigidez arterial, aumentando a pressão.
Aqui chegamos à questão central: quem toma remédio de pressão pode beber cerveja? A resposta é que há riscos significativos e beber cerveja ou outra bebida alcoólica deve ser avaliado com extrema cautela.
Alguns medicamentos para a pressão já provocam o relaxamento dos vasos ou a diminuição da pressão. Quando se consome álcool, pode haver efeito aditivo de vasodilatação ou a queda da pressão. O resultado são tonturas, sensações de desmaio ou até mesmo a hipotensão ortostática (queda da pressão ao se levantar).
Alguns medicamentos quando ingeridos com álcool, como o anlodipino (amlodipina), podem ter efeitos de queda de pressão, dor de cabeça, tonturas, vertigens, desmaios e/ou alterações no pulso ou na frequência cardíaca.
Beber álcool regularmente pode exigir doses mais altas de medicamento para alcançar o mesmo controle da pressão arterial. Um estudo avaliando homens com hipertensão (2024) chegou à conclusão de que os que consumiam álcool precisavam de uma “alta dose de anti-hipertensivo para controlar a pressão sanguínea”. Ou seja, o álcool pode atrapalhar o tratamento.
O álcool também afeta o fígado. Esse órgão metaboliza vários medicamentos e pode alterar a absorção, eliminação ou os efeitos dos fármacos.
Por exemplo, em um estudo que avaliou os medicamentos anlodipino e cloridrato de nebivolol (2017), verificou que mesmo a biodisponibilidade estivesse dentro dos limites aceitáveis, havia “variações em todos os parâmetros farmacocinéticos”. Essas alterações deixam claras que as quantidades ou as frequências ingeridas de álcool podem piorar a hipertensão.
Quem tem hipertensão muitas vezes já possui danos vasculares ou fatores de risco. O consumo de álcool já traz consigo outro estresse ao sistema cardiovascular. A combinação de medicamento para pressão alta mais álcool pode aumentar ainda mais o risco geral.
Diante desses pontos, o ideal é que alguém que tome medicamento para pressão monitore muito bem o consumo de bebidas alcoólicas. E evite, se for possível.
Mesmo com as advertências, há algumas nuances que não significam uma proibição absoluta para todos os casos. É possível conversar com o médico para avaliar o seu caso.
Quando a pressão está bem controlada há meses, seu médico revisou seu quadro e não há outras complicações, é possível que o especialista sugira uma tolerância para algumas ocasiões especiais. Desde que você esteja bem orientado.
Para quem está trocando os medicamentos, tem a hipertensão descontrolada, insuficiência renal, hepática ou outro problema cardiovascular, o mais seguro é não beber até que o profissional avalie novamente.
Alguns passos práticos podem ajudá-lo a responder a pergunta se quem toma remédio de pressão pode beber cerveja.
No geral, a recomendação é evitar bebidas em excesso ou diárias. Como vimos, o consumo habitual de álcool compromete a eficácia do tratamento e aumentam a pressão. Alguns estudos (2024) demonstraram que aqueles que bebem mais podem exigir doses maiores de medicamentos.
Em termos gerais, não é recomendado que se tome cerveja ou outro tipo de bebida alcoólica enquanto você estiver fazendo o tratamento contra a pressão alta. Há evidências claras de que o álcool interfere tanto diretamente na pressão como no funcionamento dos medicamentos anti-hipertensivos.
Pode ser que a interação aumente ainda mais a pressão, piore os efeitos colaterais ou reduza os efeitos do medicamento, comprometendo o tratamento como um todo.
Se você está em tratamento para hipertensão, o caminho mais seguro é sempre conversar com o seu médico sobre essa questão. Se possível, evite o consumo regular de cerveja. Em situações muito específicas, com boa estabilidade e com liberação médica, pode haver um consumo regrado. Mas até essa liberação, o médico precisa avaliar individualmente cada caso.
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