Revisado em: 18/02/2026
Resuma este artigo com IA:
A resposta curta é não. Descubra por que a sensibilidade a um medicamento pode desencadear reações a outros da mesma classe.

Uma dor de dente intensa, uma cólica menstrual forte ou uma febre que insiste em não baixar. O primeiro impulso de muitas pessoas é abrir o armário de remédios. No entanto, para quem já teve uma reação alérgica à dipirona, esse gesto simples vem acompanhado de uma dúvida perigosa: o que fazer se a dipirona está fora de questão?
É fundamental que pessoas com histórico de alergia à dipirona busquem orientação médica antes de considerar o uso de cetoprofeno. Isso se deve ao risco de reações alérgicas cruzadas, que podem ocorrer entre diferentes tipos de medicamentos anti-inflamatórios.
Clínicos gerais podem atender de maneira primária quadros nos quais há dor ou algum tipo de febre. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A principal razão para a cautela é um fenômeno chamado reação cruzada. Tanto a dipirona quanto o cetoprofeno fazem parte de um grande grupo de medicamentos conhecidos como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Embora tenham estruturas químicas diferentes, muitos deles atuam de forma parecida no organismo.
Eles agem inibindo enzimas chamadas ciclo-oxigenases (COX), que são responsáveis pela produção de substâncias que causam dor, febre e inflamação. Pacientes que desenvolvem uma reação de hipersensibilidade a um AINE, como a dipirona, têm uma chance elevada de reagir a outros medicamentos que atuam pela mesma via, incluindo o cetoprofeno.
Por essa razão, é indispensável que pessoas com alergia à dipirona recebam orientação médica antes de iniciar qualquer tratamento com cetoprofeno, a fim de evitar riscos.
Leia também: Quanto tempo demora para a dipirona fazer efeito?
Ignorar o histórico alérgico e tomar cetoprofeno pode desencadear um quadro de sintomas semelhante ou até mais grave do que a reação original à dipirona. As manifestações podem variar em intensidade e incluem:
De fato, indivíduos com histórico de alergia a analgésicos podem desenvolver reações graves ao usar múltiplos anti-inflamatórios. Por isso, uma avaliação médica é crucial para identificar quais medicamentos são seguros para cada paciente. A automedicação, nesses casos, representa um risco significativo à saúde, e a orientação profissional é indispensável para evitar complicações.
Não necessariamente a todos, mas a muitos deles. A hipersensibilidade aos AINEs é complexa. O grupo de medicamentos que mais frequentemente causa reação cruzada com a dipirona inclui os inibidores não seletivos da COX-1, a via mais comum de ação desses fármacos.
Ter alergia a um analgésico pode ser um indicativo de sensibilidade a vários outros, não se limitando a apenas um tipo. Por isso, são necessários testes médicos especializados para identificar substitutos seguros e prevenir reações graves inesperadas.
A única forma segura de saber quais medicamentos são permitidos é através de uma investigação conduzida por um médico alergista. Este especialista pode realizar uma análise detalhada do histórico do paciente e, se necessário, indicar testes de provocação em ambiente controlado para mapear as sensibilidades.
Até que haja uma liberação médica, é prudente evitar os AINEs mais comuns, que compartilham o mesmo mecanismo de risco. A lista de medicamentos que exigem atenção inclui, mas não se limita a:
Sempre leia a bula e verifique a composição dos medicamentos, pois muitos produtos, incluindo antigripais, podem conter um AINE em sua fórmula.
Leia também: Quem tem alergia a dipirona, pode tomar ibuprofeno?
Para o manejo da dor e febre, o paracetamol é frequentemente considerado uma alternativa inicial para pacientes com histórico de alergia a AINEs, pois possui um mecanismo de ação distinto. No entanto, mesmo seu uso deve ser validado por um profissional de saúde, pois nenhuma medicação é isenta de riscos.
Existem também classes de anti-inflamatórios com mecanismos mais seletivos (inibidores seletivos da COX-2) que, em alguns casos, podem ser uma opção. Contudo, a indicação desses fármacos é uma decisão estritamente médica, baseada em uma avaliação completa do quadro clínico e do perfil de risco do paciente.
A consulta com um alergista é fundamental e não deve ser adiada.
É essencial buscar um alergista para uma avaliação completa, pois este profissional poderá identificar analgésicos seguros e auxiliar na prevenção de riscos. Procure este especialista se você:
O médico poderá fornecer uma lista personalizada de medicamentos seguros e um plano de ação para casos de dor ou febre, garantindo sua segurança e bem-estar.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES