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O desconforto pós-treino indica adaptação e fortalecimento muscular

A sensação de dor muscular da academia no dia seguinte, conhecida cientificamente como Dor Muscular de Início Tardio (DMIT), é normal. Sendo bastante comum para quem está começando ou intensificando os treinos.
Ela faz parte do processo de adaptação do corpo ao esforço físico. Saber quanto tempo dura a dor muscular na academia permite identificar se o desconforto é apenas processo da recuperação natural ou se representa algum problema mais sério.
A evolução do treino não deve ser metrificada pela dor, mas pela mudança da composição corporal, por exemplo. O desconforto pode apenas ser causado pela duração e intensidade do exercício. O nível de condicionamento físico também influencia.
A dor muscular causada pelos exercícios feitos na academia é um processo inflamatório natural. Ela é conhecida cientificamente como Dor Muscular de Início Tardio (DMIT), e não ocorre de maneira imediata, se manifestando horas depois do exercício.
O início da dor costuma ocorrer entre 4 e 6 horas pós-treino e tem o seu pico de intensidade de 24 a 48 horas. A duração pode chegar até 72 horas ou pode se estender por uma semana, em alguns casos.
A DMIT é causada por microlesões nas fibras musculares geradas por exercícios intensos, sobretudo aqueles que envolvem a fase excêntrica, que representa o alongamento do músculo sob tensão.
As microlesões são essenciais para o ganho de massa muscular, pois o corpo trabalha para repará-las, tornando as fibras mais fortes e resistentes.
A intensidade e a persistência da dor muscular variam de pessoa para pessoa e são influenciadas por diversos fatores.
O condicionamento físico é um fator de bastante influência na dor. Indivíduos sedentários ou iniciantes tendem a sentir dores mais intensas e por mais tempo, pois o corpo não está adaptado ao estímulo.
Treinos com maior volume, carga ou que trabalham diretamente a contração excêntrica causam mais microlesões, aumentando o nível da dor. A fase excêntrica pode ser vista na descida do agachamento ou no retorno da rosca bíceps.
A dor muscular pode ser prolongada se houver descanso inadequado e falta de nutrição, pois esses fatores comprometem o processo de reparação muscular. Então é preciso fazer a ingestão adequada de água e proteínas.
As proteínas são responsáveis por fornecer os aminoácidos necessários para a reconstrução das fibras musculares, acelerando a recuperação muscular.
Em alguns casos a dor muscular pode representar algo mais sério, dando sinais de alerta que requerem atenção imediata. A manifestação da dor durante o exercício pode significar algum tipo de lesão muscular.
Se ela não for no músculo e sim em articulações e tendões esse também é um sinal de alerta. Assim como a dor aguda que impede ou limita o movimento. A persistência por mais de 7 ou 15 dias pode ser preocupante, por isso é preciso buscar ajuda médica
A diferença da dor normal para a dor de lesão pode ser caracterizada ainda pelo inchaço, vermelhidão, perda de força, dormência ou dor que irradia.
Se numa escala de 0 a 10 o nível de dor estiver entre 6 ou 7, o repouso deve ser obrigatório e é recomendada que seja feita uma avaliação médica.
Medidas como essas devem ser adotadas caso ela seja limitante ao ponto de dificultar tarefas básicas como sentar ou escovar os dentes.
O uso de medicamentos para aliviar a dor, como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), é desaconselhado. Eles inibem o processo inflamatório natural e necessário para a recuperação e o crescimento muscular.
O remédio pode prejudicar o ganho de massa muscular, de força e resistência, sendo praticamente como se a pessoa estivesse jogando fora todo o tempo dedicado à academia. A utilização em excesso de anti-inflamatórios traz risco à saúde, podendo causar: gastrite, lesões renais e aumento do risco de infarto.
A recomendação é procurar um médico para que ele avalie a prescrição de analgésico ou relaxante muscular caso a dor seja insuportável. A procura evita a ingestão indiscriminada dos AINEs.
A recuperação muscular é essencial para a hipertrofia, podendo ser encarada até como um terceiro pilar do treino, junto com o exercício e nutrição.
É bom evitar treinar o mesmo grupo muscular enquanto ele estiver dolorido. Sendo ideal alternar os treinos, com 24 ou 48 horas de descanso à musculatura trabalhada. Fazer atividades leves ajuda a diminuir a dor.
Caminhada, ioga e natação, por exemplo, aumentam a circulação sanguínea, auxiliando na eliminação de toxinas e na oxigenação da musculatura.
Contribuir para acelerar a recuperação muscular com a ingestão de água e proteínas até 45 minutos após o treino é uma boa prática. Bem com a aplicação de gelo por 10 ou 20 minutos. O gelo tem efeito analgésico, auxiliando na redução da inflamação e do inchaço.
Uma outra alternativa para aliviar a dor muscular da academia é fazer massagem. Além de melhorar a circulação sanguínea, ela alivia a tensão e ajuda na remoção de substâncias inflamatórias acumuladas.
Manter um sono de qualidade é fundamental para a recuperação e reconstrução muscular, já que durante o período o corpo produz o Hormônio do Crescimento (GH).
Sentir dor muscular pós-treino não é garantia de hipertrofia. Assim como não sentir dor é perfeitamente normal. A ausência de dor não significa que o exercício não tenha sido eficaz, porque o corpo pode ter passado por uma adaptação muscular.
Essa sensação pode ser que seus músculos tenham se acostumado aos estímulos do treino. Então, se você está com uma frequência regular e parar de sentir dor, pode ser um sinal para conversar com o educador físico com objetivo de aumentar a intensidade, carga e volume de treino.
Com a prática regular, a musculatura aumenta sua resistência e diminui as microlesões, reduzindo a dor. Não sentir dor também pode falar sobre um bom planejamento de exercícios, com progressão gradual e recuperação adequada.
A eficácia do exercício físico não deve ser medida pela dor, mas sim por indicadores como aumento de força, resistência, ou mudanças na composição corporal. O mais importante é a consistência e segurança.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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