25/08/2025
Revisado em: 25/08/2025
Saber quando a pressão arterial elevada representa um risco real para a saúde é crucial para a prevenção de complicações graves.
Você já aferiu sua pressão em casa e se deparou com um número um pouco acima do usual, gerando aquela dúvida: "Será que isso é preocupante?" Entender os valores da pressão arterial é o primeiro passo para saber quando algo merece sua atenção.
A pressão arterial é medida em milímetros de mercúrio (mmHg) e possui dois números: a pressão sistólica (o primeiro, maior, quando o coração contrai) e a diastólica (o segundo, menor, quando o coração relaxa). Conforme as diretrizes médicas, os valores são classificados da seguinte forma:
A hipertensão arterial é conhecida como "inimigo silencioso" porque, na maioria dos casos, não apresenta sintomas claros em suas fases iniciais. No entanto, mesmo sem sintomas, a pressão elevada constantemente danifica artérias e órgãos vitais como coração, cérebro, rins e olhos.
A longo prazo, a hipertensão não controlada pode levar a complicações sérias. Entre elas, estão o acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, aneurismas e doença renal crônica. A hipertensão é a doença crônica mais comum em todo o mundo, e seu manejo adequado é fundamental para a saúde geral.
É importante notar que nem toda elevação da pressão arterial tem o mesmo impacto.
Um estudo recente com mais de 1.600 participantes, publicado na Clinical Cardiology, sugeriu que a hipertensão diastólica isolada (quando apenas o segundo número da pressão está elevado, mas o primeiro permanece normal, como 120/85 mmHg) pode não estar significativamente associada a danos em órgãos-alvo, ao contrário da hipertensão combinada ou sistólica isolada.
A hipertensão é um fator de risco cardiovascular conhecido, não apenas para insuficiência cardíaca, mas também para o desenvolvimento de doenças coronarianas e cerebrovasculares.
Além disso, a hipertensão tem sido observada como um efeito colateral e um fator de risco para a cardiotoxicidade de certas terapias contra o câncer, conforme apontado em um estudo publicado na Hypertension (Dallas, Tex. : 1979).
Embora a hipertensão seja muitas vezes assintomática, existem situações em que a pressão sobe a níveis perigosos e sintomas começam a surgir, indicando uma emergência médica. Nessas ocasiões, a procura por atendimento hospitalar deve ser imediata.
Se a sua pressão arterial estiver muito alta e você apresentar um ou mais dos seguintes sintomas, procure um pronto-socorro imediatamente:
Quando a pressão arterial atinge níveis muito elevados (acima de 180/120 mmHg ou 18 por 12), estamos diante de uma crise hipertensiva. Ela pode ser classificada em dois tipos:
Ao se deparar com uma aferição de pressão elevada ou o surgimento de sintomas preocupantes, é fundamental saber como agir para proteger sua saúde.
Se você aferiu sua pressão e os valores estão muito altos, especialmente se acompanhados de sintomas, siga estas orientações:
Mesmo que não haja sintomas, o acompanhamento médico regular é a chave para o diagnóstico precoce e o controle da hipertensão.
Um cardiologista ou clínico geral pode monitorar seus níveis de pressão, avaliar fatores de risco e prescrever o tratamento adequado, que pode incluir mudanças no estilo de vida e, se necessário, medicamentos.
Ajustes na medicação e monitoramento contínuo são essenciais para manter a pressão sob controle e prevenir complicações a longo prazo. Converse abertamente com seu médico sobre seu histórico familiar e hábitos de vida.
A melhor forma de lidar com a pressão alta é prevenindo-a ou controlando-a eficazmente. Um estilo de vida saudável é a base para manter os níveis de pressão arterial em patamares seguros.
Muitas das medidas preventivas também são parte do tratamento da hipertensão. Veja como cuidar de você:
Alguns grupos de pessoas têm maior risco de desenvolver hipertensão ou de ter complicações em níveis considerados menos graves para outros.
Isso inclui indivíduos com histórico familiar de hipertensão, obesidade, diabetes e idosos. Para esses grupos, a monitorização da pressão e o acompanhamento médico são ainda mais cruciais, pois os limiares de preocupação podem ser diferentes e mais rigorosos.
Além disso, a hipertensão primária é cada vez mais compreendida como uma síndrome complexa, não uma única doença.
Pesquisas genéticas têm revelado que genes específicos podem estar associados a quase metade dos casos de hipertensão primária, destacando a importância da hereditariedade e da avaliação individualizada.
O conhecimento sobre os níveis e sintomas de alerta da pressão alta é uma ferramenta poderosa para a sua saúde. Esteja atento aos sinais do seu corpo e sempre busque orientação médica para qualquer dúvida ou preocupação. A prevenção e o controle adequados podem garantir uma vida longa e saudável.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
BUTEL-SIMOES, LE; et al. Established and Emerging Cancer Therapies and Cardiovascular System: focus on hypertension – mechanisms and mitigation. Hypertension (Dallas, Tex. : 1979). 09/02/2023. Disponível em:https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36756872/ . Acesso: 15 ago. 2025
LERMAN, LO; et al. Animal Models of Hypertension. Hypertension (Dallas, Tex. : 1979). Disponível em:https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/HYP.0000000000000090 . Acesso: 15 ago. 2025
MANOSROI, W; WILLIAMS, GH. Genetics of Human Primary Hypertension: Focus on Hormonal Mechanisms. Endocrine Reviews. 24/12/2018. Disponível em:https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30590482/ . Acesso: 15 ago. 2025
MONZO, L; et al. Isolated diastolic hypertension and target organ damage: Findings from the cohort. Clinical Cardiology. 15/09/2021. Disponível em:https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34523741/ . Acesso: 15 ago. 2025
POPULARES EM CONDIÇÕES DE SAÚDE
Os conteúdos mais buscados sobre Condições de saúde
Aprenda a identificar os sinais de um metabolismo lento, descubra suas verdadeiras causas e veja quais exames podem confirmar a condição.
Leia maisEntenda os sinais da compulsão alimentar e saiba quando buscar ajuda. Continue lendo e cuide da sua saúde.
Leia maisSaiba o que causa oleosidade na pele e como controlar o brilho excessivo. Clique e aprenda as melhores dicas!
Leia mais