Revisado em: 23/02/2026
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Conciliar os cuidados com o bebê e os sintomas da gripe é um desafio. Esclareça quais fármacos são compatíveis com a amamentação.

O corpo fica dolorido, a febre insiste em subir e o nariz entupido dificulta a respiração. Lidar com uma gripe já é difícil, mas para quem amamenta, uma preocupação adicional surge imediatamente: qual remédio posso tomar sem prejudicar meu bebê?
Essa dúvida é comum e extremamente pertinente. Muitos medicamentos podem ser excretados no leite materno, e entender quais são seguros é essencial para a tranquilidade da mãe e a saúde da criança. A boa notícia é que existem opções seguras para aliviar os sintomas.
A forma como os medicamentos chegam ao leite materno é um processo complexo. Medicamentos com baixo peso molecular atravessam com mais facilidade o leite por difusão simples. Além disso, certas proteínas presentes nas glândulas mamárias podem atrair substâncias para o leite.
Devido a esse fator, a automedicação nunca é recomendada ou aconselhada. Em hipótese nenhuma faça uso de qualquer medicamento sem o prévio conhecimento do seu médico.
Entender esses mecanismos é crucial para uma avaliação de segurança precisa, protegendo a saúde do bebê e evitando a interrupção desnecessária da amamentação.
Ginecologistas obstetras são os especialistas indicados para o acompanhamento da gestação. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O tratamento da gripe em lactantes foca em aliviar os sintomas de forma segura. A maioria dos médicos recomenda substâncias de uso consagrado e com perfil de segurança bem estabelecido. A automedicação é sempre desaconselhada, mas conhecer as opções seguras ajuda no diálogo com o especialista.
Analgésicos e antitérmicos são os medicamentos mais procurados para o mal-estar da gripe. Felizmente, as opções mais comuns são compatíveis com a amamentação.
O paracetamol é frequentemente a primeira escolha para tratar dor e febre em lactantes. Atualmente, existem estudos ainda inconclusivos que relatam terem encontrado vestígios de paracetamol no cordão umbilical do bebê. Também há o debate crescente de sua possível relação com autismo, transtorno de déficit de atenção e outros.
Por serem inconclusivos, o uso de paracetamol na gravidez inspira extremo cuidado por parte das gestantes. Essa recomendação se deve a que os bebês que tiveram essa exposição apresentaram uma probabilidade maior de serem diagnosticados com esses transtornos mais tarde na infância, quando comparados aos bebês que não foram expostos.
Em situações onde há suspeita de infecção bacteriana, como em casos de mastite ou outras complicações, e sob prescrição médica, medicamentos das classes penicilina e cefalosporina são considerados seguros.
Estes antibióticos podem ser utilizados por lactantes para tratar febre e outros sintomas, sem exigir a interrupção da amamentação ou prejudicar o bebê.
Leia também: Veja quais antibióticos grávidas não podem usar
Aliviar o nariz entupido é um grande passo para o bem-estar. Para isso, as soluções mais seguras são as de uso local e alguns anti-histamínicos específicos.
Alguns dos remédios mais populares para gripe, especialmente os que prometem alívio de múltiplos sintomas, contêm substâncias que podem ser problemáticas durante a amamentação. A atenção à composição do medicamento é fundamental.
Os descongestionantes orais são muito eficazes, mas representam um risco para a lactação. Substâncias como a pseudoefedrina e a fenilefrina, presentes na maioria dos antigripais compostos, podem diminuir significativamente a produção de leite materno.
É importante saber que a queda na oferta de leite pode ser abrupta, mesmo com o uso por poucos dias. Além dos descongestionantes, alguns medicamentos como corticoides orais potentes também podem reduzir temporariamente a produção láctea. Por isso, a orientação médica é crucial para evitar impactos negativos na amamentação.
Muitos produtos vendidos como "antigripais" são, na verdade, uma combinação de analgésico, antialérgico e descongestionante. Devido à presença de substâncias como a pseudoefedrina, seu uso deve ser evitado.
Outros medicamentos que requerem cuidado são:
Elas são a base de qualquer tratamento. Medidas simples podem fazer uma grande diferença na recuperação e são completamente seguras para a mãe e o bebê.
A recomendação é não separar a mãe do bebê nesse período, mas evitar contato com outras pessoas que não sejam do convívio direto familiar. Independentemente, é importante avaliar o quadro com seu médico.
Quando a mãe adoece, seu corpo produz anticorpos específicos contra o vírus da gripe, que são passados para o bebê através do leite.
Assim, continuar amamentando ajuda a proteger a criança da infecção ou a desenvolver uma forma mais branda da doença.
Para reduzir o risco de transmissão, adote cuidados simples:
É fundamental que, antes de iniciar o tratamento para sintomas de gripe, a lactante descarte a possibilidade de mastite. Esta é uma inflamação na mama que pode apresentar sintomas semelhantes à gripe, como febre alta e mal-estar, especialmente se houver mamilos rachados. Um médico poderá fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento adequado.
Embora a maioria dos casos de gripe se resolva em alguns dias com repouso e cuidados, é fundamental procurar atendimento médico se os sintomas forem graves ou persistentes. Busque ajuda profissional se apresentar:
Um médico poderá avaliar o quadro, descartar complicações como a pneumonia e indicar o tratamento mais seguro e eficaz para você e seu bebê, podendo, inclusive, prescrever um antiviral como o oseltamivir, se necessário.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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