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Qual antibiótico grávida não pode tomar? Veja os riscos para mãe e bebê

Descubra quais medicamentos evitar durante a gestação para proteger a saúde do bebê e entenda a importância do acompanhamento médico.

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Um mal-estar, uma dor de garganta ou o incômodo de uma infecção urinária surge e a primeira reação de muitas pessoas é buscar um remédio já conhecido na caixa de medicamentos de casa. Mas, quando se está grávida, essa atitude simples se torna uma decisão complexa e cheia de dúvidas. A segurança do bebê passa a ser a prioridade máxima.

É importante compreender que antibióticos, mesmo quando orais, são medicamentos com objetivos específicos, como controlar a proliferação de bactérias em certas condições. Eles representam uma intervenção médica séria que exige prescrição e acompanhamento rigoroso de um profissional de saúde.

Entender quais substâncias podem atravessar a placenta e afetar o desenvolvimento fetal é fundamental. Por isso, a regra de ouro durante toda a gestação é clara: nenhum medicamento, especialmente antibióticos, deve ser tomado sem a expressa indicação e acompanhamento de um profissional de saúde qualificado.

Ginecologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento de vários quadros durante a gravidez e indicar o melhor tratamento. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais do Brasil.

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Por que alguns antibióticos são arriscados na gravidez?

O corpo da gestante passa por inúmeras transformações, e a conexão com o feto através da placenta é uma via de mão dupla para nutrientes e oxigênio. No entanto, algumas moléculas de medicamentos também conseguem atravessar essa barreira. Dependendo da substância e da fase da gestação, isso pode interferir no desenvolvimento de órgãos, ossos e sistemas do bebê.

A decisão de usar antibióticos durante a gravidez exige uma avaliação médica cuidadosa do equilíbrio entre riscos e benefícios. Isso porque, muitas vezes, faltam dados de segurança completos para gestantes, já que a maioria dos estudos clínicos com medicamentos não as inclui.

Além da falta de informações detalhadas em gestantes, estudos clínicos sobre antibióticos focados na prevenção de infecções frequentemente oferecem poucas informações sobre a ocorrência ou o tipo de efeitos colaterais (eventos adversos) desses medicamentos. Isso reforça a necessidade de acompanhamento médico rigoroso.

As categorias de risco para medicamentos na gestação, estabelecidas por agências reguladoras, ajudam os médicos a pesar os benefícios do tratamento contra os potenciais perigos. 

Um antibiótico necessário para tratar uma infecção grave na mãe, que poderia levar a complicações sérias, pode ser prescrito mesmo que apresente algum risco, quando as alternativas são ainda piores.

Leia também: Gestantes podem tomar paracetamol?

Quais antibióticos a grávida geralmente não pode tomar?

A lista de antibióticos contraindicados ou que exigem extrema cautela é bem estabelecida na prática médica. Eles são evitados principalmente pelos efeitos diretos que podem ter sobre o feto em desenvolvimento. Abaixo, detalhamos as principais classes de risco.

Antibióticos com alto risco comprovado

Esses medicamentos são, na maioria dos casos, formalmente contraindicados durante a gravidez. Seus riscos superam os benefícios na maior parte dos cenários clínicos.

Classe do Antibiótico

Exemplos Comuns

Principais Riscos ao Feto

Tetraciclinas

Doxiciclina, Minociclina

Podem causar descoloração permanente nos dentes do bebê e afetar o desenvolvimento e crescimento dos ossos. De acordo com diretrizes clínicas, não são recomendadas a partir do segundo trimestre da gravidez e durante a amamentação.

Fluoroquinolonas (Quinolonas)

Ciprofloxacino, Levofloxacino

Estudos em animais associam essa classe a danos nas cartilagens e articulações. Além disso, levantam-se preocupações sobre possíveis malformações congênitas. Por precaução, são evitadas.

Antibióticos que exigem cautela ou são evitados em fases específicas

Outros antibióticos podem ser prejudiciais dependendo do trimestre da gestação ou da condição de saúde específica da mãe e do bebê.

  • Aminoglicosídeos: como a gentamicina, podem apresentar risco de toxicidade para os rins e para o sistema auditivo do feto, podendo levar à surdez. Seu uso é restrito a infecções muito graves e com monitoramento intenso.
  • Sulfonamidas: como o sulfametoxazol (frequentemente associado à trimetoprima), são evitados principalmente no primeiro trimestre, por interferirem no metabolismo do ácido fólico, e no final da gravidez, pelo risco de icterícia grave no recém-nascido.
  • Nitrofurantoína: embora frequentemente usada para infecções urinárias, deve ser evitada no primeiro trimestre e próximo ao parto, devido ao risco de anemia hemolítica no bebê.
  • Metronidazol: alguns estudos o associaram a um aumento do risco de aborto espontâneo quando usado no início da gestação, embora outros dados sejam tranquilizadores. A conduta geral é evitar seu uso no primeiro trimestre, se possível.

Existem antibióticos considerados seguros para gestantes?

Felizmente existem opções de antibióticos com um perfil de segurança bem documentado para uso durante a gravidez. Eles são a primeira escolha dos médicos para tratar infecções bacterianas em gestantes, sempre que o patógeno for sensível a eles.

As classes mais utilizadas incluem:

  • Penicilinas: como a amoxicilina e a própria penicilina. São amplamente estudadas e consideradas seguras em todas as fases da gestação.
  • Cefalosporinas: como a cefalexina e a ceftriaxona. Também possuem um excelente perfil de segurança e são frequentemente prescritas.
  • Alguns Macrolídeos: a azitromicina e a eritromicina são geralmente consideradas seguras, embora a eritromicina seja muitas vezes preferida por ter mais tempo de uso e estudos. São alternativas importantes para pacientes alérgicas à penicilina.

É fundamental reforçar que, mesmo esses medicamentos, só devem ser utilizados com prescrição e acompanhamento médico. A dose, a duração do tratamento e a escolha do antibiótico dependem do tipo de infecção e do histórico da paciente.

O que fazer ao apresentar sintomas de infecção na gestação?

Ao sentir qualquer sintoma como febre, dor ao urinar, tosse persistente com secreção, dor de garganta intensa ou qualquer outro sinal de infecção, a atitude correta é uma só: procurar avaliação médica imediatamente.

Nunca tente tratar o problema por conta própria ou use um antibiótico que sobrou de um tratamento anterior. A infecção em si pode ser muito mais perigosa para a gravidez do que um tratamento antibiótico adequado. Condições como uma infecção urinária não tratada, por exemplo, podem evoluir para uma infecção nos rins (pielonefrite) e aumentar o risco de parto prematuro.

O médico obstetra ou um clínico geral saberá diagnosticar a causa do problema e prescrever o tratamento mais seguro e eficaz para você e seu bebê.

Perguntas frequentes sobre o uso de antibióticos na gravidez

As dúvidas sobre medicamentos são comuns e legítimas neste período. Abaixo, respondemos algumas das mais frequentes.

Amoxicilina e Cefalexina são seguras na gravidez?

Ambos são considerados antibióticos de primeira linha e seguros para uso durante a gestação quando prescritos por um médico. Eles pertencem a classes (penicilinas e cefalosporinas, respectivamente) com vastos estudos que atestam seu baixo risco para o feto.

E a infecção urinária, como é tratada?

A infecção do trato urinário (ITU) é comum em gestantes. O tratamento geralmente é feito com antibióticos seguros, como a cefalexina ou a fosfomicina. A nitrofurantoína pode ser uma opção, mas evitando-se o primeiro e o último trimestre. O tratamento é essencial para evitar complicações.

Tomei um antibiótico sem saber que estava grávida, e agora?

Este é um cenário relativamente comum. O primeiro passo é não se desesperar. Assim que descobrir a gravidez, informe imediatamente ao seu médico qual medicamento você tomou, a dose e por quanto tempo. Ele poderá avaliar o risco específico da substância e da fase gestacional em que foi utilizada e orientar sobre os próximos passos e o acompanhamento pré-natal.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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