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Pílula do dia seguinte: quais são os efeitos colaterais e o que esperar?

Entenda as reações mais comuns no corpo após o uso da contracepção de emergência e por que seu uso deve ser apenas pontual.

Resumo
  • Efeitos colaterais comuns incluem náuseas, dor de cabeça, cólicas e cansaço, devido à alta dose hormonal.
  • A pílula pode desregular o ciclo menstrual, causando adiantamento, atraso ou sangramentos de escape.
  • Os sintomas são geralmente temporários e tendem a desaparecer em até 48 horas após a ingestão do comprimido.
  • Vômito ou diarreia intensa em até 4 horas após tomar a pílula podem comprometer sua eficácia.
  • Este é um método de emergência e não deve ser usado como contraceptivo regular devido aos riscos e à menor eficácia.
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Aconteceu. Um imprevisto, o método contraceptivo usual falhou e a preocupação com uma gravidez não planejada se instala. A pílula do dia seguinte, ou contracepção de emergência, surge como uma alternativa para essa situação. 

É importante notar que, após décadas de uso, a pílula do dia seguinte possui um perfil de segurança bem estabelecido para essas situações emergenciais. No entanto, após seu uso, um novo conjunto de dúvidas pode aparecer, principalmente quando o corpo começa a reagir.

Compreender os efeitos colaterais é fundamental para lidar com eles de forma tranquila e saber identificar sinais que exigem atenção médica. Lembre-se que a informação é uma aliada da sua saúde.

Ginecologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento desse tipo de quadro. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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O que é a pílula do dia seguinte e como ela funciona?

A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência que contém uma alta dose de hormônios, geralmente o levonorgestrel. Sua principal função é impedir ou retardar a ovulação, evitando que o óvulo seja liberado do ovário para uma possível fecundação pelo espermatozoide. 

Além disso, ela pode dificultar o encontro do espermatozoide com o óvulo ao alterar o muco cervical. É importante entender que a pílula não é abortiva; ela atua antes que uma gravidez se estabeleça. Mesmo após a ovulação ter ocorrido, a pílula altera os hormônios, o que pode justificar alguns dos sintomas. 

Sua eficácia é maior quanto antes for tomada, idealmente nas primeiras 24 a 72 horas após a relação sexual desprotegida.

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Não é um método contraceptivo de rotina

A principal característica da pílula do dia seguinte é seu caráter emergencial. As doses hormonais são significativamente mais altas do que as de um anticoncepcional de uso contínuo

É importante destacar que ela não deve substituir os métodos contraceptivos de rotina, pois sua eficácia contra a gravidez é inferior. Por isso, seu uso frequente não é recomendado, pois pode desregular completamente o ciclo menstrual e causar sangramentos anômalos.

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Quais são os efeitos colaterais mais comuns da pílula do dia seguinte?

A carga hormonal elevada é a responsável pela maioria dos sintomas que podem surgir após o uso da pílula. As reações variam muito de mulher para mulher, e algumas podem não sentir absolutamente nada. No entanto, existem efeitos colaterais mais relatados.

Sintomas gastrointestinais

Náuseas e vômitos estão entre os efeitos mais frequentes, sendo resultado direto da alteração hormonal causada pela pílula. Dores abdominais, semelhantes a cólicas menstruais, e episódios de diarreia também podem ocorrer.

Dores e mal-estar geral

A dor de cabeça (cefaleia) é uma queixa comum. Muitas mulheres também relatam uma sensação de cansaço excessivo ou fadiga, além de tonturas.

Alterações mamárias

Pode haver um aumento da sensibilidade ou dor nos seios (mastalgia). Essa sensação é temporária e costuma desaparecer em poucos dias, assim que os níveis hormonais se estabilizam.

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Como a pílula do dia seguinte afeta o ciclo menstrual?

A consequência mais notável do uso da pílula de emergência é a alteração no ciclo menstrual. Como o medicamento interfere diretamente no eixo hormonal que regula a menstruação, é esperado que ocorram mudanças no ciclo seguinte ao seu uso. Essa interferência pode desregular o ciclo e, em muitos casos, causar sangramentos anômalos.

Atraso ou adiantamento da menstruação

A menstruação pode vir alguns dias antes do esperado ou, mais comumente, atrasar. Um atraso de até 7 dias é considerado dentro da normalidade. Se a menstruação não ocorrer após este período, é recomendável realizar um teste de gravidez e procurar orientação médica.

Sangramentos de escape (spotting)

É bastante comum ter sangramentos irregulares após a pílula de emergência. Este sangramento pode ser de pequeno volume e coloração diferente da menstruação (geralmente mais escuro, como uma "borra de café"), aparecendo dias após o uso da pílula. É importante saber que este sangramento não é a menstruação e não confirma a eficácia do método.

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O que fazer se os efeitos colaterais aparecerem?

Na maioria dos casos, os efeitos colaterais são leves e não exigem tratamento. Medidas simples podem ajudar a aliviar o desconforto, como repouso, boa hidratação e alimentação leve para evitar náuseas. Analgésicos comuns podem ser usados para dor de cabeça ou cólicas, sempre com orientação de um profissional de saúde.

Vômito ou diarreia: a eficácia foi comprometida?

Este é um ponto de atenção. Se ocorrer um episódio de vômito ou diarreia intensa em um período de 3 a 4 horas após a ingestão do comprimido, a absorção do hormônio pode ter sido prejudicada. Nestes casos, é fundamental entrar em contato com um ginecologista ou farmacêutico para receber orientação sobre a necessidade de tomar uma nova dose.

Quanto tempo duram os efeitos colaterais?

Os efeitos colaterais agudos, como náuseas, dor de cabeça e cansaço, são de curta duração. Geralmente, eles se manifestam nas primeiras 24 horas após o uso da pílula e tendem a desaparecer completamente em até 48 horas. Já as alterações no ciclo menstrual podem se estender até a próxima menstruação, que marca o início de um novo ciclo regulado.

O uso frequente da pílula do dia seguinte faz mal?

O uso repetido da contracepção de emergência sobrecarrega o organismo com altas doses hormonais. Essa prática leva a uma desregulação crônica do ciclo menstrual, tornando impossível prever o período fértil e a data da menstruação. 

Embora existam mitos sobre infertilidade associados ao uso da pílula, é importante entender que o risco real de complicações à saúde geralmente surge ao trocar a pílula de emergência por métodos caseiros sem comprovação. A desorganização hormonal pode mascarar problemas de saúde e diminuir a eficácia do método, aumentando o risco de uma gravidez não planejada.

Embora raro, o uso indiscriminado pode aumentar riscos em mulheres com predisposição a problemas vasculares. O ideal é conversar com um ginecologista para escolher um método contraceptivo seguro e eficaz para uso contínuo.

Quando devo procurar um médico?

Embora a maioria dos efeitos seja leve, alguns sinais de alerta indicam a necessidade de avaliação médica. 

Procure um serviço de saúde se apresentar:

  • Dor abdominal muito intensa e que não melhora.
  • Sangramento vaginal muito intenso e prolongado.
  • Atraso menstrual superior a 7 ou 10 dias.
  • Dor forte em uma das pernas, dor no peito ou falta de ar súbita.
  • Qualquer sintoma de uma reação alérgica grave, como inchaço no rosto ou dificuldade para respirar.

Como saber se a pílula do dia seguinte funcionou?

A única forma de confirmar que a pílula do dia seguinte funcionou é a chegada da menstruação. Como o ciclo pode ficar desregulado, o ideal é aguardar a data prevista para o sangramento. Se houver um atraso superior a uma semana, o mais indicado é realizar um teste de gravidez (de farmácia ou laboratorial) para tirar a dúvida.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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