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Quais os sintomas do câncer de pele mais comuns? Veja quais são e tratamentos

Entenda porque a atenção ao próprio corpo é a principal estratégia para a detecção precoce do câncer de pele, o mais comum no Brasil

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O câncer de pele é o tipo de tumor mais frequente no Brasil, respondendo a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados. O que é reconfortante é saber que quando diagnosticado de maneira precoce, a taxa de cura pode ser superior a 90%. Por isso que é importante aprender a reconhecer os sintomas e sinais de alerta.

O câncer de pele resulta do crescimento anormal e descontrolado das células que formam a pele. Embora a radiação ultravioleta do sol seja o principal fator de risco, fatores genéticos e outras exposições também podem contribuir.

Existem três tipos principais de câncer de pele: o Carcinoma Basocelular (CBC), o Carcinoma Espinocelular (CEC) e o Melanoma. A forma como a doença se manifesta, ou seja, seus sintomas, varia conforme o tipo.

Principais sintomas do câncer de pele

De modo geral, as lesões dos tipos de câncer de pele podem se apresentar como feridas, pintas, verrugas ou manchas.

Os sintomas mais comuns a serem observados são:

  • Manchas pruriginosas (que coçam), descamativas ou que sangram.
  • Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor.
  • Feridas que não cicatrizam em até 4 semanas.

É importante lembrar que o câncer de pele pode aparecer em qualquer parte do corpo, mas é mais comum em áreas frequentemente expostas ao sol, como rosto, pescoço, mãos, braços e pernas.

Dermatologistas são os especialistas mais recomendados para a devida detecção precoce. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais do Brasil.

Sintomas específicos por tipo de câncer de pele

Ainda que a avaliação de um especialista seja indispensável, observar as características da lesão podem dar uma pista sobre o tipo de tumor.

No carcinoma basocelular, além dele raramente se espalhar para outros órgãos, é possível observar:

  • Feridas abertas que sangram, vazam ou formam crostas;
  • Aparecimento de caroços ou nódulos brilhantes e translúcidos;
  • Manchas avermelhadas ou irritadas.

Já no carcinoma espinocelular, que é o segundo mais frequente em incidência, há um maior risco de metástase (espalhamento) em comparação ao basocelular. São alguns sintomas:

  • Nódulos firmes e vermelhos;
  • Crostas ou escamas ásperas e planas;
  • Semelhante a uma verruga;
  • Podem ser feridas com descamação e vermelhidão, que sangram e conferem uma aparência mais enrugada da área afetada.

Por último, o melanoma pode surgir em partes do corpo que não são tão expostas ao sol. Infelizmente, é o tipo mais grave, ainda que represente apenas uma parcela pequena dos casos relatados. Para identificar o melanoma, a regra do ABCDE é uma ferramenta útil de autoexame.

Leia também: Como prevenir o câncer de pele?

O que é a regra ABCDE para identificar o melanoma?

Existe um guia mnemônico conhecido como a regra ABCDE para o melanoma, que tende a surgir a partir de uma pinta ou mancha escura já existente ou como uma nova lesão. Essa é uma ferramenta simples para ajudar a identificar as características suspeitas que merecem uma avaliação médica imediata.

Cada letra aponta para uma característica a ser observada:

  • A - Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra. Pintas benignas tendem a ser simétricas.
  • B - Bordas Irregulares: os contornos são recortados, mal definidos ou entalhados.
  • C - Cor Variada: presença de várias cores ou tons em uma única lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou azul).
  • D - Diâmetro: lesões maiores que 6 mm (aproximadamente o tamanho de um lápis borracha).
  • E - Evolução: mudanças rápidas no tamanho, forma, cor ou textura da lesão. Uma pinta ou sinal que começa a coçar ou sangrar também indica evolução.

Na prática, isso significa que pintas benignas costumam ser simétricas e de contorno regular, enquanto o melanoma pode ter bordas que parecem "borrar" para a pele. A presença de diferentes tons de marrom, preto, cinza ou vermelho em uma mesma lesão também é um sinal de alerta, assim como o tamanho superior a 6 milímetros. 

Porém, a letra E (Evolução) é talvez a mais importante de todas: qualquer mudança em uma pinta, ou o surgimento de sintomas como coceira e sangramento, é um motivo para procurar um dermatologista.

Leia também: Para que serve o protetor solar?

Quando buscar ajuda médica?

A detecção precoce é o segredo para um tratamento de sucesso. Não hesite em procurar um profissional de saúde, preferencialmente um dermatologista.

Procure avaliação médica imediata se:

  • Notar qualquer mudança suspeita na sua pele, como uma pinta ou mancha que esteja mudando rapidamente;
  • Identificar uma lesão nova que não desaparece;
  • Tiver uma ferida que não cicatriza em até 4 semanas;
  • Perceber um novo crescimento na pele;
  • Identificar uma lesão de coça, dói ou sangra.

Aprender a identificar qualquer crescimento anormal é importante não só para a devida condução médica, mas também para fazer o devido acompanhamento precoce, caso seja positivo o diagnóstico.

Leia também: Câncer de pele tem cura?

Como o dermatologista diagnostica o câncer de pele?

O diagnóstico do câncer de pele começa com a avaliação de um médico dermatologista. No consultório, o especialista irá realizar o exame clínico, uma inspeção visual completa de toda a pele do paciente, não apenas da lesão que motivou a consulta. 

Para analisar pintas e lesões suspeitas com mais detalhes, ele utiliza um aparelho chamado dermatoscópio, que funciona como uma lente de aumento com uma luz especial, permitindo a visualização de estruturas da pele invisíveis a olho nu e a identificação de padrões suspeitos de malignidade.

Se, após o exame clínico e a dermatoscopia, o médico mantiver a suspeita de câncer de pele, o próximo passo é a biópsia. Este é o único exame capaz de fornecer um diagnóstico definitivo. O procedimento é simples, realizado no próprio consultório com anestesia local, e consiste na remoção de uma pequena amostra da lesão para análise em laboratório por um médico patologista.

Apenas essa análise microscópica, chamada de exame histopatológico, pode confirmar o diagnóstico e determinar o tipo exato de câncer de pele. Com o diagnóstico fechado, o médico poderá discutir as opções e conduzir o tratamento do câncer de pele da forma mais adequada.

A importância do check-up regular

Além do realizar o autoexame em casa, o acompanhamento médico é imprescindível. Mesmo lesões que não parecem câncer podem ser pré-tumorais e podem se transformar em câncer com o tempo.

Ainda que não revelem sintomas suspeitos, é importante realizar exames de rastreamento se você se enquadra em grupos de maior risco, como:

  • Pessoas com história pessoal ou familiar com câncer de pele;
  • Pessoas com pele e olhos claros ou que são muito sensíveis ao sol;
  • Pessoas que tiveram exposição prolongada e repetida ao sol, principalmente na infância e adolescência;
  • Pessoas que fizeram uso de câmeras de bronzeamento artificial.

O dermatologista é o profissional ideal para examinar toda a sua pele. Ele pode utilizar técnicas como a dermatoscopia, que usa uma lente de aumento especial para visualizar melhor as lesões.

A maioria dos cânceres de pele é curável se for detectada e tratada precocemente. Caso você perceba qualquer sinal incomum ou persistente, não perca tempo: a avaliação profissional é fundamental para o diagnóstico e o início do tratamento mais adequado.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Câncer de Pele Melanoma: Sintomas. Rio de Janeiro: INCA, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/pele-melanoma . Acesso em: 25 ago. 2025.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Câncer de Pele não Melanoma: Sintomas. Rio de Janeiro: INCA, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/pele-nao-melanoma. Acesso em: 25 ago. 2025.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA (SBD). Câncer da Pele. Rio de Janeiro: SBD, 2023. Disponível em: https://www.sbd.org.br/doencas/cancer-da-pele/. Acesso em: 25 ago. 2025.

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