Quais os sintomas da falta de vitamina D e quando pode ser um alerta
Muitas vezes silenciosa, a carência deste nutriente essencial afeta ossos, músculos e até o humor, com riscos mais amplos à saúde.
Aquele cansaço que não vai embora, mesmo depois de uma noite de sono aparentemente reparadora. Dores musculares que surgem sem um esforço físico que as justifique. Esses incômodos, muitas vezes atribuídos ao estresse do dia a dia, podem ser o seu corpo sinalizando a falta de um nutriente fundamental: a vitamina D.
O que é a deficiência de vitamina D e por que ela é tão comum?
A vitamina D atua como um pré-hormônio no organismo. Sua principal função é regular a absorção de cálcio e fósforo, minerais indispensáveis para a manutenção de ossos fortes e saudáveis. A carência severa desta vitamina pode levar a doenças ósseas, visto que é essencial para a absorção adequada de cálcio.
Ela também desempenha um papel importante na função muscular, no sistema imunológico e na saúde cardiovascular. A deficiência de vitamina D é um problema comum em todo o mundo. Por ser crucial para a saúde dos ossos, sua ausência pode levar a condições sérias como raquitismo em crianças e aumentar significativamente o risco de fraturas em adultos.
A principal fonte de produção de vitamina D é a exposição da pele aos raios solares UVB. Fatores como o uso constante de protetor solar, a baixa exposição ao sol por rotinas de trabalho em ambientes fechados, a poluição e a pigmentação da pele podem limitar essa produção.
Nutrólogos podem entender essa deficiência e ajustar de acordo com suas necessidades. A Rede Américas possui especialistas renomados atendendo em vários hospitais do Brasil.
Quais são os principais sintomas da falta de vitamina D?
Os sinais da carência de vitamina D podem ser vagos e facilmente confundidos com outras condições. Por isso, é fundamental estar atento a um conjunto de sintomas que, quando persistentes, merecem investigação médica.
Sinais gerais e muitas vezes silenciosos
No início, os sintomas podem ser discretos e se manifestar de formas que afetam o bem-estar geral. Essa carência pode ser um sinal silencioso, detectável por exames de sangue que revelam, por exemplo, um aumento no hormônio da paratireoide (PTH) e uma diminuição no cálcio sérico.
Fadiga e cansaço excessivo: uma sensação de esgotamento que não melhora com o descanso é um dos relatos mais frequentes.
Alterações de humor: níveis baixos de vitamina D têm sido associados a um maior risco de desânimo e sintomas depressivos, especialmente em adultos.
Baixa imunidade: ficar doente com frequência, principalmente com gripes e resfriados, pode indicar que o sistema de defesa do corpo está enfraquecido pela falta do nutriente.
Sintomas físicos mais evidentes
Com a persistência da deficiência, os sinais podem se tornar mais claros e localizados, afetando diretamente o sistema musculoesquelético.
Dores ósseas e musculares: dores nas costas, especialmente na região lombar, e dores difusas nos músculos e articulações são comuns. A vitamina D é essencial para que o cálcio seja fixado nos ossos.
Fraqueza muscular: pode haver uma perda de força e dificuldade para realizar tarefas simples, como subir escadas ou levantar-se de uma cadeira.
Queda de cabelo: embora multifatorial, a deficiência de vitamina D pode agravar ou contribuir para a perda de cabelo acentuada.
Cicatrização lenta: a vitamina D participa dos processos inflamatórios e de reparo do corpo. Sua falta pode fazer com que feridas e lesões demorem mais para cicatrizar.
A presença de fraqueza ou dores pode ser um alerta para a deficiência de vitamina D. Isso porque a carência desse nutriente está ligada à perda de densidade óssea e à diminuição da força muscular, incluindo a força de preensão.
Quem corre mais risco de ter carência de vitamina D?
Alguns grupos populacionais são mais vulneráveis à deficiência de vitamina D e devem ter atenção redobrada aos seus níveis.
Fatores de risco incluem:
Idosos: a pele perde parte da capacidade de sintetizar vitamina D com a idade, e eles tendem a se expor menos ao sol.
Pessoas de pele escura: a melanina, que dá cor à pele, atua como um filtro solar natural, reduzindo a produção de vitamina D.
Indivíduos com baixa exposição solar: pessoas que trabalham em locais fechados ou que vivem em regiões com invernos longos.
Pessoas com obesidade: a vitamina D é lipossolúvel e pode ficar "sequestrada" no tecido adiposo, diminuindo sua disponibilidade no sangue.
Pacientes com doenças gastrointestinais: condições como doença de Crohn ou doença celíaca podem prejudicar a absorção da vitamina D obtida pela dieta.
Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico da deficiência de vitamina D é simples e feito por meio de um exame de sangue que mede a concentração de 25-hidroxivitamina D. Apenas um médico pode interpretar o resultado e indicar a necessidade de tratamento.
O tratamento visa normalizar os níveis do nutriente no corpo e geralmente envolve uma combinação de estratégias:
Estratégia
Descrição
Exposição solar
Expor braços e pernas ao sol por 15 a 20 minutos, sem protetor solar, nos horários de menor intensidade (antes das 10h e após as 16h), pode ser suficiente para estimular a produção.
Alimentação
Poucos alimentos são fontes naturais de vitamina D, mas peixes gordurosos (salmão, atum), gema de ovo e cogumelos podem ajudar. Alguns produtos, como leite e cereais, são fortificados.
Suplementação
Quando a deficiência é confirmada, a suplementação é a forma mais eficaz de correção. A dosagem e a duração do tratamento devem ser estritamente definidas por um profissional de saúde para evitar toxicidade.
Quando devo procurar um médico?
Se você se identifica com vários dos sintomas descritos e pertence a um dos grupos de risco, é fundamental buscar avaliação médica. Não inicie a suplementação por conta própria, pois o excesso de vitamina D também é prejudicial à saúde.
A deficiência de vitamina D está associada a riscos sérios para a saúde, como o aumento da probabilidade de desenvolver diabetes e acidente vascular cerebral (AVC).
Marque uma consulta se você apresenta:
Cansaço persistente e sem causa aparente.
Dores crônicas nos ossos, músculos ou articulações.
Infecções recorrentes.
Fraqueza muscular notável.
Um especialista poderá solicitar os exames necessários e, se confirmada a carência, indicar o plano de tratamento mais seguro e adequado para você, restaurando seu bem-estar e qualidade de vida.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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