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Primeiros socorros para afogamento: passo a passo para salvar vidas

Saiba como agir de forma segura e eficaz desde o resgate na água até a chegada do socorro especializado.

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Imagine uma tarde ensolarada na praia ou na beira da piscina. De repente, a diversão é interrompida pelo silêncio preocupante de alguém em dificuldade na água. Saber como agir nesse momento, com calma e técnica, pode ser a diferença entre a vida e a morte.

Embora este guia se concentre nas ações durante o afogamento, é crucial destacar que a prevenção é a forma mais eficaz de primeiro socorro. Especialmente para crianças menores de 6 anos, programas que combinam educação parental e supervisão constante podem reduzir drasticamente o risco de mortes por afogamento.

Clínicos gerais são os médicos que podem atender inicialmente esse tipo de quadro. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais do Brasil.

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Qual é o primeiro passo ao presenciar um afogamento?

A prioridade máxima é a segurança de quem presta o socorro. Tentar um resgate sem treinamento pode resultar em duas vítimas. Portanto, a primeira ação não é pular na água.

Primeiramente, peça ajuda em voz alta para alertar outras pessoas ao redor e ligue imediatamente para o serviço de emergência. Os números são:

  • 193: Corpo de Bombeiros
  • 192: SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência)

Informe ao atendente a localização exata e a situação da vítima. Manter a calma e fornecer informações claras acelera a chegada da equipe especializada.

Como retirar uma pessoa da água com segurança?

Se você não é um profissional treinado, evite o contato físico direto com a vítima dentro da água, pois ela pode se debater e afundar ambos. A abordagem correta é o resgate à distância.

Procure por objetos que possam ser lançados ou estendidos até a pessoa. Boias, pranchas, cordas, galhos de árvore ou até mesmo peças de roupa podem servir como um dispositivo de flutuação e alcance. Jogue o objeto para que a vítima possa se agarrar e puxe-a para a borda ou para a areia.

É importante ressaltar que, em incidentes de afogamento relacionados à navegação, a maioria das fatalidades ocorre porque as vítimas não estavam usando coletes salva-vidas. Por isso, a prevenção e o uso desses equipamentos de segurança são medidas essenciais de primeiros socorros para evitar afogamentos.

O que fazer após retirar a vítima da água?

Uma vez que a pessoa esteja em local seguro e firme, o procedimento de avaliação deve ser rápido e sistemático. Deite a vítima de costas e siga os passos abaixo.

1. Verifique a consciência e a respiração

Chame a pessoa em voz alta e toque em seus ombros para verificar se ela responde. Ao mesmo tempo, observe se o peito dela se move, indicando respiração. Aproxime seu ouvido do nariz e da boca da vítima para tentar ouvir ou sentir o ar saindo.

Essa verificação não deve levar mais de 10 segundos. O tempo é um fator crítico em casos de afogamento, pois a submersão por mais de 4 a 6 minutos sem ressuscitação pode resultar em danos cerebrais e morte. A falta de oxigênio pode causar danos cerebrais permanentes rapidamente.

2. Posicione a vítima corretamente

Se a pessoa estiver inconsciente mas respirando, coloque-a na posição lateral de segurança. Isso significa deitá-la de lado, com a cabeça apoiada em um dos braços, para evitar que ela se engasgue com a própria língua ou com possíveis vômitos.

Caso a vítima esteja consciente, mantenha-a aquecida com toalhas ou roupas secas para prevenir a hipotermia, mesmo em dias quentes. Acalme-a e aguarde a chegada do socorro médico.

3. Se a vítima não respira, inicie a reanimação cardiopulmonar (RCP)

Aprender a realizar a Reanimação Cardiopulmonar (RCP) é crucial, especialmente para pais e supervisores, pois é um procedimento essencial de primeiros socorros que pode prevenir o afogamento fatal após a remoção da vítima da água. 

Se a vítima não estiver respirando ou apresentar apenas respiração agônica (suspiros irregulares e fracos), a RCP deve ser iniciada imediatamente. A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA) e outras entidades internacionais recomendam um protocolo específico para afogamento.

  1. Inicie com 5 ventilações de resgate: incline a cabeça da vítima para trás para abrir as vias aéreas, tape o nariz dela com os dedos e sopre ar em sua boca por cinco vezes, observando se o tórax se eleva.
  2. Continue com o ciclo de 30 compressões e 2 ventilações: posicione suas mãos sobrepostas no centro do peito da vítima, entre os mamilos. Com os braços esticados, use o peso do seu corpo para fazer 30 compressões rápidas e fortes (cerca de 5 a 6 cm de profundidade). Após as 30 compressões, faça mais 2 ventilações.
  3. Não pare: continue repetindo o ciclo de 30 compressões por 2 ventilações até que o socorro especializado chegue, a vítima volte a respirar ou você esteja exausto.

Quais são as diferenças nos primeiros socorros para crianças e bebês?

O procedimento geral é semelhante, mas há adaptações importantes para vítimas pediátricas. Em crianças, use apenas uma mão para as compressões torácicas. Para bebês (até 1 ano), use apenas dois dedos.

A profundidade da compressão também é menor, cerca de 4 cm para bebês e 5 cm para crianças. A sequência de 5 ventilações iniciais seguidas por ciclos de 30 compressões e 2 ventilações se mantém, especialmente se houver apenas um socorrista.

O que não se deve fazer em uma situação de afogamento?

Existem mitos e ações perigosas que devem ser evitados a todo custo, pois podem agravar o quadro da vítima. Nunca faça o seguinte:

  • Não tente "tirar a água do pulmão": manobras como virar a pessoa de cabeça para baixo ou pressionar sua barriga são ineficazes e perigosas. Elas atrasam o início da RCP e podem provocar vômito, aumentando o risco de aspiração do conteúdo gástrico.
  • Não dê tapas nas costas da vítima: isso não ajuda a expelir a água e pode causar lesões.
  • Não presuma que a pessoa está bem por ter tossido: a tosse é um sinal de que houve aspiração de líquido. A avaliação médica é indispensável.

Por que a avaliação médica é sempre necessária após um afogamento?

Mesmo que a pessoa seja resgatada rapidamente e pareça totalmente recuperada, ela deve ser levada a um hospital. A água aspirada, mesmo em pequenas quantidades, pode causar uma inflamação nos pulmões horas após o incidente, uma condição conhecida como afogamento secundário.

Sintomas como dificuldade para respirar, tosse persistente, dor no peito ou cansaço extremo podem surgir depois. Somente uma avaliação médica pode descartar complicações e garantir a segurança completa da vítima.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

DE BUCK, E. et al. Day care as a strategy for drowning prevention in children under 6 years of age in low‐ and middle‐income countries. The Cochrane Database of Systematic Reviews, [s. l.], abr. 2021. Disponível: https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD014955/full. Acesso em: 18 jan. 2026

FRANKLIN, R. C. et al. The burden of unintentional drowning: global, regional and national estimates of mortality from the Global Burden of Disease 2017 Study. Injury Prevention, fev. 2020. Disponível: https://injuryprevention.bmj.com/content/26/Suppl_2/i83. Acesso em: 18 jan. 2026

JALALIFAR, S. et al. Enhancing water safety: exploring recent technological approaches for drowning detection. Sensors (Basel, Switzerland), Basel, jan. 2024. Disponível: https://www.mdpi.com/1424-8220/24/2/331. Acesso em: 18 jan. 2026

PEDEN, A. E.; FRANKLIN, R. C.; CLEMENS, T. Exploring the burden of fatal drowning and data characteristics in three high income countries: Australia, Canada and New Zealand. BMC Public Health, [S.l.], 21 jun. 2019. Disponível: https://link.springer.com/article/10.1186/s12889-019-7152-z. Acesso em: 18 jan. 2026

Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA). Recomendações gerais sobre prevenção, resgate e mitigação em afogamentos. Disponível: https://sobrasa.org/recomendacoes/. Acesso em: 18 jan. 2026.

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