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Saiba como agir de forma segura e eficaz desde o resgate na água até a chegada do socorro especializado.

Imagine uma tarde ensolarada na praia ou na beira da piscina. De repente, a diversão é interrompida pelo silêncio preocupante de alguém em dificuldade na água. Saber como agir nesse momento, com calma e técnica, pode ser a diferença entre a vida e a morte.
Embora este guia se concentre nas ações durante o afogamento, é crucial destacar que a prevenção é a forma mais eficaz de primeiro socorro. Especialmente para crianças menores de 6 anos, programas que combinam educação parental e supervisão constante podem reduzir drasticamente o risco de mortes por afogamento.
Clínicos gerais são os médicos que podem atender inicialmente esse tipo de quadro. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais do Brasil.
A prioridade máxima é a segurança de quem presta o socorro. Tentar um resgate sem treinamento pode resultar em duas vítimas. Portanto, a primeira ação não é pular na água.
Primeiramente, peça ajuda em voz alta para alertar outras pessoas ao redor e ligue imediatamente para o serviço de emergência. Os números são:
Informe ao atendente a localização exata e a situação da vítima. Manter a calma e fornecer informações claras acelera a chegada da equipe especializada.
Se você não é um profissional treinado, evite o contato físico direto com a vítima dentro da água, pois ela pode se debater e afundar ambos. A abordagem correta é o resgate à distância.
Procure por objetos que possam ser lançados ou estendidos até a pessoa. Boias, pranchas, cordas, galhos de árvore ou até mesmo peças de roupa podem servir como um dispositivo de flutuação e alcance. Jogue o objeto para que a vítima possa se agarrar e puxe-a para a borda ou para a areia.
É importante ressaltar que, em incidentes de afogamento relacionados à navegação, a maioria das fatalidades ocorre porque as vítimas não estavam usando coletes salva-vidas. Por isso, a prevenção e o uso desses equipamentos de segurança são medidas essenciais de primeiros socorros para evitar afogamentos.
Uma vez que a pessoa esteja em local seguro e firme, o procedimento de avaliação deve ser rápido e sistemático. Deite a vítima de costas e siga os passos abaixo.
Chame a pessoa em voz alta e toque em seus ombros para verificar se ela responde. Ao mesmo tempo, observe se o peito dela se move, indicando respiração. Aproxime seu ouvido do nariz e da boca da vítima para tentar ouvir ou sentir o ar saindo.
Essa verificação não deve levar mais de 10 segundos. O tempo é um fator crítico em casos de afogamento, pois a submersão por mais de 4 a 6 minutos sem ressuscitação pode resultar em danos cerebrais e morte. A falta de oxigênio pode causar danos cerebrais permanentes rapidamente.
Se a pessoa estiver inconsciente mas respirando, coloque-a na posição lateral de segurança. Isso significa deitá-la de lado, com a cabeça apoiada em um dos braços, para evitar que ela se engasgue com a própria língua ou com possíveis vômitos.
Caso a vítima esteja consciente, mantenha-a aquecida com toalhas ou roupas secas para prevenir a hipotermia, mesmo em dias quentes. Acalme-a e aguarde a chegada do socorro médico.
Aprender a realizar a Reanimação Cardiopulmonar (RCP) é crucial, especialmente para pais e supervisores, pois é um procedimento essencial de primeiros socorros que pode prevenir o afogamento fatal após a remoção da vítima da água.
Se a vítima não estiver respirando ou apresentar apenas respiração agônica (suspiros irregulares e fracos), a RCP deve ser iniciada imediatamente. A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA) e outras entidades internacionais recomendam um protocolo específico para afogamento.
O procedimento geral é semelhante, mas há adaptações importantes para vítimas pediátricas. Em crianças, use apenas uma mão para as compressões torácicas. Para bebês (até 1 ano), use apenas dois dedos.
A profundidade da compressão também é menor, cerca de 4 cm para bebês e 5 cm para crianças. A sequência de 5 ventilações iniciais seguidas por ciclos de 30 compressões e 2 ventilações se mantém, especialmente se houver apenas um socorrista.
Existem mitos e ações perigosas que devem ser evitados a todo custo, pois podem agravar o quadro da vítima. Nunca faça o seguinte:
Mesmo que a pessoa seja resgatada rapidamente e pareça totalmente recuperada, ela deve ser levada a um hospital. A água aspirada, mesmo em pequenas quantidades, pode causar uma inflamação nos pulmões horas após o incidente, uma condição conhecida como afogamento secundário.
Sintomas como dificuldade para respirar, tosse persistente, dor no peito ou cansaço extremo podem surgir depois. Somente uma avaliação médica pode descartar complicações e garantir a segurança completa da vítima.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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