InícioSaúdeDoenças

Revisado em: 19/10/2026

Pielonefrite em gestante: sintomas, como é o diagnóstico e tratamentos

Entenda por que a infecção nos rins exige atendimento médico rápido durante a gravidez e como o tratamento protege a mãe e o bebê.

Resumo
  • A pielonefrite é uma infecção grave nos rins que afeta de 1% a 3% das gestantes
  • Os sintomas incluem febre alta, dor na região lombar, calafrios, náuseas e prostração
  • O quadro exige diagnóstico ágil para evitar cicatrizes nos rins e complicações graves
  • Se não tratada, ela aumenta o risco de parto prematuro e infecção generalizada
  • O tratamento envolve internação e antibióticos seguros para a formação do bebê

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google
pielonefrite em gestante_1.jpg

Toda mulher sabe que a gravidez traz mudanças, incluindo a vontade constante de urinar. Quando a ida ao banheiro vem acompanhada de febre alta e dor forte nas costas, o cenário exige cuidado. A pielonefrite em gestante surge quando bactérias perigosas superam as barreiras de proteção do organismo e infectam os rins, o que resulta em uma emergência.

Diferente de uma infecção urinária simples na bexiga, essa condição afeta os tecidos renais. A infecção ocorre porque as alterações físicas da gestação facilitam a subida de bactérias do trato urinário inferior para os rins. O útero em expansão comprime os ureteres, o que causa retenção de urina e favorece a proliferação bacteriana.

O diagnóstico é clínico e confirmado por exames laboratoriais específicos que avaliam a gravidade da inflamação. Já o protocolo de tratamento envolve a internação hospitalar para a administração de medicamentos diretamente na veia. Essa medida garante a eliminação rápida da bactéria e preserva a saúde da mãe e do feto.

Hospital

Localização

Agendamento

Hospital Leforte Morumbi

Rua dos Três Irmãos, 121

Marque a consulta com um nefrologista em São Paulo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

R. Jaguaruna, 105

Encontre um nefrologista no Rio de Janeiro

Hospital Brasília - Águas Claras

R. Arariba, 5 - Águas Claras, Brasília - DF, 71927-360

Agende seu horário com um nefrologista em Brasília

A Rede Américas conta com nefrologistas renomados.

Encontre um especialista perto de você!

O que é pielonefrite na gravidez?

A pielonefrite é a forma mais grave de infecção do trato urinário, caracterizada pelo acometimento direto dos rins. Diretrizes de saúde indicam que a condição atinge de 1% a 3% das gestantes. Ela costuma ser a principal causa de internação por motivos não obstétricos durante o período gestacional. O diagnóstico precoce é vital para evitar danos permanentes ao órgão.

Geralmente, o quadro começa como uma infecção simples, como a cistite restrita à bexiga. Se essas condições iniciais não forem tratadas adequadamente no pré-natal, as bactérias sobem pelos ureteres e infectam a estrutura renal. A gravidez exige atenção redobrada porque as adaptações naturais do corpo favorecem esse processo infeccioso. Ocorre uma dilatação das vias urinárias e a diminuição dos movimentos que expulsam a urina.

Essas alterações fisiológicas explicam por que gestantes têm uma propensão maior a desenvolver formas severas da doença. O impacto da inflamação pode ser detectado por exames que identificam substâncias específicas produzidas pelo corpo em resposta ao dano renal. Identificar essas alterações precocemente ajuda a impedir que a infecção se espalhe pelo organismo.

Quais são os sinais da pielonefrite em gestantes?

Identificar os sinais precocemente faz toda a diferença para o sucesso do tratamento e recuperação da paciente. A clínica apresentada por gestantes com pielonefrite é intensa e costuma surgir de forma abrupta. Os sintomas afetam o bem-estar geral e provocam um estado de prostração que exige diagnóstico rápido.

Os principais sinais de alerta incluem:

  • febre alta, geralmente acima de 38 °C, acompanhada de calafrios;
  • dor forte nos flancos ou na região lombar, em um ou ambos os lados das costas;
  • náuseas, vômitos frequentes e fraqueza extrema;
  • mal-estar geral e cansaço excessivo;
  • urina turva, escura, com mau cheiro ou com presença de sangue.

Sintomas de cistite, como ardência ao urinar e aumento da frequência de idas ao banheiro, também podem ocorrer. No entanto, a presença de febre e dor nas costas indica o comprometimento dos rins. A persistência da febre por muitos dias pode sinalizar uma infecção ainda mais agressiva.

Quais os riscos para a gestante e o bebê?

A pielonefrite na gravidez representa um risco real de morbidade para a mãe e para o feto. Quando a infecção atinge os rins, as bactérias e suas toxinas podem cair na corrente sanguínea. Isso desencadeia respostas inflamatórias graves em todo o organismo, podendo causar um desequilíbrio químico no sangue. Esse desequilíbrio sinaliza infecções severas e aumenta o tempo necessário de internação hospitalar.

A demora no tratamento pode resultar em cicatrizes nos rins, prejudicando o funcionamento do órgão a longo prazo. Além disso, as toxinas liberadas pelas bactérias e a febre alta estimulam contrações uterinas precoces. Por esse motivo, a infecção urinária grave é uma das principais causas de prematuridade evitável.

Impactos maternos

Impactos fetais

risco de sepse (infecção generalizada)

trabalho de parto prematuro

edema pulmonar (líquido nos pulmões)

baixo peso ao nascer

anemia aguda

risco de infecção neonatal

risco de danos permanentes nos rins

restrição de crescimento no útero

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da pielonefrite começa com a avaliação médica das queixas da gestante e dos sinais vitais. O profissional realiza o exame físico, incluindo a pressão na região lombar para verificar a sensibilidade renal. Atualmente, novos exames de urina conseguem identificar a pielonefrite em gestantes em apenas 15 minutos. Essa tecnologia ajuda a iniciar o tratamento de forma imediata, reduzindo as chances de complicações.

Para confirmar o quadro e guiar a escolha do remédio, a urocultura com antibiograma continua sendo essencial. Esse teste laboratorial identifica exatamente qual bactéria está causando a infecção. Ele também aponta quais antibióticos são mais eficazes para combater aquele agente específico com segurança.

Exames de sangue são solicitados para medir o nível de inflamação e detectar possíveis desequilíbrios químicos. O uso de novos marcadores, como a lipocalina no sangue, permite diagnosticar a inflamação renal precocemente. Em alguns casos, o médico pode pedir um ultrassom para descartar obstruções físicas, como pedras nos rins.

A agilidade nos exames laboratoriais é fundamental para evitar o surgimento de cicatrizes permanentes no tecido renal. Quanto mais rápido o diagnóstico for concluído, menor será o tempo de exposição da mãe e do bebê aos riscos da infecção.

Como a pielonefrite é tratada durante a gravidez?

Gestantes com diagnóstico de pielonefrite devem ser tratadas em regime de internação hospitalar obrigatória. Essa medida garante o monitoramento contínuo da temperatura da mãe e dos batimentos cardíacos do bebê. O tratamento imediato é a melhor forma de controlar o desequilíbrio químico causado pela infecção.

O protocolo inicial consiste na aplicação de antibióticos na veia por um período de 24 a 48 horas. A escolha do medicamento é rigorosa, utilizando apenas classes de antibióticos seguras para o desenvolvimento do feto. Além dos remédios, a paciente recebe hidratação intensa com soro para ajudar na recuperação renal.

Após a melhora clínica e 48 horas sem febre, a paciente pode migrar para o tratamento com comprimidos. A alta hospitalar é concedida para que o ciclo de antibióticos seja concluído em casa. Consultas de acompanhamento e novos exames de urina são necessários para confirmar a cura total.

Quando uma infecção urinária é considerada grave?

Uma infecção urinária torna-se grave quando ultrapassa a bexiga e alcança os rins, caracterizando a pielonefrite. Enquanto infecções simples são tratadas em casa, o comprometimento renal exige suporte hospitalar devido ao risco de infecção generalizada. A presença de prostração e febre persistente são indicadores de que o quadro exige atenção máxima.

Gestantes com histórico de infecções urinárias recorrentes apresentam um risco maior de desenvolver o quadro renal. Por isso, exames de rotina no pré-natal são fundamentais para detectar bactérias mesmo quando não há sintomas claros. A prevenção primária envolve tratar qualquer sinal de infecção na bexiga antes que as bactérias subam para os rins.

Manter uma boa ingestão de água, não segurar a urina e seguir o pré-natal rigorosamente são passos essenciais. O diagnóstico rápido, auxiliado por novos biomarcadores, é o melhor caminho para uma gestação saudável. Caso sinta dor nas costas acompanhada de febre, procure auxílio médico imediatamente.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • BRUMMER, H.; WANG, H.; SCHWARTZ, G. J. Metabolic acidosis is associated with infection severity in pediatric pyelonephritis and pneumonia. Pediatric Nephrology, Berlin, fev. 2025. DOI: https://doi.org/10.1007/s00467-025-06708-2. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s00467-025-06708-2. Acesso em: 19 out. 2026.
  • ELNAHAL, A. S. M. et al. Serum neutrophil gelatinase associated Lipocalin as a novel biomarker for diagnosing acute pyelonephritis in adults. Scientific Reports, [S. l.], jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.1038/s41598-025-03646-9. Disponível em: https://doi.org/10.1038/s41598-025-03646-9. Acesso em: 19 out. 2026.
  • REINDL, J. et al. Uromodulin-related autosomal-dominant tubulointerstitial kidney disease—pathogenetic insights based on a case. Clinical Kidney Journal, [S. l.], 12 nov. 2018. DOI: https://doi.org/10.1093/ckj/sfy094. Disponível em: https://doi.org/10.1093/ckj/sfy094. Acesso em: 19 out. 2026.
  • YAMASHITA, R. et al. Utility of urinary presepsin in the diagnosis of pyelonephritis: a cross-sectional study. BMC Infectious Diseases, [S. l.], 31 maio 2023. DOI: https://doi.org/10.1186/s12879-023-08353-2. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12879-023-08353-2. Acesso em: 19 out. 2026.

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

QMSW 4 - Sudoeste,  Brasília - DF

Telefone(61) 2196-5300

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096

Telefone(21) 2729-1000

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100

Telefone(11) 3040-8000

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010

Telefone(11) 3821-5300