Revisado em: 30/01/2026
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É necessário cuidar com o peixe cruz na gravidez para evitar contaminação

Nutricionistas e ginecologistas costumam acompanhar de perto a alimentação na gestação, orientando escolhas que reduzam riscos e garantam o aporte adequado de nutrientes.
Mesmo com esse acompanhamento é muito comum que surjam dúvidas sobre o consumo de peixe cru na gravidez, especialmente por causa de pratos populares como sushi, sashimi e ceviche.
Embora o peixe seja reconhecido como uma excelente fonte de proteínas, vitaminas e ácidos graxos importantes, o modo de preparo faz toda a diferença durante a gestação. Avaliar os riscos e saber como agir em situações inesperadas ajuda a trazer mais tranquilidade.
Ginecologistas são os profissionais indicados para o acompanhamento durante a gravidez. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O consumo de peixe cru durante a gestação é motivo de atenção porque pode expor a gestante a microrganismos e substâncias que, em condições normais, nem sempre causam sintomas graves, mas que na gravidez podem trazer complicações.
Alguns peixes crus podem ser contaminados por bactérias como Salmonella e Listeria monocytogenes, além de parasitas que causam infecções alimentares. Entre elas, a listeriose, provocada pela bactéria Listeria, merece atenção especial durante a gravidez.
Segundo um estudo publicado na Revista Científica Multidisciplinar (2023), a bactéria Listeria tem a capacidade de atravessar a placenta. Essa condição pode estar relacionada a complicações como aborto, parto prematuro e infecções no recém-nascido.
A pesquisa também mostrou que, devido a baixa imunidade na gravidez, a chance de infecções transmitidas por alimentos contaminados pode aumentar.
Outro ponto relevante é a presença de mercúrio em algumas espécies de peixe. Informações divulgadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz, 2022) apontaram níveis elevados de mercúrio em peixes de determinadas regiões brasileiras, como rios da Amazônia e de Roraima.
O mercúrio é um metal pesado que pode afetar o desenvolvimento neurológico do feto, principalmente quando o consumo é frequente. O risco não está ligado apenas ao peixe cru, mas esse tipo de preparo costuma envolver espécies maiores, que acumulam mais mercúrio ao longo da vida.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii e costuma gerar muitas dúvidas entre gestantes. A principal forma de transmissão ocorre pelo consumo de carnes cruas, água contaminada e alimentos mal higienizados.
O peixe cru não é considerado uma das principais fontes de toxoplasmose. Ainda assim, o cuidado com a procedência e o preparo dos alimentos continua sendo essencial para evitar outros tipos de infecção.
Evitar o consumo de peixe cru na gravidez não significa excluir totalmente o peixe da alimentação. Pelo contrário, ele pode fazer parte de uma dieta equilibrada quando preparado de forma adequada.
Algumas espécies apresentam menor teor de mercúrio e costumam ser mais indicadas durante a gestação. Sardinha, salmão e tilápia estão entre as opções mais citadas por nutricionistas.
Dica: variar as espécies e respeitar a origem do peixe ajuda a reduzir a exposição a contaminantes.
O cozimento adequado elimina a maioria das bactérias e parasitas. Peixes grelhados, assados, cozidos ou fritos atingem temperaturas capazes de tornar o alimento mais seguro para a gestante. Esse cuidado simples reduz significativamente os riscos associados ao consumo de peixe cru na gravidez, mantendo os benefícios nutricionais do alimento.
O congelamento é uma prática comum na culinária japonesa para reduzir parasitas, mas ele não elimina todos os microrganismos. Essa prática, não remove metais pesados como o mercúrio.
Por isso, mesmo com o congelamento prévio, o consumo de peixe cru continua não sendo recomendado durante a gestação.
Para quem consome peixe fora de casa, a procedência e o controle sanitário do estabelecimento fazem diferença. Restaurantes que seguem normas rigorosas de higiene e armazenamento reduzem riscos, mas isso não anula as recomendações médicas para gestantes. Mesmo em locais de confiança, o ideal é optar por versões cozidas dos pratos.
Em muitos casos, o consumo ocasional de peixe cru não causa sintomas ou complicações imediatas.
Por outro lado, situações inesperadas podem acontecer. O mais importante é observar sinais como febre, diarreia, náuseas persistentes ou mal-estar geral nos dias seguintes.
Caso algum sintoma apareça, a orientação é procurar atendimento médico e informar o ocorrido.
O acompanhamento pré-natal é o momento adequado para esclarecer dúvidas alimentares e avaliar possíveis riscos individuais. O profissional de saúde pode solicitar exames, se necessário, e orientar condutas específicas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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