Revisado em: 30/01/2026
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A melatonina regula o ciclo sono-vigília e o ritmo biológico; a produção do hormônio depende da escuridão e do relógio biológico

A busca por uma noite de sono reparadora é muito buscada, principalmente agora com o uso de telas quase o tempo inteiro. A melatonina vem se mostrando como uma possível solução para alguns problemas do sono.
Mas você sabe ‘o que é e para que serve a melatonina?’. Ela é chamada popularmente de ‘hormônio do sono’. Sendo uma substância produzida de forma natural pelo corpo humano, com um papel fundamental na regulação dos ritmos biológicos.
Sua liberação ocorre principalmente à noite. Estudos recentes, publicados em 2024 e 2025, indicam que ela também pode exercer funções antioxidantes, anti-inflamatórias e pode estar envolvida em outros processo fisiológicos.
O que reforça a importância de compreender seu funcionamento, indicações, riscos e limitações antes de considerar a suplementação. Antes de iniciar o uso de melatonina, é fundamental avaliar a causa do distúrbio do sono. Agende uma consulta em um dos hospitais da Rede Américas.
A melatonina é um hormônio neuroendócrino produzido pela glândula pineal, uma pequena estrutura localizada no centro do cérebro. A síntese também acontece em outras partes do corpo como no trato gastrointestinal, na retina e na medula óssea. O que sugere que as funções vão além da regulação do sono.
A resposta mais curta e objetiva para: “O que é e para que serve a melatonina?” é: regular o ciclo sono-vigília. Essa é a função principal do hormônio. Ele não age como um sedativo direto, mas como um cronobiótico. Isso significa dizer que atua no ajuste do tempo biológico do organismo.
Ao ser liberado, estimula uma série de mudanças fisiológicas que preparam o corpo para o sono. A redução da temperatura corporal é uma delas. Um fator importante para a indução do sono. A sua ação também incide sobre o sistema cardiovascular. Ocorre a diminuição da pressão arterial do indivíduo e da atividade metabólica e cardiovascular.
Um artigo publicado no Journal Archives of Health, em 2025, mostra que a melatonina está sendo estudada para o tratamento de doenças neurodegenerativas. São elas: Alzheimer, Huntington, Parkinson e Esclerose Lateral Amiotrófica.
Já uma pesquisa publicada no ano de 2024 pela Universidade de São Paulo (USP), mostra que o hormônio possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.
Sua produção e liberação são os principais mecanismos do corpo para sinalizar a chegada da noite, e o momento de repouso. Está diretamente ligado ao ciclo de luz e escuridão do ambiente. Sendo o principal marcador do ciclo circadiano: o relógio biológico interno que regula as funções do corpo ao longo do dia.
A produção da melatonina começa como o aminoácido essencial, o triptofano, obtido exclusivamente através da alimentação. Depois é convertido em serotonina (o hormônio do bem-estar), para então originar a melatonina na glândula pineal.
O hormônio é estimulado pela escuridão e inibido pela presença de luz. Quando a luz para de incidir pela retina, o núcleo supraquiasmático (o “relógio biológico” mestre do cérebro) sinaliza à glândula para começar a secretá-lo. A liberação começa ao anoitecer, atingindo o pico durante a noite e diminuindo drasticamente ao amanhecer.
A vida moderna, com exposição constante à luz azul emitida por telas de smartphones e computadores, pode atrasar o início da liberação. Resultando na dessincronização do ritmo circadiano e prejudicando a qualidade do sono.
O termo ‘hormônio do sono’ é popular, mas a melatonina funciona de maneira mais sutil do que um indutor de sono tradicional. Ela age informando ao corpo que é hora de desacelerar. Quando é liberada, se liga a receptores específicos no cérebro, reforçando o sinal de que é noite.
Dessa maneira diminui a atividade dos neurônios que promovem a vigília, facilitando a transição para o sono. Quando suplementada, seu uso em horários específicos pode adiantar ou atrasar o relógio biológico, sendo útil para corrigir desajustes.
Nesses casos, ela é metabolizada rapidamente, gerando um pico e uma queda brusca. Mecanismo de ação diferente da liberação gradual e constante da secreção natural produzida pela pineal ao longo da noite.
O seu funcionamento quando ingerida artificialmente faz com que seja mais eficiente para iniciar do que para manter o sono. Por isso ela costuma ser mais eficaz quando o problema de sono está relacionado a um desalinhamento do ciclo circadiano, e não a uma insônia primária.
A melatonina foi liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como suplemento alimentar em 2021. A suplementação é recomendada apenas em casos específicos, e preferencialmente sob orientação médica.
Ela não é a solução para todos os problemas de sono, sendo indicada para transtornos do ritmo circadiano, que promovem um desajuste entre o relógio biológico interno e o ambiente. O que inclui o Transtorno Comportamental do Sono REM e a Síndrome do Atraso das Fases do Sono (dificuldade em adormecer e acordar em horários convencionais).
Também pode ser usada em casos de jet lag, distúrbio temporário causado por viagens que cruzam múltiplos fusos horários. A substância ajuda o organismo a se adaptar ao novo horário local.
A suplementação também pode ser feita por quem tem hipomelatoninemia. A condição é caracterizada pela redução ou ausência da produção natural do hormônio. Sendo esse um problema comum em idosos e pessoas com doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. Pode acontecer também em casos de remoção ou mau funcionamento da glândula pineal.
Apesar de ser vendida como suplemento alimentar no Brasil, com limite de 0,21 mg/dia para maiores de 19 anos, a melatonina é um hormônio. Por isso, o seu uso indiscriminado ou em doses elevadas pode acarretar riscos.
Os efeitos colaterais ao fazer a suplementação são leves e podem incluir sonolência diurna, principalmente se a dose for alta ou tomada em horário inadequado. Sintomas como dor de cabeça, tontura e náuseas, depressão transitória ou aumento da depressão existente podem também estar presentes.
A utilização deve ser contraindicada ou deve ser feita com bastante cautela em alguns grupos e condições.
A ANVISA não recomenda o uso por gestantes, mulheres que estejam amamentando, crianças e pessoas que exerçam atividades que precisem de atividade constante. Assim como a melatonina não deve ser ingerida por pacientes com doenças autoimunes ou inflamatórias.
Para quem tem epilepsia, asma, alterações de humor, de comportamento ou de personalidade, o recomendado é sempre buscar um profissional de saúde como o neurologista antes de consumir alimentos contendo melatonina.
Quem realiza tratamento medicamentoso também deve ter cuidado redobrado. Ela pode interagir com medicamentos como a varfarina, aumentando o risco de hemorragia. Ou pode potencializar o efeito sedativo de benzodiazepínicos.
Em algumas situações a sua suplementação pode aumentar o risco de desenvolver diabetes. A possibilidade ocorre, pois se o hormônio for ingerido próximo das refeições pode interferir na produção de insulina.
A melatonina é um hormônio que atua como maestro do ritmo circadiano, sinalizando o momento ideal para o repouso. É um regulador biológico. Fatores que mostram o que é e para que serve a melatonina.
O seu uso deve ser feito somente como recomendação médica, sendo a automedicação desaconselhada, para evitar riscos e garantir que o problema de sono seja diagnosticado corretamente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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