Revisado em: 13/02/2026
Resuma este artigo com IA:
Conhecido como "água no pulmão", o quadro é uma emergência médica que exige atenção imediata. Saiba o que pode estar por trás do problema

A sensação começa de repente: uma falta de ar que não passa, como se você estivesse subindo um lance de escadas infinito, mesmo estando parado. Deitar para descansar só piora a situação, trazendo uma incômoda sensação de afogamento.
Esse cenário é um retrato clássico do edema pulmonar agudo, popularmente conhecido como "água no pulmão". Trata-se de uma condição grave que ocorre quando os alvéolos, pequenas bolsas de ar nos pulmões, se enchem de líquido em vez de ar.
Isso impede a troca de oxigênio, um processo vital para o funcionamento de todo o corpo. Entender suas causas é o primeiro passo para reconhecer os riscos e agir rapidamente. Não espere os sintomas piorarem. Busque atendimento médico imediato na Rede Américas.
Imagine os pulmões como duas esponjas. Em condições normais, elas se enchem de ar. No edema pulmonar, essas esponjas ficam encharcadas de líquido que extravasou dos vasos sanguíneos.
Isso cria uma barreira física que dificulta ou impede a passagem do oxigênio para o sangue. As causas para esse vazamento de líquido podem ser divididas em dois grandes grupos: as de origem cardíaca (cardiogênicas) e as de origem não cardíaca (não cardiogênicas).
Na maioria dos casos, o problema começa no coração. Quando o músculo cardíaco não consegue bombear o sangue de forma eficaz para o corpo, o sangue "represa" nos vasos pulmonares.
A pressão dentro desses vasos aumenta tanto que o líquido acaba sendo empurrado para dentro dos alvéolos.
Esta é a causa mais comum. A insuficiência cardíaca congestiva (ICC) é uma condição crônica na qual o coração perde sua capacidade de bombeamento. Com o tempo, essa dificuldade gera um acúmulo de pressão que leva ao edema.
Um infarto, ou ataque cardíaco, pode danificar o músculo do coração de forma súbita e severa. Uma área do coração para de funcionar, comprometendo imediatamente a capacidade de bombear sangue e causando um edema pulmonar agudo.
Leia também: Sintomas de infarto: quando procurar ajuda?
As válvulas do coração funcionam como portas que controlam o fluxo de sangue. Se elas não abrem (estenose) ou não fecham (insuficiência) corretamente, o sangue pode voltar para os pulmões, aumentando a pressão e causando o edema.
A pressão alta descontrolada pode levar a uma crise hipertensiva, sobrecarregando o coração a ponto de ele não conseguir mais lidar com a demanda. Essa falha aguda pode resultar no extravasamento de líquido para os pulmões.
Nem sempre o coração é o culpado. Às vezes, o problema está diretamente nos pulmões ou em outras partes do corpo, que acabam afetando a integridade dos vasos sanguíneos pulmonares.
A pneumonia ou outras infecções severas podem causar uma inflamação intensa nos pulmões. Essa inflamação torna os capilares mais permeáveis, permitindo que o líquido vaze para os alvéolos.
Respirar fumaça (de incêndios ou do cigarro), produtos químicos ou mesmo o conteúdo do estômago (em caso de vômito e aspiração) pode lesionar diretamente o tecido pulmonar. O que desencadeia diretamente uma resposta inflamatória e o edema.
A SDRA é uma forma grave de insuficiência pulmonar causada por doenças críticas, como sepse (infecção generalizada) ou traumas graves. Ela provoca um acúmulo rápido e difuso de líquido nos pulmões.
Leia também: Tratamentos para sepse: veja as opções e a importância da intervenção
Diversas outras condições podem levar ao edema pulmonar não cardiogênico. Entre elas, destacam-se:
Os sintomas variam se o quadro é agudo (súbito) ou crônico (desenvolve-se lentamente). O edema pulmonar agudo é uma emergência e seus sinais são claros:
Se você ou alguém próximo apresentar esses sintomas, a ação deve ser imediata.
O edema pulmonar agudo pode ser fatal. Não hesite. Ligue imediatamente para o serviço de emergência (SAMU, 192) ou procure o pronto-socorro mais próximo.
Enquanto aguarda ajuda, a pessoa deve permanecer sentada, com as pernas para baixo. Essa posição pode ajudar a diminuir a pressão sobre os pulmões e facilitar a respiração. É fundamental não ignorar os sintomas na esperança de que melhorem sozinhos.
No hospital, o diagnóstico é geralmente rápido, baseado no exame físico, na ausculta dos pulmões e confirmado por exames como radiografia de tórax e exames de sangue.
O tratamento inicial foca em três objetivos:
A recuperação depende da gravidade do quadro e, principalmente, da rapidez com que o tratamento é iniciado. Portanto, reconhecer os sinais e buscar ajuda médica sem demora faz toda a diferença.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES