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Metronidazol corta efeito do anticoncepcional ou só causa risco indireto?

Entenda por que o risco não está no medicamento em si, mas em seus possíveis efeitos colaterais, e saiba como se prevenir

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Você está no meio de um tratamento médico, segue a prescrição à risca, mas uma dúvida comum causa ansiedade: será que o metronidazol que o médico indicou pode anular o efeito do seu anticoncepcional e levar a uma gravidez não planejada? Essa preocupação é válida e muito frequente.

A boa notícia é que, para a grande maioria dos casos, a resposta é tranquilizadora. Vamos esclarecer de forma direta o que a ciência diz sobre essa interação e quais cuidados são realmente necessários. 

Se você usa anticoncepcional e fará uso de antibióticos, é necessário consultar um ginecologista para saber quais interações podem acontecer. Marque a sua consulta com um médico especialista da Rede Américas.

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O metronidazol corta efeito do anticoncepcional?

Não, o metronidazol não corta o efeito do anticoncepcional. Estudos científicos e as bulas dos medicamentos não apontam uma interação farmacológica direta que diminua a eficácia dos contraceptivos hormonais, sejam eles pílulas, adesivos, anéis vaginais ou injeções.

O metronidazol é um antibiótico e antiparasitário usado para tratar infecções como vaginose bacteriana, tricomoníase e giardíase. Ele atua eliminando os microrganismos causadores da doença, um mecanismo que não interfere na absorção ou no metabolismo dos hormônios (estrogênio e progesterona) presentes nos contraceptivos.

Uma pesquisa observou que mais da metade das mulheres (53%) em tratamento com metronidazol oral para vaginose também utilizavam contraceptivos hormonais. Contudo, o estudo não identificou uma redução na eficácia contraceptiva devido ao antibiótico em si.

O mito de que "antibióticos cortam o efeito da pílula" se popularizou, mas na prática, essa interação é comprovadamente significativa apenas para uma classe muito específica de antibióticos, como veremos mais adiante.

Como os efeitos colaterais do metronidazol podem interferir?

Aqui está o ponto central da questão. Embora o metronidazol não anule a ação do anticoncepcional diretamente, seus efeitos colaterais podem, indiretamente, comprometer a proteção contraceptiva. Os principais vilões são o vômito e a diarreia.

Quando você toma uma pílula anticoncepcional, ela precisa de tempo para ser absorvida pelo sistema digestivo e entrar na corrente sanguínea. Geralmente, esse processo leva de 3 a 4 horas. Assim, o risco ocorre se:

  • Vômito: ocorrer dentro de 3 a 4 horas após a ingestão da pílula. Nesse caso, é como se você não tivesse tomado o comprimido, pois ele pode ter sido expelido antes da absorção completa.
  • Diarreia intensa: episódios severos e persistentes podem acelerar o trânsito intestinal, reduzindo o tempo de contato do medicamento com a parede do intestino e, consequentemente, diminuindo sua absorção.

Portanto, a falha contraceptiva não é causada pelo metronidazol em si, mas pela incapacidade do corpo de absorver o hormônio da pílula devido a esses distúrbios gastrointestinais.

A forma do medicamento (oral ou vaginal) faz diferença?

Sim, a via de administração do metronidazol é um fator importante a ser considerado, principalmente em relação ao risco de efeitos colaterais sistêmicos.

Metronidazol em comprimido (via oral)

Quando administrado por via oral, o metronidazol é absorvido pelo sistema digestivo e distribuído por todo o corpo. Essa forma tem maior probabilidade de causar efeitos colaterais como náuseas, vômitos e desconforto abdominal, que representam o risco indireto para a eficácia da pílula.

Metronidazol em creme vaginal ou geleia (via tópica)

No uso tópico (vaginal), a absorção do metronidazol pela corrente sanguínea é mínima. Sua ação é predominantemente local, no combate à infecção. Por isso, a chance de causar efeitos colaterais gastrointestinais é muito baixa, tornando o risco de interferência com o anticoncepcional praticamente nulo.

Atualmente, há pesquisas focadas em desenvolver métodos de liberação prolongada e localizada de metronidazol na vagina. O objetivo é tratar infecções de forma ainda mais eficaz e direcionada, sem a necessidade de doses sistêmicas mais altas.

Quais cuidados devo tomar ao usar metronidazol e anticoncepcional?

Para garantir a máxima segurança durante o tratamento, a prevenção é o melhor caminho. Adote as seguintes medidas:

  1. Monitore os efeitos colaterais: fique atenta a episódios de vômito ou diarreia intensa, especialmente nas primeiras horas após tomar a pílula.
  2. Use um método de barreira: caso apresente algum desses sintomas, use preservativo (camisinha) em todas as relações sexuais durante o tratamento com metronidazol e por mais 7 dias após o término do antibiótico.
  3. Siga as orientações da bula: se vomitar em menos de 4 horas após tomar a pílula, consulte a bula do seu anticoncepcional para saber como proceder. A maioria recomenda tomar um novo comprimido imediatamente.
  4. Fale com seu médico: sempre informe ao ginecologista todos os medicamentos que você está utilizando. Ele poderá oferecer orientações personalizadas para o seu caso.

Quais medicamentos de fato diminuem a eficácia dos contraceptivos?

A lista de medicamentos com interação clinicamente comprovada e significativa com anticoncepcionais hormonais é pequena. Eles agem acelerando o metabolismo dos hormônios no fígado, o que reduz sua concentração no sangue.

Classe do Medicamento

Exemplos

Mecanismo

 

Antibióticos (Rifamicinas)

Rifampicina, Rifabutina

Aceleram a eliminação dos hormônios pelo fígado.

Anticonvulsivantes

Carbamazepina, Fenitoína, Fenobarbital, Topiramato

Indutores enzimáticos que metabolizam os hormônios mais rápido.

Antirretrovirais

Alguns medicamentos usados no tratamento do HIV, como Efavirenz.

Podem alterar os níveis hormonais.

Fitoterápicos

Erva-de-São-João (Hypericum perforatum)

Indutor enzimático conhecido.

É importante notar que, para além das interações que diminuem a eficácia, existem considerações de saúde específicas para certos métodos contraceptivos. Por exemplo, o uso do contraceptivo injetável de 3 meses, conhecido como Depo-Provera, pode estar associado a um aumento de até 40% no risco de infecção pelo HIV-1. 

Contudo, esse risco não foi observado com o uso de pílulas anticoncepcionais combinadas. A maioria dos antibióticos de uso comum, como amoxicilina, azitromicina, ciprofloxacino e o próprio metronidazol, não está nessa lista de interações significativas.

Quando é necessário procurar orientação médica?

A comunicação com um profissional de saúde é fundamental. Procure seu médico ou ginecologista se:

  • Você tiver vômitos ou diarreia persistentes durante o uso do metronidazol.
  • Houver suspeita de gravidez ou se a menstruação não ocorrer no período esperado.
  • Você estiver em uso de múltiplos medicamentos e tiver dúvidas sobre possíveis interações.
  • Tiver esquecido de tomar a pílula ou acreditar que a absorção foi comprometida.

Lembre-se que o acompanhamento médico garante que tanto a infecção seja tratada de forma eficaz quanto sua proteção contraceptiva seja mantida com segurança.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

HAPGOOD, J. P.; KAUSHIC, C.; HEL, Z. Hormonal Contraception and HIV-1 Acquisition: Biological Mechanisms. Endocrine Reviews, 2018. DOI: https://doi.org/10.1210/er.2017-00103. Acesso em: 17 dez. 2025.

KYSER, A. J. et al. Formulation and characterization of pressure-assisted microsyringe 3D-printed scaffolds for controlled intravaginal antibiotic release. International journal of pharmaceutics, [S. l.], maio. 2023. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ijpharm.2023.123054. Acesso em: 17 dez. 2025.

PLUMMER, E. L. et al. A prospective, open-label pilot study of concurrent male partner treatment for bacterial vaginosis. mBio, [S. l.], [s. p.], [s. d.]. DOI: https://doi.org/10.1128/mBio.02323-21. Acesso em: 17 dez. 2025.

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