Revisado em: 04/02/2026
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A metástase óssea ocorre quando o câncer se espalha para os ossos

A progressão de um câncer para outros órgãos e tecidos é um momento delicado no tratamento oncológico. Quando as células cancerígenas migram do tumor primário e se estabelecem nos ossos, o quadro é definido como metástase óssea.
Reconhecer os sintomas da metástase óssea como a dor, fadiga extrema e confusão mental é importante para buscar um oncologista e iniciar o tratamento o quanto antes. A terapia busca aliviar a dor e prevenir complicações sérias como fraturas.
O termo metástase óssea é utilizado para descrever a presença de células cancerígenas que se originaram em outro órgão e se espalharam para o tecido ósseo. Esse tipo de metástase não é um câncer primário de osso, mas sim um tumor que se manifesta em outro local.
Para ficar mais claro, aqui está um exemplo: o câncer de próstata que se dissemina para o osso ainda é tratado como câncer de próstata. Os locais mais propensos a gerar o câncer no osso secundário são: mama, pulmão, próstata, rim, tireoide ou cólon.
Os ossos mais afetados incluem a coluna vertebral, a pelve, as costelas, o crânio e os ossos longos dos braços e pernas. As lesões causadas podem ser do tipo líticas (osteolíticas), com a destruição do osso, criando buracos e enfraquecendo a estrutura.
Pode ser também do tipo osteoblástica, quando acontece a formação em excesso de osso novo, tornando o local mais denso, porém com uma fragilidade maior. Alguns pacientes podem apresentar uma combinação dos dois tipos de lesão.
Esclareça sintomas e receba uma avaliação qualificada. Marque sua consulta com um profissional especializado.
Dentre os sintomas de metástase óssea, o primeiro a se manifestar é a dor nos ossos. Mas ela não é qualquer dor, possui características específicas. Veja a seguir:
Além dessa manifestação, existem outros sintomas característicos, as fraturas ósseas são um exemplo. Elas ocorrem após um trauma mínimo ou mesmo sem trauma aparente. O problema acontece porque as células tumorais enfraquecem os ossos.
O paciente pode apresentar hipercalcemia, o aumento dos níveis de cálcio no sangue. A elevação dos níveis do mineral ocorre por causa da destruição óssea. O que pode causar náuseas, vômitos, confusão mental, fadiga extrema e sede excessiva.
A sensação de cansaço extremo também pode estar ligada a dor crônica ou a anemia.
O tumor secundário pode atingir a coluna vertebral e pressionar a medula espinhal. Nesses casos, as manifestações clínicas podem ser: dor intensa nas costas, fraqueza, dormência nas pernas e problemas de controle da bexiga ou intestino.
O diagnóstico do tumor maligno secundário no osso começa pela avaliação clínica detalhada do indivíduo e exames de imagem.
A cintilografia óssea é um exame que pode ser bastante utilizado. Um marcador radioativo é usado para mapear todo o esqueleto. Ele é capaz de detectar metástases precoces e assintomáticas em vários locais do corpo.
A tomografia também pode ser feita. O exame fornece imagens detalhadas que ajudam a avaliar a extensão das metástases e planejar o tratamento. A ressonância magnética serve para avaliar a coluna vertebral e detectar a compressão da medula espinhal.
Outro exame de imagem que pode ser solicitado pelo médico é o raio-x. Ele é utilizado para confirmar fraturas ou lesões ósseas maiores. É menos sensível para lesões iniciais. Além dele, a tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) avalia tumores, já que é bastante sensível a metástases ósseas.
Exames laboratoriais também podem dar pistas da disseminação das células cancerígenas. O exame de urina pode captar uma substância chamada N-telopeptídeo. Esse e outros elementos podem ser eliminados pela urina quando o osso está danificado.
O exame de sangue pode detectar a hipercalcemia e a fosfatase alcalina, que é produzida pelo fígado. Os níveis de fosfatase podem estar aumentados, mostrando algum problema no fígado.
Em casos em que há dúvidas diagnósticas mesmo com os exames laboratoriais e de imagem, uma biópsia pode ser realizada.
O tratamento do alastramento é multidisciplinar e tem como objetivos principais o alívio da dor, a prevenção de fraturas, a preservação das funções e a melhora da qualidade do paciente.
O esquema terapêutico é definido de acordo com o tipo do câncer primário e com a extensão da doença. A radioterapia é o tratamento mais comum e eficiente para aliviar a dor óssea e tratar a compressão medular.
O câncer de mama, de próstata e o mieloma costumam responder bem à terapia com radiação. Alguns fármacos como os bisfosfonatos e o denosumabe ajudam a retardar a destruição óssea. Por isso minimizam a perda de osso, previnem fraturas e controlam a hipercalcemia.
A quimioterapia, terapia hormonal, terapia-alvo e imunoterapia são usadas para controlar o câncer primário e as metástases em todo o corpo. Para os ossos com risco claro de fratura a cirurgia é indicada.
Ela também pode ser feita para corrigir fraturas já existentes. São colocadas hastes, placas ou parafusos para estabilizar o osso. Quando há compressão medular, o procedimento cirúrgico tem como objetivo descomprimir a medula e estabilizar a coluna.
Procedimentos minimamente invasivos também podem ser feitos para deixar a coluna mais firme em casos de fraturas vertebrais dolorosas e para aliviar a dor. Para isso é injetado o cimento ósseo na vértebra. Esses procedimentos são chamados cifoplastia ou vertebroplastia.
Os sintomas de metástase óssea indicam a progressão do câncer e não devem ser ignorados. A dor óssea persistente com piora durante a noite é um sinal de alerta comum. A detecção precoce da disseminação do tumor e de suas complicações é importante para o tratamento e para o prognóstico do paciente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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