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Saiba o que são essas substâncias, quais as mais comuns para a saúde da mulher e o papel delas no acompanhamento médico.

Receber do seu médico a solicitação para um exame de "marcadores tumorais" pode gerar uma onda de ansiedade e muitas perguntas. Esse é um cenário comum em consultórios de ginecologia e mastologia, mas entender o propósito real desse teste é o primeiro passo para lidar com a situação de forma mais tranquila e informada.
Marcadores tumorais são substâncias produzidas pelas próprias células do corpo em resposta à presença de um câncer ou produzidas diretamente pelas células tumorais. Na maioria das vezes, são proteínas que podem ser detectadas em concentrações anormais no sangue, urina ou tecidos corporais.
É fundamental compreender que essas moléculas não são exclusivas de tumores malignos. Células normais também as produzem em pequenas quantidades. Assim, a simples presença de um marcador não confirma uma doença, mas uma elevação significativa em seus níveis pode ser um sinal de alerta para o médico investigar mais a fundo.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os marcadores tumorais raramente são usados para o diagnóstico inicial ou triagem de câncer em pacientes sem sintomas.
No entanto, essas substâncias, como o CA125 para ovário e CA15-3 para mama, são valiosas no diagnóstico, rastreamento e monitoramento do câncer, especialmente para quem já tem um diagnóstico confirmado ou em situações específicas que demandam investigação.
Sua principal utilidade está no acompanhamento de pacientes. Suas funções incluem:
Embora existam dezenas de marcadores, alguns são mais frequentemente associados a tumores ginecológicos e de mama. A tabela abaixo resume os principais:
Dentro desse contexto, o marcador CA 125, por exemplo, é considerado essencial para ajudar a detectar e monitorar o câncer de ovário. Ele também é fundamental para guiar o tratamento e identificar a possível recorrência da doença.
Outros marcadores como o beta-HCG podem ser importantes em casos de tumores germinativos ou condições como a doença trofoblástica gestacional.
O procedimento é bastante simples e se assemelha a um exame de sangue de rotina. Um profissional de saúde realiza a coleta de uma pequena amostra de sangue de uma veia do braço do paciente.
É importante notar que, além do sangue, alguns biomarcadores podem ser identificados em outros exames mais simples, como os de urina e saliva. Essa possibilidade oferece mais conforto às pacientes, facilitando o rastreamento, o tratamento e o monitoramento da doença.
Geralmente, não é necessário jejum ou qualquer preparo especial, mas é sempre importante seguir as orientações específicas fornecidas pelo médico ou pelo laboratório. O resultado costuma ficar pronto em poucos dias.
Esta é a dúvida mais importante e a resposta é clara: não necessariamente. Um nível elevado de um marcador tumoral é um sinal de alerta, não um diagnóstico definitivo. Diversas outras condições, inclusive benignas, podem causar alterações nesses exames.
Por exemplo, o CA-125 pode estar elevado em mulheres com endometriose, miomas uterinos, doença inflamatória pélvica ou até mesmo durante o período menstrual. Da mesma forma, o CA 15-3 pode sofrer alterações por cistos mamários benignos ou hepatite.
Por isso, o resultado de um marcador tumoral nunca deve ser interpretado de forma isolada. O médico sempre o analisará em conjunto com o exame físico da paciente, seu histórico de saúde e outros exames de imagem, como ultrassonografias, mamografias ou tomografias.
A solicitação e a interpretação de exames de marcadores tumorais devem ser sempre conduzidas por um profissional de saúde. Você deve procurar um médico se notar sintomas persistentes e incomuns, como alterações nas mamas, dor pélvica atípica, sangramentos anormais ou mudanças no hábito intestinal.
Caso já esteja em tratamento ou acompanhamento, siga rigorosamente o calendário de exames definido por seu oncologista ou ginecologista. Lembre-se que a interpretação correta dos resultados é uma peça-chave para o sucesso do seu cuidado.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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