Revisado em: 21/01/2026
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Impetigo bolhoso em bebê é uma infecção de pele contagiosa que exige atenção

O impetigo bolhoso em bebê é uma infecção bacteriana da pele que costuma surgir de forma rápida e causar apreensão nos pais e cuidadores.
As lesões chamam atenção pelo aparecimento de bolhas cheias de líquido, que podem se romper e deixar áreas avermelhadas. Em alguns quadros, o bebê também pode ter febre alta. Apesar do aspecto preocupante, trata-se de uma condição conhecida na pediatria e com tratamento bem estabelecido quando o diagnóstico é feito precocemente.
É importante evitar a disseminação da infecção é importante para proteger a saúde da criança e de quem convive com ela. A avaliação médica orienta não apenas o tratamento da infecção, mas também a investigação de fatores associados à imunidade e ao desenvolvimento infantil.
Em caso de dúvidas ou necessidade de acompanhamento global da saúde do bebê, é indicado agendar uma consulta com um pediatra para avaliação completa. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O impetigo bolhoso é uma infecção bacteriana superficial da pele, mais comum em recém-nascidos e bebês nos primeiros meses de vida. Essa forma específica do impetigo se diferencia pela presença de bolhas flácidas, cheias de líquido claro ou amarelado, que surgem sobre a pele aparentemente íntegra.
De acordo com estudos publicados em periódicos científicos brasileiros da área da saúde, o impetigo bolhoso em bebê ocorre devido à ação de toxinas produzidas por bactérias, que causam a separação das camadas superficiais da pele, facilitando a formação das bolhas.
Na maioria dos casos,essa infecção não é considerada perigosa quando tratada de forma adequada. A infecção costuma permanecer restrita à pele e apresenta boa resposta ao tratamento indicado pelo pediatra. O prognóstico é geralmente favorável.
O risco de complicações aumenta quando há atraso no diagnóstico, manipulação inadequada das lesões ou quando o bebê apresenta alguma condição associada à imunidade.
Complicações são incomuns, mas podem incluir infecção secundária da pele e sintomas sistêmicos, como febre persistente, principalmente em quadros extensos.
O impetigo bolhoso em bebê é causado na maioria dos casos pela bactéria Staphylococcus aureus.
Esse microrganismo pode estar presente na pele ou nas vias respiratórias de adultos e crianças sem causar sintomas. Em determinadas situações, a bactéria consegue penetrar na pele do bebê e desencadear a infecção.
A pele do bebê é mais fina e sensível, o que facilita a entrada de agentes infecciosos. Assaduras, pequenas feridas, picadas de inseto e irritações comuns da infância funcionam como porta de entrada para a bactéria.
Trabalhos voltados à dermatologia pediátrica também destacam a relação direta entre integridade da pele e desenvolvimento do impetigo.
O impetigo bolhoso em bebê é adquirido principalmente por contato direto com a pele infectada ou por meio de objetos contaminados. Ambientes coletivos, como creches e berçários, favorecem a disseminação da infecção devido ao contato frequente entre as crianças.
Itens como toalhas, roupas, lençóis e brinquedos podem atuar como veículos de transmissão quando não passam por higienização adequada.
Essa forma de disseminação é descrita no estudo “Impetigo bolhoso na infância: aspectos clínicos e terapêuticos” (2023), que destaca a relevância da transmissão indireta em ambientes com grande circulação de bebês.
O contágio ocorre enquanto as lesões estiverem ativas. O contato direto com a pele infectada é a principal forma de transmissão.
O reconhecimento precoce do impetigo bolhoso em bebê depende da observação atenta das alterações na pele e do comportamento da criança. Conhecer os principais sintomas e a forma como as lesões evoluem facilita a busca por atendimento pediátrico no momento adequado.
O principal sinal do impetigo bolhoso em bebê é o aparecimento de bolhas flácidas, cheias de líquido claro ou levemente amarelado. Elas surgem de forma repentina e podem aumentar de tamanho em pouco tempo.
As lesões costumam aparecer com maior frequência no tronco, região das fraldas, pescoço e dobras da pele. Essas áreas permanecem mais úmidas, o que favorece a proliferação bacteriana.
Com a evolução do quadro, as bolhas tendem a se romper espontaneamente, deixando áreas avermelhadas e sensíveis. Diferente do impetigo não bolhoso, as crostas costumam ser mais finas.
Alguns bebês podem apresentar irritabilidade, desconforto local e, em casos menos frequentes, febre baixa. A presença desses sinais reforça a importância de procurar avaliação pediátrica.
O tratamento do impetigo bolhoso em bebê varia conforme a extensão das lesões e o estado geral da criança.
Em quadros leves, o pediatra pode indicar o uso de antibióticos tópicos aplicados diretamente sobre a pele afetada.
Quando há sinais sistêmicos, pode ser necessário o uso de antibióticos por via oral, sempre com acompanhamento médico.
A higienização adequada da pele com água e sabão neutro faz parte do cuidado diário durante o tratamento. Não é recomendado romper as bolhas de forma intencional, pois essa prática pode favorecer a disseminação da infecção para outras áreas da pele.
Essas orientações são reforçadas no estudo “Antimonium crudum em doenças dermatológicas pediátricas” (2020), que destaca que a conduta correta contribui para a redução do tempo de evolução do impetigo e diminui o risco de transmissão.
A prevenção do impetigo bolhoso em bebê está diretamente relacionada a medidas simples de higiene e ao controle do contato com possíveis fontes de contaminação.
Objetos de uso pessoal do bebê, como toalhas, roupas, fraldas de pano e brinquedos, não devem ser compartilhados com outras crianças. Esses itens podem entrar em contato direto com as lesões ou com secreções da pele, funcionando como meio de transmissão da infecção.
Roupas, lençóis e fraldas reutilizáveis precisam ser lavados com frequência, utilizando água e sabão adequados. Sempre que possível, recomenda-se a lavagem separada das peças do bebê durante o período de infecção, reduzindo o risco de contaminação cruzada com outros membros da família.
As lesões não devem ser manipuladas ou coçadas. O contato direto com as bolhas ou com a pele afetada pode espalhar a infecção para outras áreas do corpo e aumentar o risco de transmissão para cuidadores. Manter as unhas do bebê curtas também ajuda a evitar lesões secundárias.
Durante o período de tratamento, é recomendado manter o bebê afastado de creches, berçários e outros ambientes coletivos. Essa medida reduz a disseminação da bactéria entre crianças e contribui para uma recuperação mais segura, conforme orientação pediátrica.
Reconhecer os sinais iniciais, buscar orientação pediátrica e adotar cuidados simples de higiene são medidas fundamentais para o controle da infecção. O acompanhamento médico permite não apenas tratar a doença, mas também orientar a família sobre prevenção e cuidados com a saúde infantil.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
Vithoulkas, G. et al. Antimonium crudum em doenças dermatológicas pediátricas. 2014. Disponível em: https://vithoulkas.b-cdn.net/wp-content/uploads/2014/11/Antimonium-crudum-em-doencas-dermatologicas-pediatricas.pdf. Acesso em: 13 de jan. de 2026.
Periódico JS. Estudos em Atenção à Saúde. Atualização sobre infecções cutâneas bacterianas em pediatria. Página 164. 2023. Disponível em: https://www.periodicojs.com.br/index.php/easn/article/view/931/763. Acesso em 13 de jan. de 2026.
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