Ícone
InícioSaúdeSaúde da criança

Resuma este artigo com IA:

Ícone

Hormônio do crescimento infantil: quando é indicado e diagnóstico

Entenda o papel do GH no desenvolvimento, os sinais de alerta para a baixa estatura e como a medicina atua em cada caso.

hormônio do crescimento infantil_1.jpg

Toda mãe e todo pai já se pegaram observando o filho ao lado dos colegas da mesma idade, fazendo aquela comparação quase instintiva de altura. Essa preocupação é natural e, na maioria das vezes, as diferenças de estatura são apenas parte da diversidade do desenvolvimento humano. Contudo, quando a criança parece estar consistentemente "ficando para trás" na curva de crescimento, a dúvida sobre o hormônio do crescimento, ou GH, pode surgir.

O que é o hormônio do crescimento e como ele atua?

O hormônio do crescimento, também conhecido pelo nome técnico de somatropina, é uma proteína produzida pela glândula hipófise, localizada na base do cérebro. Ele é o principal responsável por estimular o estirão durante a infância e a adolescência.

Sua função mais conhecida é agir sobre as cartilagens de crescimento presentes nas extremidades dos ossos longos, promovendo seu alongamento. Além disso, o GH participa de outros processos metabólicos importantes no corpo, como a regulação dos níveis de açúcar no sangue, o fortalecimento da massa muscular e a diminuição da gordura corporal.

Pediatras são os especialistas recomendados para o acompanhamento do crescimento em crianças. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

Hospital

Endereço

Agendamento

Hospital Nove de Julho Bela Vista

Rua Peixoto Gomide, 263

Agende uma consulta com um pediatra em São Paulo.

Hospital Águas Claras

R. Arariba, 5 - Águas Claras, Brasília - DF, 71927-360

Marque uma consulta com um pediatra em Brasília.

Hospital Paraná

Av. Dr. Luiz Teixeira Mendes, 1929 - Zona 05, Maringá - PR, 87015-000

Consulte um pediatra em Maringá.

Encontre um pediatra perto de você!

Como saber se o crescimento da criança está adequado?

A principal ferramenta para avaliar o desenvolvimento infantil são as curvas de crescimento, gráficos padronizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nas consultas pediátricas de rotina, o médico plota o peso, a altura e o perímetro cefálico da criança nesses gráficos para avaliar se o ritmo de crescimento está dentro do esperado para a idade e o sexo.

Uma criança saudável geralmente mantém seu crescimento em um mesmo "canal" da curva, conhecido como percentil. Quedas significativas de percentil ou uma velocidade de crescimento muito lenta são os principais sinais de que algo precisa ser investigado.

Sinais de alerta que merecem atenção

É fundamental procurar o pediatra ou um endocrinologista pediátrico se você notar que a criança:

  • Cresce menos de 4 a 5 centímetros por ano após os 3 anos de idade.
  • É visivelmente menor que a grande maioria dos colegas da mesma idade.
  • Apresenta uma queda persistente no seu canal da curva de crescimento.
  • Tem traços faciais que parecem mais jovens para a sua idade cronológica.
  • Crianças nascidas pequenas para a idade gestacional (PIG) que não recuperam a altura nos primeiros anos de vida. Para essas crianças, por exemplo, é recomendado o encaminhamento para avaliação médica se a altura estiver abaixo de -2,5 desvios-padrão aos 2 anos, ou abaixo de -2 desvios-padrão entre 3 e 4 anos de idade.

Quando a baixa estatura indica um problema hormonal?

É crucial entender que a deficiência do hormônio do crescimento (DGH) é uma condição rara. A maioria dos casos de baixa estatura tem outras origens, como a baixa estatura familiar (pais com estaturas mais baixas) ou o atraso constitucional do crescimento (a criança cresce mais lentamente, mas atinge uma altura final normal). 

Em casos de deficiência do hormônio do crescimento (DGH), a condição pode se manifestar com características como baixa estatura e, frequentemente, maturação sexual atrasada.

Outras causas para um crescimento inadequado podem incluir:

  • Doenças crônicas (renais, cardíacas, intestinais).
  • Desnutrição ou deficiências vitamínicas.
  • Síndromes genéticas, como a Síndrome de Turner.
  • Hipotireoidismo (baixa produção de hormônios da tireoide).

Apenas uma avaliação médica detalhada pode diferenciar essas condições e identificar a causa real do problema. O especialista irá analisar o histórico de saúde da criança, o histórico familiar de altura e solicitar os exames necessários.

Como é feito o diagnóstico da deficiência de gh?

A confirmação de que a criança tem deficiência na produção de GH envolve um processo cuidadoso. Não basta uma única medição, pois a liberação do hormônio no corpo acontece em picos, principalmente durante o sono profundo.

O diagnóstico geralmente inclui as seguintes etapas:

  1. Avaliação clínica e radiológica: o médico avalia a velocidade de crescimento e solicita um raio-X de mãos e punhos para determinar a "idade óssea", que pode estar atrasada em relação à idade cronológica.
  2. Exames de sangue: são feitas dosagens de hormônios como o IGF-1 (Fator de Crescimento semelhante à Insulina tipo 1), uma substância produzida no fígado em resposta ao GH. Níveis baixos podem sugerir uma deficiência.
  3. Testes de estímulo: este é o exame confirmatório. A criança recebe medicamentos que estimulam a hipófise a produzir GH, e amostras de sangue são coletadas em intervalos para medir a resposta. Se a produção for insuficiente mesmo com o estímulo, ou seja, se o pico de GH for inferior a 10 ng/mL (equivalente a 10 µg/L), o diagnóstico de deficiência do hormônio de crescimento (DGH) é confirmado. Níveis acima desse valor geralmente descartam a deficiência clássica.

Em que casos o tratamento com hormônio do crescimento é indicado?

O uso de GH sintético, idêntico ao produzido pelo corpo humano, é a terapia padrão para crianças com diagnóstico confirmado de deficiência do hormônio. Contudo, seu uso foi aprovado por agências reguladoras, como o FDA nos EUA e a Anvisa no Brasil, para outras condições específicas que também cursam com baixa estatura:

  • Síndrome de Turner
  • Insuficiência renal crônica
  • Síndrome de Prader-Willi
  • Crianças nascidas pequenas para a idade gestacional (PIG) que não recuperam a altura nos primeiros anos de vida.

O tratamento com hormônio do crescimento não se limita apenas à deficiência, sendo aprovado para diversas condições específicas. Ele também influencia positivamente a saúde do coração, o metabolismo e a densidade dos ossos.

Como funciona o tratamento e quais os riscos?

O tratamento consiste em aplicações subcutâneas diárias do hormônio, geralmente feitas à noite para mimetizar o pico de secreção natural do corpo. Os pais ou a própria criança, dependendo da idade, são treinados para realizar a aplicação, que é simples e feita com dispositivos semelhantes a canetas de insulina.

A terapia é continuada até que a criança atinja uma altura final satisfatória ou até o fechamento das cartilagens de crescimento, o que marca o fim do potencial de crescimento linear. Quando prescrito e acompanhado corretamente por um endocrinologista pediátrico, o tratamento é considerado seguro. Efeitos colaterais são raros e monitorados de perto pelo especialista.

É possível estimular o hormônio do crescimento de forma natural?

Hábitos de vida saudáveis são fundamentais para otimizar a produção natural de GH e garantir que a criança atinja todo o seu potencial genético de crescimento. Esse acompanhamento é importante para todas as crianças, com ou sem deficiência hormonal.

Os pilares para uma boa secreção de GH são:

  • Sono de qualidade: a maior parte do GH é liberada durante as fases mais profundas do sono. Garantir uma rotina com horas de sono adequadas para cada faixa etária é essencial.
  • Nutrição balanceada: uma dieta rica em proteínas, vitaminas e minerais fornece a matéria-prima que o corpo precisa para crescer.
  • Atividade física regular: exercícios, especialmente os de intensidade moderada a alta, podem estimular picos de liberação de GH.

É importante ressaltar que essas medidas otimizam a produção hormonal, mas não corrigem uma deficiência real. Diante de qualquer suspeita sobre o crescimento do seu filho, a orientação médica é sempre o caminho mais seguro e eficaz.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

DIMITRI, P. et al. An eHealth framework for managing pediatric growth disorders and growth hormone therapy. Journal of Medical Internet Research, maio. 2021. Disponível: https://www.jmir.org/2021/5/e27446. Acesso em: 19 jan. 2026.

FERRUZZI, A. et al. The influence of growth hormone on pediatric body composition: A systematic review. Frontiers in Endocrinology, [S. l.], 9 fev. 2023. Disponível: https://www.frontiersin.org/journals/endocrinology/articles/10.3389/fendo.2023.1093691/full. Acesso em: 19 jan. 2026.

HOKKEN-KOELEGA, A. C. S. et al. International consensus guideline on small for gestational age: etiology and management from infancy to early adulthood. Endocrine Reviews, Jan. 2023. Disponível: https://academic.oup.com/edrv/article/44/3/539/6986592. Acesso em: 19 jan. 2026.

LIST, E. O. et al. Common and uncommon mouse models of growth hormone deficiency. Endocrine Reviews, [S.l.], jun. 2024. Disponível: https://academic.oup.com/edrv/article/45/6/818/7690304. Acesso em: 19 jan. 2026.

WEXLER, T. L. et al. Growth Hormone Deficiency Following Traumatic Brain Injury in Pediatric and Adolescent Patients: Presentation, Treatment, and Challenges of Transitioning from Pediatric to Adult Services. Journal of Neurotrauma, 27 jun. 2023. Disponível: https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1089/neu.2022.0384.  Acesso em: 19 jan. 2026.

WHO. World Health Organization. Length/height-for-age. Disponível: https://www.who.int/tools/child-growth-standards/standards/length-height-for-age. Acesso em: 19 jan. 2026.

Ícone do WhatsAppÍcone do Facebook

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

Rua Jaguaruna, 105 – Campo Grande

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin, São Paulo - SP

Telefone(11) 3040-8000

Foto do AMO - Feira de Santana

AMO - Feira de Santana

Localização

Ed. Meddi - Av. Getúlio Vargas, 844 - 3 andar - Centro, Feira de Santana - BA, 44001-525

Telefone(71) 4020-5599

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

St. Sudoeste QMSW 4 - Cruzeiro / Sudoeste / Octogonal, Brasília - DF, 70680-400

Telefone(61) 2196-5300

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP

Telefone(11) 3821-5300

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, 24020-096

Telefone(21) 2729-1000

Foto do Hospital Brasília

Hospital Brasília

Localização

St. de Habitações Individuais Sul QI 15 - Lago Sul, Brasília - DF, 71681-603

Telefone(61) 4020-0057

Ícone do WhatsAppÍcone médicoAgende sua consulta