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Entenda o papel do GH no desenvolvimento, os sinais de alerta para a baixa estatura e como a medicina atua em cada caso.

Toda mãe e todo pai já se pegaram observando o filho ao lado dos colegas da mesma idade, fazendo aquela comparação quase instintiva de altura. Essa preocupação é natural e, na maioria das vezes, as diferenças de estatura são apenas parte da diversidade do desenvolvimento humano. Contudo, quando a criança parece estar consistentemente "ficando para trás" na curva de crescimento, a dúvida sobre o hormônio do crescimento, ou GH, pode surgir.
O hormônio do crescimento, também conhecido pelo nome técnico de somatropina, é uma proteína produzida pela glândula hipófise, localizada na base do cérebro. Ele é o principal responsável por estimular o estirão durante a infância e a adolescência.
Sua função mais conhecida é agir sobre as cartilagens de crescimento presentes nas extremidades dos ossos longos, promovendo seu alongamento. Além disso, o GH participa de outros processos metabólicos importantes no corpo, como a regulação dos níveis de açúcar no sangue, o fortalecimento da massa muscular e a diminuição da gordura corporal.
Pediatras são os especialistas recomendados para o acompanhamento do crescimento em crianças. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A principal ferramenta para avaliar o desenvolvimento infantil são as curvas de crescimento, gráficos padronizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nas consultas pediátricas de rotina, o médico plota o peso, a altura e o perímetro cefálico da criança nesses gráficos para avaliar se o ritmo de crescimento está dentro do esperado para a idade e o sexo.
Uma criança saudável geralmente mantém seu crescimento em um mesmo "canal" da curva, conhecido como percentil. Quedas significativas de percentil ou uma velocidade de crescimento muito lenta são os principais sinais de que algo precisa ser investigado.
É fundamental procurar o pediatra ou um endocrinologista pediátrico se você notar que a criança:
É crucial entender que a deficiência do hormônio do crescimento (DGH) é uma condição rara. A maioria dos casos de baixa estatura tem outras origens, como a baixa estatura familiar (pais com estaturas mais baixas) ou o atraso constitucional do crescimento (a criança cresce mais lentamente, mas atinge uma altura final normal).
Em casos de deficiência do hormônio do crescimento (DGH), a condição pode se manifestar com características como baixa estatura e, frequentemente, maturação sexual atrasada.
Outras causas para um crescimento inadequado podem incluir:
Apenas uma avaliação médica detalhada pode diferenciar essas condições e identificar a causa real do problema. O especialista irá analisar o histórico de saúde da criança, o histórico familiar de altura e solicitar os exames necessários.
A confirmação de que a criança tem deficiência na produção de GH envolve um processo cuidadoso. Não basta uma única medição, pois a liberação do hormônio no corpo acontece em picos, principalmente durante o sono profundo.
O diagnóstico geralmente inclui as seguintes etapas:
O uso de GH sintético, idêntico ao produzido pelo corpo humano, é a terapia padrão para crianças com diagnóstico confirmado de deficiência do hormônio. Contudo, seu uso foi aprovado por agências reguladoras, como o FDA nos EUA e a Anvisa no Brasil, para outras condições específicas que também cursam com baixa estatura:
O tratamento com hormônio do crescimento não se limita apenas à deficiência, sendo aprovado para diversas condições específicas. Ele também influencia positivamente a saúde do coração, o metabolismo e a densidade dos ossos.
O tratamento consiste em aplicações subcutâneas diárias do hormônio, geralmente feitas à noite para mimetizar o pico de secreção natural do corpo. Os pais ou a própria criança, dependendo da idade, são treinados para realizar a aplicação, que é simples e feita com dispositivos semelhantes a canetas de insulina.
A terapia é continuada até que a criança atinja uma altura final satisfatória ou até o fechamento das cartilagens de crescimento, o que marca o fim do potencial de crescimento linear. Quando prescrito e acompanhado corretamente por um endocrinologista pediátrico, o tratamento é considerado seguro. Efeitos colaterais são raros e monitorados de perto pelo especialista.
Hábitos de vida saudáveis são fundamentais para otimizar a produção natural de GH e garantir que a criança atinja todo o seu potencial genético de crescimento. Esse acompanhamento é importante para todas as crianças, com ou sem deficiência hormonal.
Os pilares para uma boa secreção de GH são:
É importante ressaltar que essas medidas otimizam a produção hormonal, mas não corrigem uma deficiência real. Diante de qualquer suspeita sobre o crescimento do seu filho, a orientação médica é sempre o caminho mais seguro e eficaz.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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