Revisado em: 19/03/2026
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Os antivirais são a base da herpes genital masculina; a infecção é crônica e o tratamento reduz as recorrências

O herpes genital masculina pode afetar diferentes regiões do corpo, como boca e genitais. Ele permanece no organismo mesmo após o primeiro contato, podendo ser reativado ao longo da vida.
É considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST) comum, causada pelo vírus herpes simples (HSV), que pode ser do tipo 1 ou 2. A transmissão acontece principalmente por meio do contato sexual, inclusive quando não há lesões visíveis. O que aumenta o risco de disseminação.
O acompanhamento regular ajuda a reduzir crises e proteger sua saúde. Agende uma consulta em um hospital da Rede Américas.
A herpes é uma infecção viral crônica causada pelo Vírus Herpes Simples (HSV), que se manifesta em diferentes partes do corpo, incluindo a região genital, oral e ocular. Depois que o indivíduo tem contato com o patógeno, ele permanece latente nos gânglios nervosos.
Isso significa dizer que ele pode ser reativado em momentos específicos como o de baixa imunidade. Além de causar novas manifestações da doença. Essas características torna o microrganismo único.
Falando especificamente da herpes genital, ela ocorre principalmente através do contato sexual, seja ele vaginal, anal ou oral. O contato direto com as lesões (vesícula ou úlcera) é a forma mais comum de transmissão.
Mas ela também pode ocorrer mesmo na ausência de lesões visíveis, fenômeno conhecido como disseminação assintomática. A infecção cruzada também pode acontecer, quando o HSV-1 (geralmente associado à herpes oral) causa herpes genital através do sexo oral ou vice-versa.
O período de incubação do vírus varia de 10 a 15 dias após a exposição, mas pode ser 1 a 26 dias, com uma média de 7 dias.
Existem dois tipos principais do Vírus Herpes Simples (HSV) que afetam os seres humanos: HSV-1 e HSV-2. O HSV-1 é associado à herpes labial, acometendo regiões como boca, nariz e olhos. Mas ele também podem causar infecções genitais, por causa da prática de sexo oral.
Já o HSV-2 é o principal agente etiológico do herpes genital masculina e feminino, infectando a região genital, o ânus e as nádegas. Sendo responsável pela maioria dos casos e por infecções recorrentes mais frequentes.
Os sintomas de herpes genital masculina podem variar, mas costumam incluir um período prodrômico, que antecede o surgimento das lesões. Sendo caracterizado por sensações de dor, ardência, formigamento ou coceira na área afetada. Além de dores no quadril ou pernas.
As feridas típicas são pequenas vesículas agrupadas semelhantes a um ‘buquê’. Elas podem evoluir para úlceras dolorosas e depois formar crostas que acabam cicatrizando. A primoinfecção (primeiro contato com o vírus) muitas vezes pode ser acompanhada por sintomas sistêmicos como cefaleia, febre, mal-estar e adenopatia inguinal (ínguas na virilha).
Na herpes genital masculina, as lesões podem surgir no prepúcio, glande, corpo do pênis e escroto. Em casos onde o homem faz sexo anal, podem aparecer ao redor do ânus e no reto também.
O diagnóstico é frequentemente clínico, baseado na história do paciente e no exame físico, observando as lesões características. Para realizar a confirmação diagnóstica com exames laboratoriais, o médico pode utilizar testes como a reação em cadeia da polimerase (PCR).
Por ter uma sensibilidade maior, o PCR é preferível à cultura. Também é possível que sejam realizados exames sorológicos para detectar anticorpos contra o HSV-1 e o HSV-2 semanas após a infecção.
Durante as crises de herpes genital masculina, algumas medidas podem ajudar a aliviar o desconforto e a prevenir a disseminação do vírus. Uma delas é manter a área afetada limpa e seca, para se proteger das infecções secundárias.
Além de optar por usar roupas leves e de algodão a fim de evitar atrito e irritação na região. É preciso também evitar o contato sexual desde o surgimento dos primeiros sintomas até a cicatrização completa das lesões, com o objetivo de reduzir o risco de transmissão. Em casos em que há dor, é importante utilizar analgésicos como o ibuprofeno.
Após tocar nas feridas, é necessário lavar as mãos, pois a atitude diminui a disseminação do vírus para outras partes do corpo ou para outras pessoas.
O tratamento para o herpes genital masculina visa principalmente aliviar os sintomas, acelerar a cicatrização das lesões e diminuir o risco de transmissão do vírus. Além de contribuir para reduzir a frequência e a gravidade da recorrência.
A abordagem terapêutica com os antivirais não elimina o vírus do organismo, mas controla a infecção. Os medicamentos mais utilizados são o aciclovir, valaciclovir e famciclovir. Para o primeiro episódio clínico de herpes genital masculina, o recomendado é usar os medicamentos por 10 dias.
Eles podem ser administrados de 2 a 5 vezes por dia, a depender do caso. O aciclovir é o mais utilizado, principalmente porque o seu custo é menor. O valaciclovir e o famciclovir apresentam uma eficácia semelhante.
Em casos de recorrência, o tratamento antiviral pode ser iniciado nas primeiras 24 horas após o surgimento dos sintomas. Assim como também pode começar durante a fase prodrômica, com o propósito de reduzir a duração e a gravidade do episódio. As
medicações podem ser usadas de 3 a 5 dias, devendo ser ingeridas de duas a três vezes ao dia.
Um outro tipo de tratamento para o herpes genital masculina é a terapia supressiva. Ele deve ser adotado por indivíduos que apresentam crises com frequência (mais de seis por ano) ou que apresentam sintomas graves.
A abordagem envolve o uso diário de medicamentos antivirais para prevenir surtos e reduzir a probabilidade de transmissão. Eles devem ser tomados de uma a duas vezes durante o dia. Os antivirais tópicos (cremes ou pomadas) não são tão eficazes e costumam ser desencorajados, pois podem não ser eficazes e aumentar o risco de resistência viral.
O tratamento da primoinfecção dura de 7 a 10 dias, pois as lesões primárias tendem a ser mais dolorosas, prolongadas e disseminadas. Em caso de crises, a terapêutica adotada costuma ser mais curta, variando de 3 a 5 dias. O objetivo é atenuar as manifestações clínicas e acelerar a cura das feridas.
A terapia supressiva é contínua, com dosagens diárias dos antivirais e com duração determinada pelo médico. Ela pode se estender por meses ou anos, a depender da frequência das recorrências e da necessidade de prevenção da transmissão.
Os efeitos adversos dos remédios orais são geralmente leves e podem incluir náuseas, vômitos, diarreia, cefaleia e exantema.
O herpes simples afeta ambos os sexos, mas existem algumas diferenças claras entre eles. Em homens, o quadro clínico tende a ser mais leve ou assintomático, com lesões localizadas no pênis, escroto e ânus.
Na herpes genital feminina, as feridas surgem na vulva, clitóris, vagina e ânus, podendo haver aumento do corrimento vaginal e dor ao urinar. Elas podem ser assintomáticas.
A diferença mais clara é o risco de transmissão vertical da mãe para o bebê durante o parto. O que pode levar a complicações graves para o recém-nascido. Gestantes com herpes genital devem informar aos profissionais de saúde para que medidas preventivas possam ser consideradas.
O tratamento para o herpes simples auxilia a controlar a doença, que não tem cura definitiva. O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para o manejo da infecção.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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