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O aumento do volume sanguíneo exige mais esforço do coração; alterações hormonais influenciam a frequência cardíaca da gestante

A sensação de coração acelerado na gravidez é uma experiência comum para muitas gestantes e costuma gerar dúvidas e preocupações. Pode ser descrita como palpitações ou taquicardia na gravidez.
Ela é uma condição diretamente relacionada às mudanças fisiológicas que ocorrem no organismo materno ao longo da gestação. A relação entre gravidez e coração acelerado envolve principalmente adaptações hormonais e cardiovasculares. Necessárias para garantir o suprimento adequado de oxigênio e nutrientes ao feto.
Trata-se de uma resposta natural do corpo, mas entender suas causas e sinais de alerta é essencial para diferenciar situações benignas daquelas que exigem avaliação médica. Sentiu o coração acelerar durante a gravidez? Agende uma consulta e receba orientação médica especializada.
Durante a gestação, o corpo da mulher passa por uma série de transformações significativas para acomodar o desenvolvimento fetal. Uma das mudanças mais claras é no sistema cardiovascular.
Por isso a gravidez e o coração acelerado possuem uma ligação. Também chamada de palpitações cardíacas, a percepção de que o coração está batendo de forma mais forte, rápida, irregular ou até mesmo pulando batidas representa a sensação de coração acelerado.
A sensação é frequentemente um reflexo do aumento do volume sanguíneo e do esforço adicional que o coração precisa fazer. O volume de sangue no corpo de uma gestante pode aumentar em até 50%.
O aumento do aporte sanguíneo exige que o órgão trabalhe mais para bombear o volume extra para a mãe e o feto. Durante a gestação, a frequência cardíaca em repouso pode elevar de 70 para 80 ou 100 batimentos por minuto (bpm).
As alterações hemodinâmicas e hormonais são os principais fatores para a associação da gravidez e coração acelerado. Ao longo do período gestacional o coração precisa bombear mais sangue para garantir a oxigenação adequada do feto.
O aumento do estrogênio desempenha um papel importante na regulação da função cardíaca. Que sofre aumento na frequência e na força de contração. As adaptações são fisiológicas e costumam ser benignas, desaparecendo após o parto.
O coração acelerado durante a gestação pode não ser benigno e representar alguma patologia ou desequilíbrio. A anemia é um exemplo. Ela é muito comum na gravidez por causa do aumento do volume plasmático em relação à massa de glóbulos vermelhos.
A disfunção faz com que o coração trabalhe mais para compensar a menor capacidade de transportar o oxigênio. A desidratação e desequilíbrio de eletrólitos (fundamentais para o ritmo cardíaco) pode levar a palpitações.
A hipoglicemia também pode desencadear taquicardia. Sendo a queda de açúcar no sangue mais comum no primeiro trimestre. A pressão baixa também é um fator. Ela pode levar o coração a acelerar para manter o fluxo sanguíneo.
Condições emocionais podem exacerbar a sensação de palpitações: estresse, ansiedade e depressão. Além de alimentos e bebidas ricos em cafeína, açúcar e gordura. O ganho de peso durante a gestação (acima de 10 kg) pode sobrecarregar o músculo cardíaco, exigindo um trabalho ainda maior.
Problemas na tireoide, como o hipertireoidismo, podem causar coração acelerado, assim como doenças cardíacas estruturais (doença valvar ou cardiomiopatia). Elas podem ser reveladas ou agravadas durante a gestação. Mulheres com histórico de arritmias antes da gravidez têm maior risco de recorrência ou piora dos sintomas.
As gestantes precisam ficar atentas aos sinais de alertas que podem acompanhar a taquicardia. Eles indicam a necessidade de atendimento médico:
Os sintomas podem ser indicativos de condições cardíacas mais graves, como arritmias complexas, insuficiência cardíaca ou até mesmo um ataque cardíaco. Ainda assim eles são raros na gravidez.
O diagnóstico das causas do coração acelerado na gravidez envolve uma avaliação cuidadosa do médico. Ele costuma perguntar sobre os sintomas e em seguida fazer o exame físico.
Podem ser solicitados também exames de sangue como o hemograma completo. Ele é utilizado para identificar anemia, infecções ou deficiências de vitaminas. Testes de função tireoidiana (TSH) são importantes para descartar problemas na tireoide.
O eletrocardiograma é utilizado para detectar arritmias. Sendo ele um exame seguro a ser realizado durante o período gestacional. Se o exame não conseguir detectar as palpitações, o holter pode ser feito.
O holter monitora o ritmo cardíaco por 24 a 48 horas, registrando quaisquer irregularidades enquanto a gestante realiza suas atividades diárias. Uma outra alternativa é o ecocardiograma, que fornece uma visão detalhada da estrutura e função do coração. Auxiliando no diagnóstico de cardiopatia estruturais.
Na maioria dos casos as palpitações não requerem tratamento específico. Mas em caso de condições cardíacas, o foco está nas mudanças de estilo de vida.
É fundamental beber bastante água para manter o corpo hidratado. Também é preciso limitar o consumo de cafeína, açúcar, gordura e sódio, pois ajudam a reduzir as palpitações. Técnicas de relaxamento podem ser implementadas.
Práticas como respiração profunda, meditação e ioga podem ajudar a gerenciar o estresse e a ansiedade. Quando é descoberta alguma condição médica, o tratamento é adpatado à causa e deve ser seguro para a gestante e o feto.
Por isso podem ser utilizados medicamentos como betabloqueadores. Em situações agudas adenosina ou verapamil intravenoso podem ser utilizados. A amiodarona também pode ser administrada. Sendo ela reservada para casos refratários e graves. Deve ser feito o monitoramento cuidadoso da função tireoidiana da mãe e do neonato.
A experiência de gravidez e coração acelerado é uma realidade para muitas mulheres. Ela é uma adaptação do corpo materno para sustentar a vida em desenvolvimento. Então palpitações leves e ocasionais são uma resposta fisiológica normal ao aumento do volume sanguíneo e às alterações hormonais.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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