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Gonorreia em mulher: sintomas, quais os riscos e quando procurar ajuda?

Muitas vezes, a infecção é silenciosa, mas as consequências podem ser sérias. Saiba identificar os sinais e proteger sua saúde

Resumo
  • A gonorreia em mulheres é frequentemente assintomática, o que dificulta o diagnóstico precoce
  • Quando presentes, os sintomas incluem corrimento vaginal amarelado ou esverdeado, dor ao urinar e sangramento fora do período menstrual
  • A infecção não tratada pode levar a complicações graves, como a Doença Inflamatória Pélvica (DIP) e infertilidade
  • O diagnóstico é feito por exames laboratoriais e o tratamento, com antibióticos prescritos por um médico
  • A comunicação com parceiros sexuais é fundamental para quebrar o ciclo de transmissão
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Começa com uma sensação estranha ao urinar, talvez um leve ardor, ou você nota um corrimento diferente. Esses podem ser os primeiros sinais de alerta para uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) como a gonorreia. 

Em mulheres, a infecção é frequentemente silenciosa ou se manifesta apenas com corrimento vaginal. Por isso, buscar ajuda médica imediata e alertar os parceiros é fundamental, visto o alto risco de contágio.

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O que é gonorreia e por que afeta as mulheres de forma diferente?

A gonorreia é uma IST causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Ela pode infectar o trato genital, o reto e a garganta, tanto em homens quanto em mulheres. A transmissão ocorre principalmente através do contato sexual (vaginal, anal ou oral) sem o uso de preservativo com uma pessoa infectada.

No corpo feminino, a anatomia favorece que a infecção seja mais discreta. A bactéria geralmente se aloja primeiro no colo do útero, uma área com poucas terminações nervosas. Assim, os sintomas iniciais podem ser leves ou simplesmente inexistentes, ao contrário dos homens, que costumam ter sinais mais evidentes e imediatos, como corrimento uretral e dor.

Gonorreia em mulher: sintomas

Quando os sintomas aparecem, o que ocorre em cerca de 20% a 30% dos casos, eles costumam surgir em até 10 dias após a exposição. É importante ressaltar que a gonorreia feminina é frequentemente silenciosa, mesmo quando há a possibilidade de sintomas. Por isso, a atenção a qualquer alteração no corpo é essencial, mesmo que sutil.

Sinais genitais mais comuns

Os sintomas mais frequentes estão relacionados à região genital e urinária. Eles podem ser facilmente confundidos com outras condições, como infecção urinária ou candidíase. Observe se você apresenta:

  • Corrimento vaginal: geralmente amarelado ou esverdeado, por vezes com aspecto de pus e odor mais forte que o habitual
  • Dor ou ardor ao urinar (disúria): uma sensação de queimação que pode ser intensa
  • Sangramento fora do período menstrual: pode ocorrer entre as menstruações ou após a relação sexual
  • Dor pélvica ou abdominal: uma dor na parte inferior da barriga, conhecida como "pé da barriga"
  • Dor durante a relação sexual: desconforto ou dor profunda durante o ato

Sintomas em outras partes do corpo

A gonorreia não se limita à região genital. Dependendo das práticas sexuais, a infecção pode ocorrer em outros locais:

  • Infecção retal: pode causar coceira anal, corrimento, sangramento ou dor ao evacuar. Muitas vezes, também é assintomática
  • Infecção na garganta (faringite gonocócica): geralmente contraída via sexo oral, costuma causar dor de garganta e dificuldade para engolir, embora a maioria dos casos não apresente sintomas
  • Infecção ocular (conjuntivite gonocócica): rara em adultos, acontece pelo contato das mãos contaminadas com os olhos, causando dor, sensibilidade à luz e secreção purulenta

Por que muitas mulheres não apresentam sintomas?

A principal razão pela qual a doença é chamada de "infecção silenciosa" em mulheres é o local primário da infecção: o colo do útero. Diferente da uretra masculina, que é altamente sensível e reage rapidamente à inflamação, o colo uterino pode abrigar a bactéria sem gerar sinais evidentes. 

Essa ausência de manifestações clínicas visíveis torna fundamental a avaliação médica e a testagem, especialmente se houver suspeita de contato com um parceiro infectado. A natureza frequentemente silenciosa exige atenção redobrada e ação imediata após um possível contato.

Ela é perigosa. Sem saber que está infectada, a mulher pode não procurar tratamento. Isso permite que a bactéria se espalhe para outros órgãos reprodutivos e que a infecção seja transmitida a parceiros.

Quais são as complicações da gonorreia não tratada?

Ignorar os sinais ou a possibilidade de uma infecção assintomática pode levar a problemas de saúde graves e duradouros. A bactéria pode ascender do colo do útero para o útero, trompas e ovários.

Doença Inflamatória Pélvica (DIP)

Esta é a complicação mais séria. A DIP é uma infecção dos órgãos reprodutivos femininos que pode causar dor pélvica crônica, abscessos e danos permanentes às trompas de Falópio.

Infertilidade e gravidez ectópica

As cicatrizes nas trompas de Falópio, causadas pela DIP, podem bloquear a passagem do óvulo e levar à infertilidade. Elas aumentam significativamente o risco de uma gravidez ectópica, onde o embrião se implanta fora do útero, uma condição de risco de vida. 

A falta de tratamento, combinada à natureza silenciosa da infecção em mulheres, agrava o risco de complicações graves, como a infertilidade. Por isso, a avaliação médica imediata após qualquer suspeita é fundamental para proteger a saúde reprodutiva.

Riscos durante a gestação

Uma gestante com gonorreia pode transmitir a infecção para o bebê durante o parto. Isso pode causar uma grave infecção ocular no recém-nascido (conjuntivite neonatal), que, se não tratada rapidamente, pode levar à cegueira.

Como é feito o diagnóstico e qual o tratamento?

O diagnóstico da gonorreia não pode ser feito apenas com base nos sintomas. O médico ginecologista solicitará exames laboratoriais específicos, como a análise de uma amostra de secreção do colo do útero ou um teste de urina. A cultura de bactérias ou testes de amplificação de ácido nucleico (NAAT) são os mais comuns.

Confirmada a infecção, o tratamento é realizado com antibióticos. É fundamental seguir rigorosamente a prescrição médica e completar todo o ciclo do medicamento, mesmo que os sintomas desapareçam antes. O tratamento inadequado pode levar à resistência bacteriana.

Leia também: Qual exame detecta gonorreia: como funciona o diagnóstico e qual o 
preparo 

Quando devo procurar um médico?

Não espere os sintomas se agravarem. A recomendação é procurar um ginecologista o mais rápido possível se você:

  • Apresentar qualquer um dos sintomas mencionados, por mais leves que sejam
  • Descobrir que um parceiro sexual foi diagnosticado com gonorreia ou outra IST. Nestes casos, a avaliação médica e a testagem são fundamentais, mesmo na ausência de sintomas visíveis
  • Tiver tido uma relação sexual desprotegida com um novo parceiro ou com alguém cujo histórico de saúde você desconhece

Realizar exames de rotina com frequência é essencial para identificar a gonorreia precocemente e garantir o tratamento adequado para você e seu parceiro. A testagem regular para IST’s é uma prática de saúde recomendada para todas as mulheres sexualmente ativas, mesmo na ausência de sintomas.

Como conversar com meu parceiro sobre a gonorreia?

Receber um diagnóstico de IST pode ser assustador, e a conversa com o parceiro pode gerar ansiedade. No entanto, é um passo necessário para a saúde de ambos. Aborde o assunto com calma e de forma direta, explicando que se trata de uma questão de saúde que precisa ser resolvida em conjunto.

Lembre-se que o objetivo é cuidar da saúde e interromper a transmissão. Dada a natureza silenciosa da gonorreia feminina e o alto risco de contágio, alertar os parceiros é importante para quebrar a cadeia de transmissão e prevenir novas infecções. 

Seu parceiro também precisará ser testado e, se necessário, tratado, mesmo que não tenha sintomas. A assistência de um profissional de saúde pode ajudar a mediar essa conversa.

É possível prevenir a gonorreia?

A prevenção é a ferramenta mais eficaz contra esta e outras infecções sexualmente transmissíveis. A principal medida é o uso correto e consistente de preservativos (camisinha masculina ou feminina) em todas as relações sexuais (vaginal, anal e oral).

Realizar exames de rotina e manter um diálogo aberto com os parceiros sobre saúde sexual também são atitudes fundamentais para a prevenção.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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