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Entenda a diferença entre alterações causadas pela dieta e sinais de alerta, como a melena, que exigem avaliação médica.

Você vai ao banheiro e, ao olhar para o vaso sanitário, percebe algo diferente: as fezes estão mais escuras e moles que o normal. A primeira reação pode ser de preocupação, e muitas dúvidas surgem sobre o que essa alteração significa. Embora a causa possa ser simples, é fundamental saber identificar quando é apenas um reflexo da sua última refeição ou um sinal que merece investigação.
Clínicos gerais são os médicos que podem atender esse tipo de demanda de maneira primária. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A alteração na coloração e consistência das fezes é comum e, na maioria das vezes, não representa um problema de saúde. Fatores como a dieta e o uso de suplementos ou medicamentos são os principais responsáveis por essas mudanças passageiras.
O que você come tem impacto direto na aparência das suas fezes. Alimentos com pigmentos fortes ou ricos em ferro podem alterar a cor para tons de marrom escuro ou até preto. Essa mudança é temporária e costuma desaparecer em um ou dois dias após a interrupção do consumo.
Alguns exemplos incluem:
Certos compostos químicos também podem levar ao escurecimento das fezes. O mais conhecido é o sulfato ferroso, presente em suplementos para tratar anemia. Da mesma forma, medicamentos que contêm bismuto na fórmula, usados para tratar problemas estomacais, podem causar o mesmo efeito.
As principais substâncias a observar são:
Vale dizer que o uso crônico de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno e diclofenaco, pode causar irritação e sangramento no estômago, o que também leva a fezes escuras. Nesses casos, a causa já é um sinal de alerta.
Se a alteração não estiver relacionada à dieta ou ao uso de suplementos, ela pode indicar a presença de sangue digerido. Essa condição, conhecida como melena, é um sintoma importante de sangramento no trato gastrointestinal superior, que inclui esôfago, estômago e a primeira parte do intestino delgado (duodeno).
A melena tem características muito distintas das fezes apenas escuras por alimentos. O sangue, ao passar pelo processo de digestão, adquire uma coloração preta, brilhante e uma consistência pastosa e pegajosa, semelhante a piche ou alcatrão. Além disso, o odor é extremamente forte e fétido, diferente do habitual.
Essas fezes, que podem ter aparência de alcatrão, são um sinal de alerta para sangramentos internos graves no trato digestivo superior. Frequentemente, a melena é acompanhada de outros sintomas importantes, como palidez, cansaço extremo, fraqueza e dores abdominais. A presença de melena indica um sangramento digestivo que exige investigação médica imediata.
O sangramento que causa a melena pode ser originado por diversas condições. Todas elas necessitam de diagnóstico e tratamento adequados para evitar complicações.
As mais comuns são:
Para facilitar a identificação, observe atentamente as características das fezes e outros sintomas associados. Diferentemente das alterações causadas por alimentos, a melena se destaca por sua textura pegajosa, semelhante a alcatrão, e um odor fétido e muito forte. Essa distinção é fundamental para reconhecer um possível sangramento digestivo grave que exige atenção médica.
A tabela abaixo ajuda a comparar as principais diferenças.
Durante a gestação, é muito comum que as mulheres utilizem suplementos de ferro para prevenir ou tratar a anemia, conforme orientação médica. Por isso, a ocorrência de fezes escuras e moles na gravidez geralmente é um efeito esperado e inofensivo. Contudo, se a alteração vier acompanhada de dor abdominal, cólicas intensas ou tontura, é fundamental comunicar o obstetra responsável pelo pré-natal para uma avaliação completa.
Ao notar fezes com as características da melena ou se a alteração persistir por mais de dois dias sem uma causa aparente, o especialista indicado é o gastroenterologista. Ele é o médico responsável por cuidar da saúde do sistema digestivo.
Na consulta, o médico fará uma avaliação clínica detalhada e poderá solicitar exames para confirmar a origem do problema. O principal exame para investigar sangramentos no trato digestivo superior é a endoscopia digestiva alta, que permite visualizar o esôfago, o estômago e o duodeno em busca de lesões.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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