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Entenda como as substâncias psicoativas alteram neurotransmissores, causam dependência e podem gerar danos duradouros

A sensação pode começar como uma euforia intensa, uma calma profunda ou uma percepção totalmente alterada da realidade. Para o usuário, é um escape momentâneo.
Para o cérebro, é o início de uma batalha química complexa, cujas consequências podem redefinir circuitos neurais construídos ao longo de toda uma vida. O consumo de drogas, de fato, altera fisicamente os circuitos cerebrais, criando um ciclo que intensifica a dependência e dificulta o autocontrole. Eles podem ser duradouros. Procure avaliação médica e agende sua consulta.
O cérebro humano é uma rede sofisticada de comunicação, onde bilhões de neurônios trocam informações através de mensageiros químicos chamados neurotransmissores. As drogas psicoativas agem justamente nesse sistema, imitando, bloqueando ou estimulando a ação desses mensageiros de forma anormal.
A maioria das drogas de abuso, direta ou indiretamente, atinge o sistema de recompensa do cérebro. Elas provocam a liberação de grandes quantidades de dopamina, um neurotransmissor associado ao prazer, motivação e recompensa.
Atividades naturais, como comer ou socializar, liberam dopamina, mas as drogas podem liberar de duas a dez vezes mais, criando uma onda de euforia. Essa alteração na dopamina desregula de forma duradoura o sistema de recompensa do cérebro, afetando também áreas fundamentais para o julgamento e o controle das decisões.
Assim, o consumo contínuo da droga enfraquece o córtex pré-frontal, dificultando o controle dos impulsos e a tomada de decisões conscientes. Essa superestimulação ensina o cérebro a repetir o comportamento.
O órgão passa a associar o uso da substância a uma recompensa imensa, forjando uma forte motivação para buscar a droga novamente, o que é a base neurobiológica do desejo intenso, conhecido como fissura.
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Além da dopamina, as drogas afetam outros neurotransmissores. A maconha, por exemplo, interfere nos neurotransmissores canabinoides, afetando a memória e a coordenação. Já substâncias como o LSD agem principalmente nos receptores de serotonina, alterando drasticamente a percepção sensorial.
Essa interferência "confunde" a comunicação normal entre os neurônios. O resultado é uma série de efeitos que variam com a droga, desde a lentidão do raciocínio até alucinações e paranoia.
A alteração na química cerebral também enfraquece as regiões responsáveis pela tomada de decisões, fazendo com que a busca pela droga se torne um comportamento automático.
A dependência não é uma falha de caráter, mas uma doença crônica do cérebro. Ela se desenvolve quando o órgão se adapta à presença constante da droga, alterando sua própria estrutura e funcionamento para tentar restabelecer um equilíbrio.
O consumo contínuo de drogas altera fisicamente os circuitos cerebrais, criando um ciclo que impulsiona a dependência e dificulta o autocontrole. Essa mudança na química cerebral enfraquece as regiões de tomada de decisão, fazendo com que a busca pela substância se torne um comportamento quase automático.
Diante da inundação de dopamina, o cérebro tenta se proteger. Ele pode reduzir a produção natural do neurotransmissor ou diminuir o número de receptores capazes de captá-lo. Este processo é chamado de tolerância.
Com o tempo, a pessoa precisa de doses cada vez maiores da droga para atingir o mesmo nível de prazer que sentia no início. A capacidade de sentir prazer com atividades cotidianas também diminui, um estado conhecido como anedonia.
Quando o uso da droga é interrompido, o cérebro, agora adaptado à presença dela, entra em desequilíbrio.
A ausência da substância gera a crise de abstinência, cujos sintomas podem incluir ansiedade, irritabilidade, tremores, sudorese e depressão. Esses efeitos desagradáveis funcionam como um poderoso reforço para que a pessoa volte a usar a droga.
As substâncias psicoativas são geralmente classificadas em três grandes grupos, de acordo com a forma como afetam o sistema nervoso central.
O uso crônico de drogas pode levar a alterações duradouras, e por vezes permanentes, na estrutura e função do cérebro. As áreas mais afetadas costumam ser aquelas ligadas ao julgamento, aprendizado e memória.
O córtex pré-frontal é a região responsável pela tomada de decisões, controle de impulsos e avaliação de consequências. O uso prolongado de drogas pode danificar essa área, comprometendo a capacidade do indivíduo de dizer "não", mesmo quando ele reconhece os prejuízos do seu comportamento.
De fato, o consumo de drogas desregula a dopamina e enfraquece o córtex pré-frontal, dificultando significativamente o controle dos impulsos e a capacidade de tomar decisões conscientes.
Essa alteração permanente no sistema de recompensa e nas áreas de julgamento transforma a busca pela droga em um comportamento automático. Ele persiste apesar das consequências negativas evidentes na saúde, nas relações sociais e na vida profissional.
O hipocampo é uma estrutura cerebral essencial para a formação de novas memórias. Substâncias como o álcool e a maconha podem afetar diretamente seu funcionamento, dificultando o aprendizado e a retenção de informações.
Em casos graves de alcoolismo crônico, pode ocorrer a Síndrome de Wernicke-Korsakoff, um transtorno neurológico com severa perda de memória.
O cérebro humano só termina seu desenvolvimento completo por volta dos 25 anos. Durante a adolescência, o córtex pré-frontal ainda está em maturação, o que torna os jovens naturalmente mais propensos a comportamentos de risco e impulsividade.
Ao mesmo tempo, o sistema de recompensa já está totalmente funcional e muito ativo. Introduzir drogas nesse cenário é particularmente perigoso. O cérebro adolescente é mais "plástico" e, portanto, mais suscetível a ter seus circuitos de recompensa e controle reconfigurados pela ação das substâncias.
O que aumenta significativamente o risco de desenvolver dependência na vida adulta. Especificamente, o uso de drogas nessa fase desregula a dopamina e altera o córtex pré-frontal, prejudicando de forma permanente o controle de impulsos e a tomada de decisões.
A recuperação da dependência química é um processo desafiador, mas possível. Embora alguns danos possam ser duradouros, o cérebro possui uma notável capacidade de se adaptar e se curar, um fenômeno conhecido como neuroplasticidade.
Com a abstinência e o tratamento adequado, é possível restabelecer circuitos neurais mais saudáveis. O tratamento geralmente envolve uma combinação de abordagens, incluindo desintoxicação supervisionada, terapia comportamental e, em alguns casos, medicamentos para controlar a fissura e os sintomas de abstinência.
O apoio de profissionais de saúde, como médicos psiquiatras e psicólogos, é fundamental para guiar o indivíduo nesse caminho. Entender que a dependência é uma doença do cérebro, e não uma fraqueza moral, é o primeiro passo para buscar ajuda sem estigma e com a seriedade que o quadro exige.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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