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Saiba a diferença entre as fases do climatério e entenda quando a contracepção ainda é necessária para evitar uma gravidez não planejada

A menstruação atrasa, depois vem duas vezes no mesmo mês e, de repente, desaparece por um longo período. Para muitas mulheres acima dos 45 anos, essa irregularidade levanta uma dúvida comum: se o ciclo está falhando, ainda é preciso se preocupar com uma possível gravidez?
Para esclarecer dúvidas sobre fertilidade e contracepção, procure um especialista. Marque sua consulta com um ginecologista.
Para responder à pergunta sobre a gravidez, é fundamental entender os termos que definem o fim da vida reprodutiva da mulher. Embora usados como sinônimos, eles representam fases distintas de um mesmo processo biológico.
O climatério é o período de transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva. Ele começa anos antes da última menstruação e se estende por um ano após ela. Dentro do climatério, existem etapas mais específicas:
É importante diferenciar a menopausa natural da Insuficiência Ovariana Prematura (POI). A POI se caracteriza pela interrupção da menstruação antes dos 40 anos. Diferente da menopausa natural, na POI é possível que os níveis hormonais variem, resultando no retorno espontâneo dos ciclos ou até mesmo em gravidez.
A gravidez natural depende da liberação de um óvulo pelo ovário (ovulação) para que ele possa ser fecundado por um espermatozoide. Com a chegada da menopausa, a reserva ovariana da mulher, ou seja, a quantidade de óvulos com que ela nasceu, chega ao fim.
A menopausa é definida pela interrupção permanente da menstruação, confirmada após 12 meses seguidos sem qualquer ciclo. Isso marca o fim natural da capacidade reprodutiva da mulher. Sem óvulos disponíveis para serem liberados, a ovulação cessa completamente.
Assim, uma vez que a menopausa é oficialmente confirmada, a concepção por vias naturais se torna biologicamente impossível. Se uma mulher está há cinco anos sem menstruar, por exemplo, ela já está na pós-menopausa e não pode engravidar naturalmente.
A perimenopausa é a fase que exige mais atenção. Como a ovulação ocorre de maneira imprevisível, uma mulher pode acreditar que não é mais fértil e ser surpreendida por uma gestação não planejada.
Os ciclos podem ser longos, curtos ou inexistentes por meses, mas um óvulo ainda pode ser liberado ocasionalmente. Além disso, uma gravidez em idade mais avançada, geralmente acima dos 40 anos, apresenta riscos aumentados tanto para a mãe quanto para o bebê.
Condições como hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e diabetes gestacional são mais comuns. Por isso, a recomendação médica é manter um método contraceptivo eficaz durante toda a perimenopausa.
Se a gravidez natural é impossível após a menopausa, a ciência oferece caminhos para mulheres que desejam engravidar nesta fase da vida. O útero, na maioria dos casos, mantém sua capacidade de gerar um bebê, mesmo que os ovários já não funcionem.
As técnicas de reprodução assistida contornam a ausência de óvulos próprios. As principais abordagens são:
Este é o método mais comum. Utilizam-se óvulos de uma doadora anônima e saudável, que são fertilizados em laboratório com o sêmen do parceiro ou de um doador. O embrião resultante é transferido para o útero da paciente, que foi previamente preparado com hormônios para receber a gestação.
Mulheres que realizaram o congelamento de óvulos em idade mais jovem (preservação da fertilidade) podem utilizá-los para um tratamento de FIV após a menopausa. O processo de fertilização e transferência do embrião é semelhante ao da ovodoação.
Uma gestação em idade mais avançada requer um acompanhamento médico rigoroso. A saúde geral da mulher é o principal fator a ser considerado. Os riscos aumentados estão mais associados à idade materna do que à técnica de reprodução assistida em si.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) do Brasil sugere que a idade máxima para tratamentos de reprodução assistida seja de 50 anos, mas casos excepcionais podem ser avaliados pela equipe médica. É essencial uma avaliação completa da saúde cardiovascular, metabólica e geral antes de iniciar qualquer tratamento.
A orientação geral é manter a contracepção até a confirmação da menopausa, ou seja, após 12 meses consecutivos de ausência de menstruação. Para mulheres acima de 50 anos, esse período pode ser suficiente.
No entanto, a melhor abordagem é sempre conversar com um ginecologista. O médico pode solicitar exames de sangue para medir os níveis hormonais, como o FSH (hormônio folículo-estimulante), que ajudam a confirmar o estado menopausal e a liberar a suspensão do método contraceptivo com segurança.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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