20/08/2025
Revisado em: 25/08/2025
Saber o que causou o incômodo no músculo facilita a encontrar o melhor tratamento
A dor muscular é uma das queixas mais comuns em consultórios médicos e academias. Isso pode surgir após uma corrida, um dia pesado de trabalho ou até durante o repouso. Em maioria, o desconforto está relacionado a esforço físico e desaparece em poucos dias.
Algumas dores persistentes, acompanhadas de outros sintomas ou que surgem sem motivo aparente podem indicar problemas de saúde que exigem investigação médica imediata.
Segundo a cartilha de dor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), mialgia (termo médico para dor muscular) é um sintoma. Então, entender suas causas ajuda a diferenciar situações corriqueiras de quadros que pedem atenção profissional.
Dor muscular é aquela sensação de desconforto ou peso no músculo, que pode ser em um ponto específico ou espalhada por várias partes do corpo. Ela vai desde uma leve sensibilidade ao toque até dores fortes que dificultam os movimentos.
O lugar onde a dor aparece e como ela se manifesta ajudam o médico a entender a causa. Dor depois de exercícios é comum, mas dores que não passam podem estar ligadas a problemas como inflamações, doenças metabólicas ou infecções.
A origem da dor nos músculos podem ser simples, como após exercícios, ou complexa, ligada a doenças crônicas. Entre as principais causas, destacam-se:
Treinos intensos, atividades não habituais ou aumento súbito de carga podem provocar microlesões nas fibras musculares. Esse processo leva à chamada dor muscular de início tardio, que costuma surgir entre 24 e 48 horas após o esforço e desaparece em até 5 dias.
Estudos indicam que essa resposta está relacionada à inflamação e à reparação das fibras, sendo um mecanismo de adaptação do corpo.
Descanso, hidratação e alongamentos leves aceleram a recuperação.
Tensão emocional prolongada leva à contração involuntária dos músculos, principalmente no pescoço, ombros e costas. A má postura no trabalho, o uso excessivo do celular e o sono inadequado agravam a rigidez muscular.
Nesses casos, a dor não está associada a lesões estruturais, mas à sobrecarga contínua. Ajustar a ergonomia e inserir pausas durante atividades repetitivas reduzem a sobrecarga e a dor nos músculos.
Doenças como dengue, chikungunya, gripe e COVID-19 apresentam dores musculares como sintoma frequente.
Esse quadro decorre da resposta inflamatória do organismo e, no caso de infecções mais graves, da lesão direta das fibras musculares.
Segundo o Ministério da Saúde, a dor muscular associada a febre, manchas na pele ou mal-estar generalizado deve motivar avaliação médica para descartar infecções e complicações.
Na fibromialgia, a dor é difusa, persistente e acompanhada de fadiga e distúrbios do sono. Já na polimiosite, há inflamação muscular, fraqueza progressiva e, em alguns casos, comprometimento de órgãos internos.
Essas condições exigem acompanhamento especializado, pois têm evolução crônica e tratamento específico.
Contusões, distensões e rupturas musculares causam dor localizada, inchaço e, às vezes, hematomas.
Em casos mais graves, como síndrome compartimental, a dor é intensa, desproporcional à lesão e acompanhada de formigamento ou perda de força, situação de urgência médica.
Outra emergência é a rabdomiólise, caracterizada por dor muscular intensa, fraqueza e urina escura, com risco de insuficiência renal aguda.
Para casos comuns e autolimitados, medidas simples costumam ser eficazes:
Medicamentos, quando indicados por um profissional de saúde, incluem analgésicos simples, anti-inflamatórios não esteroides e relaxantes musculares.
Como vimos até aqui, nem toda dor muscular é “normal”. Por isso, é fundamental procurar avaliação médica nas seguintes situações:
O diagnóstico correto envolve histórico clínico, exame físico e, quando necessário, exames de sangue, imagem ou testes específicos para doenças musculares.
A dor muscular é um sintoma frequente que, geralmente, não significa nada demais. Mas, em alguns casos, pode avisar sobre problemas sérios. Reconhecer sinais de alerta e buscar atendimento no momento certo evita complicações e permite tratamento adequado.
Em caso de dúvida, a avaliação médica é sempre a conduta mais segura.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Cartilha da dor. 5. ed. Rio de Janeiro: Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, [202-?]. Disponível em: https://www.into.saude.gov.br/images/pdf/Clinica_Dor/Cartilha-da-Dor_Impressao-5EDICAO-1-Cartilha.pdf?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 8 ago. 2025.
DUFFY, Kate. Why your muscles hurt after exercise — and what you can do about it. Wired, 2024. Disponível em: https://www.wired.com/story/muscle-pain-doms-exercise/. Acesso em: 8 ago. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Aprenda a diferenciar os sintomas da dengue e da gripe. Brasília, DF, 22 fev. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/fevereiro/aprenda-a-diferenciar-os-sintomas-da-dengue-e-da-gripe. Acesso em: 8 ago. 2025.
CONITEP – Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas: dor crônica – versão resumida. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/protocolos/pcdt-resumido-da-dor-cronica. Acesso em: 8 ago. 2025.
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