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Dor de cabeça muito forte: causas, sinais de alerta e como aliviar

As dores de cabeça podem assustar. É importante entender o que pode estar por trás desses sintomas, quais sinais exigem atenção médica e como buscar alívio de forma segura.

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Sentir dor de cabeça é algo comum no dia a dia de muitas pessoas. Mas, quando falamos em dor de cabeça muito forte, o sinal de alerta acende. Isso porque essa intensidade pode interferir no trabalho, no sono e até no convívio com outras pessoas.

Quando vem acompanhada de outros sintomas, esse tipo de desconforto torna a situação ainda mais preocupante. 

O que pode ser dor de cabeça muito forte?

Quando a dor de cabeça é muito forte, ela pode estar relacionada a diferentes fatores, desde condições mais comuns, como a enxaqueca, até doenças mais graves que exigem atenção médica imediata. 

Entre as possíveis causas, estão:

  • enxaqueca;
  • cefaleia tensional;
  • sinusite;
  • infecções virais ou bacterianas;
  • problemas na visão;
  • pressão alta descontrolada;
  • distúrbios neurológicos;
  • AVC;
  • tumor cerebral. 

Vale destacar que nem toda dor de cabeça, ainda que seja muito forte, representa um risco grave, mas ela merece ser investigada se for persistente, recorrente ou vier acompanhada de outros sintomas. 

Qual tipo de dor de cabeça é preocupante?

Nem toda dor intensa é sinal de urgência, mas algumas características podem indicar que é hora de buscar avaliação médica. A dor de cabeça, quando é muito forte, pode ser preocupante quando:

  • surge de repente e, em poucos segundos, atinge a máxima intensidade (chamada “cefaleia em trovão”);
  • acompanha outros sintomas, como febre, rigidez no pescoço, vômitos persistentes, confusão mental, visão dupla ou fala arrastada.
  • é diferente de qualquer dor de cabeça já sentida anteriormente;
  • aumenta ao deitar, tossir ou fazer esforço.

Esses sinais podem indicar condições mais sérias, como infecções do sistema nervoso central, hipertensão intracraniana ou mesmo um acidente vascular cerebral (AVC). Portanto, qualquer dor de cabeça muito forte com essas características deve ser levada a sério.

Como é a dor de cabeça no AVC?

No AVC, a dor de cabeça costuma ser muito forte, súbita e diferente das dores habituais. Segundo o Ministério da Saúde, outros sinais que podem surgir junto à dor de cabeça forte  são: 

  • perda de força ou dormência em um dos lados do corpo;
  • dificuldade para falar ou entender o que se ouve;
  • confusão mental;
  • tontura e desequilíbrio;
  • alteração na visão (em um dos olhos ou ambos);
  • fraqueza ou formigamento em um lado do corpo (braço, perna ou rosto).

Diante de qualquer suspeita de AVC, é importante buscar atendimento médico urgente, pois cada minuto conta para reduzir o risco de sequelas graves.

Quando saber que a dor de cabeça é grave?

Esse tipo de dor de cabeça, que não passa e irradia, pode ser considerada grave quando:

  • não melhora com medicamentos comuns;
  • aparece de forma repentina e incapacitante;
  • intensifica-se com o passar dos dias;
  • vem com alterações neurológicas;
  • é acompanhada de febre, náusea intensa ou perda de consciência.

Quando a dor começa a afetar sua rotina, seu humor ou sua capacidade de realizar tarefas básicas, é um motivo para buscar avaliação. Não é necessário esperar “ficar insuportável” para procurar ajuda. Prevenção também é cuidado.

Dor de cabeça muito forte pode ser enxaqueca ou algo mais sério?

Muitas vezes, a dor de cabeça pode ser causada por enxaqueca. Esse tipo de dor costuma ser latejante, afeta um lado da cabeça, e é acompanhada de sintomas como: náuseas e sensibilidade à luz (fotofobia) e ao som (fonofobia). Algumas pessoas também relatam aura visual antes da crise, como pontos brilhantes ou linhas em zigue-zague.

No entanto, é preciso diferenciar enxaqueca de outras causas mais graves. Para isso, observe:

  • A enxaqueca geralmente tem um padrão, ou seja, o paciente já teve crises anteriores semelhantes.
  • A dor grave que surge do nada, sem histórico, pode não ser enxaqueca.
  • Se houver sinais neurológicos (confusão, perda de fala, paralisia), o mais seguro é procurar atendimento médico.

A mudança de padrão, conforme o artigo do Portal Gov, ocorre a partir do momento que a dor de cabeça se torna crônica. Ou seja, por mais de 15 dias no mês e por três meses consecutivos. 

É comum que a enxaqueca se manifeste como dor de cabeça nas têmporas, com sensação de pressão pulsante de um lado só. Esse padrão pode ser um indicativo importante para o diagnóstico.

O que fazer durante uma crise intensa?

Se você estiver enfrentando um episódio com uma dor de cabeça intensa, algumas medidas podem ajudar a aliviar o desconforto, enquanto a causa é investigada:

  1. Vá para um ambiente calmo, silencioso e escuro.
  2. Faça compressas frias na testa ou na nuca.
  3. Hidrate-se bem, pois a desidratação tende a piorar a dor.
  4. Evite cheiros fortes e luz direta.
  5. Use apenas medicamentos prescritos por seu médico.
  6. Tente repousar ou dormir, se possível.

Algumas pessoas sentem a dor concentrada na testa, como se fosse uma dor de cabeça na fonte, o que pode indicar tensão muscular ou até sinusite. Nesses casos, compressas frias e descanso em ambiente escuro podem ajudar.

Mas atenção: se a dor persistir ou for diferente das dores que você já sente com frequência, evite se automedicar e procure um serviço de saúde. A automedicação, além de mascarar sintomas, pode agravar o quadro.

Que exames ajudam a investigar a causa da dor?

Alguns exames ajudam a investigar a causa das dores de cabeça. Os principais são:

  • Tomografia computadorizada: ajuda a identificar alterações estruturais no cérebro, sangramentos, lesões ou tumores.
  • Ressonância magnética: oferece imagens mais detalhadas e pode detectar lesões pequenas ou inflamações.
  • Punção lombar: avalia o líquido cefalorraquidiano para verificar sinais de infecção ou sangramento subaracnóide.
  • Exames de sangue: indicam infecções, inflamações ou alterações metabólicas.

A escolha dos exames dependerá da avaliação clínica do médico, do histórico do paciente e dos sintomas associados.

Quando procurar um neurologista com urgência?

Você deve procurar um neurologista com urgência sempre que a tiver uma dor de cabeça que:

  • esteja acompanhada de sintomas neurológicos (confusão, fala arrastada, perda de visão);
  • não melhore com analgésicos e repouso;
  • interfira significativamente na sua rotina;
  • surja após um trauma na cabeça;
  • torne-se frequente sem causa conhecida.

O neurologista é o especialista responsável por investigar, diagnosticar e tratar as cefaleias mais complexas. Quanto antes a origem da dor for compreendida, maiores são as chances de controle e bem-estar.

Se você ainda tem dúvidas sobre quando procurar um neurologista, o ideal é observar a frequência, a intensidade e os sintomas associados à dor. Um acompanhamento especializado pode evitar complicações futuras.

dor de cabeça muito forte nunca deve ser ignorada. Embora muitas vezes esteja relacionada a causas benignas, como enxaqueca ou tensão, ela também pode sinalizar condições que precisam de atenção médica rápida.

Fique atento aos sinais de alerta, evite a automedicação frequente e procure acompanhamento adequado. 

 

Veja também:

 

 

Bibliografia

 BRASIL. Ministério da Saúde. Acidente Vascular Cerebral (AVC). Gov.br, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/avc. Acesso em: 25 jul. 2025.

 BRASIL. Ministério da Saúde. AVC – Acidente Vascular Cerebral. BVSMS, 2024. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/avc-acidente-vascular-cerebral/. Acesso em: 25 jul. 2025.

 BRASIL. Ministério da Saúde. Acidente Vascular Cerebral (AVC) no adulto. Linhas de Cuidado – Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/acidente-vascular-cerebral-(AVC)-no-adulto/. Acesso em: 25 jul. 2025.