Revisado em: 23/02/2026
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A difteria forma membrana na garganta e pode liberar toxina perigosa; a sua transmissão ocorre por gotículas respiratórias e contato direto

Doença infecciosa grave e potencialmente fatal aponta bem para o que é a difteria. Ela é uma condição de saúde do tipo bacteriana, caracterizada pela formação de uma membrana espessa na garganta.
Além de ser responsável por esse quadro respiratório típico, pode liberar uma toxina capaz de atingir órgãos vitais. A sua evolução pode ser rápida e causar complicações. Então é importante entender como ocorre a transmissão, quais são os sintomas e como funciona o tratamento.
A infecção pode comprometer principalmente as vias aéreas superiores, mas também atingir a pele e outras mucosas. Em casos mais graves, pode provocar danos ao coração, rins e sistema nervoso.
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A difteria é uma doença transmissível causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae. Esta bactéria afeta principalmente as amígdalas, faringe, laringe e nariz. Mas também pode afetar outras partes do corpo como a pele e as mucosas.
O grande perigo da doença não está apenas na infecção em si, mas na toxina potente que a bactéria libera no organismo. Pois é possível que a toxina se espalhe pela corrente sanguínea e cause danos irreversíveis ao coração, rins e sistema nervoso.
Ela é caracterizada pela formação de membranas branco-acinzentadas nas amígdalas e áreas adjacentes, que podem dificultar a respiração. A difteria pode ser considerada uma condição grave e fatal.
A sua ocorrência é maior em áreas onde as condições econômicas são precárias, em locais com aglomeração de pessoas e com registros de baixa cobertura vacinal. A depender do local de acometimento ela pode ser considerada uma difteria: cutânea, nasal, amigdaliana ou faríngea e difteria laríngea.
A transmissão ocorre principalmente por via respiratória, através de gotículas eliminadas pela tosse, espirro ou fala de uma pessoa doente ou portadora da bactéria. O contato direto com lesões cutâneas infectadas também é uma importante via de contágio.
O tempo entre a infecção e o aparecimento dos sintomas (período de incubação) costuma variar de 1 a 6 dias. Uma pessoa infectada pode transmitir a infecção por até duas semanas após o início dos sintomas.
A disseminação também pode ocorrer mesmo quando o paciente não apresentar sintomas visíveis. Ela pode durar mais de seis meses se não houver tratamento. Pessoas não vacinadas contra a doença de qualquer idade, raça ou sexo estão mais suscetíveis.
Os sintomas da difteria costumam surgir após seis dias da exposição ao patógeno. Aquele que é mais característico é o surgimento de uma membrana espessa e acinzentada (pseudomembrana) que recobre as amígdalas e outras estruturas da garganta.
Uma discreta dor de garganta pode estar presente, assim como gânglios linfáticos no pescoço inchados, dificuldade em respirar ou respiração rápida em casos graves. Além de palidez, febre não muito elevada e mal-estar geral. Algumas pessoas podem apresentar sintomas leves ou até mesmo serem assintomáticas.
O diagnóstico inicial é clínico, baseado na análise dos sintomas e características típicas da doença por um profissional de saúde. Para realizar a confirmação laboratorial é necessário fazer a coleta de secreção da nasofaringe para cultura. Ela deve ser realizada para identificar a bactéria causadora: Corynebacterium diphtheriae.
Em casos de suspeita de difteria cutânea, amostras das lesões da pele devem ser coletadas. A realização do diagnóstico diferencial é importante para distinguir a difteria de outras condições com sintomas semelhantes, como amigdalite estreptocócica, crupe viral e epiglotite aguda.
O recomendado é que o tratamento para difteria seja iniciado o mais rápido possível. Ele consiste na administração de soro antidiftérico (SAD), que tem como propósito inativar a toxina produzida pela bactéria. O SAD é administrado em ambiente hospitalar.
Além do soro, antibióticos com a penicilina ou eritromicina também podem ser utilizados por cerca de 14 dias. O objetivo é eliminar as bactérias e interromper a transmissão. Os pacientes costumam ser internados e isolados para evitar a propagação da infecção.
A difteria pode causar complicações graves que incluem insuficiência respiratória, problemas cardíacos (miocardite), problemas neurológicos e insuficiência renal. Por isso, é recomendado buscar ajuda médica a partir do surgimento de algum sinal.
O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível. Quando não tratada, ela pode ser fatal.
A vacinação é a principal e mais eficaz forma de prevenção e controle da difteria. No Brasil, o imunizante chamado pentavalente é administrado em crianças. Ele inclui proteção não só contra a difteria, mas também contra o tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b (meningite e pneumonia) e hepatite B.
Ele é o primeiro do esquema vacinal, sendo aplicado aos 2, 4 e 6 meses de idade. Aos 15 meses e aos 4 anos deve ser feito o reforço com a DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche. De acordo com o Ministério da Saúde, o quantitativo de casos no Brasil se tornou raro após o surgimento dessa vacina.
O esquema se completa com a vacina dupla adulto (dT). A sua administração deve ser realizada a cada 10 anos para adolescentes e adultos. Mesmo quem já teve a doença deve se vacinar, pois a infecção natural não garante a imunidade permanente.
A doença é potencialmente grave. O que diz muito sobre o que é a difteria. Ela é capaz de provocar complicações cardíacas, neurológicas e respiratórias quando não tratada rapidamente. Por isso, investir na prevenção por meio da vacinação é sempre a melhor opção.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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