Revisado em: 06/02/2026
Resuma este artigo com IA:
A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico e não é contagiosa; o dia da epilepsia promove informação e combate mitos sobre a condição

O dia da epilepsia é uma data dedicada à conscientização mundial sobre uma condição neurológica que ainda é cercada por desinformação, estigmas e preconceitos.
A iniciativa busca ampliar o conhecimento da população sobre o que é a epilepsia, suas causas, sintomas e formas de tratamento, além de orientar sobre como agir diante de uma crise.
Ao promover informação de qualidade, a data reforça a importância do diagnóstico precoce, do acesso adequado aos cuidados de saúde e da inclusão social das pessoas que convivem com a condição.
Cuidar do distúrbio é possível com acompanhamento adequado. O apoio médico promove uma vida de mais qualidade para o paciente. Marque uma consulta com um neurologista na Rede Américas.
O Dia Internacional da Epilepsia é uma data celebrada todos os anos na segunda-feira da segunda semana de fevereiro. Ela tem como objetivo principal aumentar a compreensão sobre o problema.
O Ministério da Saúde afirma que a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a disfunção acomete cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, cerca de 2% da população. Por isso é importante ter o dia da epilepsia.
Ele ajuda o público a aprender o que é a condição, desmistificar mitos e compreender melhor os desafios enfrentados pelos pacientes. O propósito é construir uma consciência que leve à empatia, inclusão e ação, combatendo a discriminação que muitas vezes isola o indivíduo da vida em sociedade.
Também ajuda a amplificar a voz de quem convive com o problema. Acontecem eventos e atividades em todo o mundo, como seminários, cobertura na mídia e campanhas nas mídias sociais. A data também foca no acesso equitativo a cuidados de saúde, educação, emprego e apoio social.
A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico caracterizado por uma predisposição persistente do cérebro em gerar crises epilépticas. As crises são uma atividade elétrica anormal dos neurônios que compõem o cérebro, resultando na emissão de sinais incorretos por alguns segundos ou minutos.
As chamadas crises convulsivas são recorrentes e podem ser de vários tipos, a depender da área afetada do cérebro. Uma única convulsão não significa epilepsia. Ela é definida pela ocorrência de duas ou mais convulsões não provocadas.
Leia também: Qual a diferença entre convulsão e epilepsia e quando buscar ajuda médica
Este é um dos maiores mitos que o dia da epilepsia busca combater. A epilepsia é uma condição neurológica e não uma doença infecciosa. Não se ‘pega’ pelo contato físico, saliva ou convivência com alguém que tenha a condição.
A disfunção neurológica pode ter várias causas, que podem variar de acordo com a faixa etária do paciente. Em metade dos casos diagnosticados a etiologia exata é desconhecida. Alguns dos possíveis fatores desencadeadores são:
As crises epilépticas são classificadas conforme as manifestações clínicas. Se elas envolvem apenas um lado do cérebro, o distúrbio é do tipo focal. Já se elas acontecerem nos dois lados do órgão e de maneira simultânea, a alteração é considera generalizada.
Os sintomas variam bastante a depender do tipo de crise. Um dos tipos mais conhecidos é a tônico-clônica, popularmente conhecida como convulsão. Nela, o indivíduo pode apresentar abalos musculares generalizados, salivação excessiva, morder a língua e perder o controle da urina e fezes.
Outros surtos podem ser mais sutis e difíceis de reconhecer, com alterações mais discretas de comportamento, olhar fixo e movimentos automáticos. Em crianças, as crises de ausência são comuns. Sendo elas caracterizadas por uma breve interrupção da atividade cerebral, olhar parado por alguns segundos ou movimentos automáticos das mãos.
O diagnóstico do distúrbio cerebral é essencialmente clínico. Tendo como base o histórico de saúde da pessoa e o relato de testemunhas da crise. Exames complementares como o eletroencefalograma (EEG), são fundamentais para identificar padrões de atividade elétrica cerebral anormal.
Em alguns casos, a ressonância magnética ou a tomografia computadorizada podem ser utilizadas para visualizar possíveis lesões estruturais ou tumores.
O tratamento visa controlar as descargas elétricas descontroladas e melhorar a qualidade de vida do paciente. A principal abordagem é a administração de medicamentos anticonvulsivantes. Boa parte dos indivíduos consegue controlar as crises com as medicações.
Se o tratamento medicamentoso for insuficiente para manter o controle necessário, outras opções podem ser consideradas. Quando as crises são localizadas em uma área do cérebro que pode ser removida com segurança, a remoção cirúrgica pode ser recomendada.
A dieta cetogênica costuma ser eficaz em crianças. Ela é rica em lipídeos, moderada em proteínas e pobre em carboidratos. O canabidiol é uma opção terapêutica, com resultados positivos e seguros. Em alguns casos, um dispositivo pode ser implantado para enviar impulsos elétricos ao cérebro e regular a atividade dos neurônios (Estimulador do Nervo Vago).
É possível prevenir algumas causas da doença. Para evitar a falta de oxigênio do feto ou do recém-nascido é necessário fazer o acompanhamento pré-natal adequado. Como forma de prevenção aos problemas cerebrovasculares, é preciso controlar doenças como a hipertensão e a diabetes.
Saber como agir é fundamental para garantir a segurança da pessoa. O Ministério da Saúde fornece orientações clara sobre como proceder. Veja a seguir:
Leia também: O que fazer em caso de convulsão: veja como e quando agir urgentemente
O dia da epilepsia desempenha um papel fundamental na luta contra o desconhecimento e o preconceito que ainda permeiam essa condição. Ao promover a conscientização e a educação, a data contribui para desmistificar a anomalia, incentivando o acolhimento e a inclusão social das pessoas que vivem com ela.
É um momento para reforçar a importância do diagnóstico precoce, do acesso a tratamentos eficazes e do apoio contínuo. De forma a garantir que todos os indivíduos com epilepsia possam ter uma vida com dignidade, respeito e qualidade, livres do estigma e da discriminação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES