Revisado em: 14/01/2026
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Dores na face ou dificuldades respiratórias podem ser resultados da coriza!

A coriza constante é uma queixa comum nos consultórios médicos e costuma gerar desconforto no dia a dia. Em muitos casos, o sintoma parece simples, mas pode indicar desde infecções leves até condições crônicas que exigem acompanhamento.
Entender as possíveis causas ajuda a buscar o cuidado adequado e evita tratamentos improvisados que nem sempre resolvem o problema.
Embora a coriza esteja frequentemente associada a gripes e resfriados, ela também pode ter relação com alergias, alterações hormonais, uso inadequado de medicamentos e outras condições de saúde.
Caso os sintomas persistam, agendar uma consulta com um infectologista pode ajudar a esclarecer o diagnóstico e definir o melhor tratamento.
Infectologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento desse tipo de quadro. A Rede Américas possui especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A coriza constante pode acontecer quando o revestimento interno do nariz produz secreção em excesso.
Essa resposta ocorre como forma de proteção do organismo diante de vírus, partículas irritantes ou alterações no funcionamento normal das vias aéreas. Quando o nariz escorre de forma contínua, é sinal de que algo está mantendo esse estímulo ativo.
As causas são variadas e nem sempre estão associadas a infecções. Algumas situações são temporárias, enquanto outras exigem acompanhamento médico para evitar piora dos sintomas ou surgimento de complicações.
Viroses que acometem as vias respiratórias superiores estão entre as causas mais comuns de nariz escorrendo. Quadros como gripe e resfriado irritam o revestimento interno do nariz, estimulando o organismo a produzir mais secreção como forma de defesa.
Na maior parte dos casos, a coriza tende a diminuir conforme a infecção evolui e costuma desaparecer em poucos dias. Quando o sintoma ultrapassa uma semana, retorna com frequência ou ocorre em intervalos curtos, é necessário avaliar a possibilidade de outras condições associadas ou de infecções repetidas.
Segundo dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI, 2024), estima-se que cerca de 30% dos brasileiros sofrem com crises de rinite.
A rinite alérgica surge quando o corpo reage de maneira exagerada a partículas presentes no ambiente, como poeira, ácaros, mofo, pólen ou pelos de animais. Essa resposta inflamatória atinge a mucosa nasal e provoca coriza de aspecto claro, além de espirros recorrentes e coceira no nariz.
Sem o controle adequado, a condição pode comprometer a qualidade de vida, incluindo:
Na rinite não alérgica, também chamada de vasomotora, não há envolvimento do sistema imunológico. O problema está relacionado a uma alteração na resposta dos vasos sanguíneos do nariz, que se dilatam diante de estímulos como mudanças de temperatura, cheiros intensos, poluição ou estresse.
A coriza costuma ser frequente e pode alternar com períodos de obstrução nasal. Como os sintomas se parecem com os da rinite alérgica, o diagnóstico depende da avaliação médica e da exclusão de alergias e infecções.
Na condição crônica, a coriza pode apresentar secreção mais espessa e alteração de cor, além de estar associada a dor facial, pressão na cabeça e redução do olfato. Um estudo da Universidade de São Paulo (2018), revelou que a sinusite crônica também pode prejudicar o sono e a qualidade de vida.
Como a sinusite tende a dificultar a respiração, os pesquisadores acreditam que essa situação possa prejudicar diretamente o tempo de sono
Os pólipos nasais são crescimentos benignos que se formam no interior do nariz ou dos seios da face devido a inflamações repetidas. Eles podem causar coriza persistente, sensação de nariz entupido e dificuldade para respirar pelo nariz.
Essa condição é mais comum em pessoas com rinite crônica, asma ou sinusite de repetição. O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames específicos, e o tratamento varia conforme o tamanho e o impacto dos pólipos na respiração.
Alterações hormonais também influenciam o funcionamento da mucosa nasal. Hormônios como o estrogênio podem aumentar a vascularização do nariz, favorecendo a produção de secreção e a sensação de nariz escorrendo.
Questões anatômicas como desvio de septo, podem prejudicar a ventilação e a drenagem adequada das secreções. Isso favorece o acúmulo de muco e o surgimento de coriza frequente.
A coriza constante também pode estar relacionada a situações específicas do dia a dia ou a condições do próprio organismo. O uso frequente de descongestionantes nasais, por exemplo, pode levar ao chamado efeito rebote.
Após um período inicial de melhora, o nariz passa a produzir ainda mais secreção e a congestão se intensifica, o que acaba mantendo o sintoma e dificultando a recuperação.
Alterações hormonais também influenciam o funcionamento da mucosa nasal. Durante a gestação, é comum o surgimento de coriza sem associação com infecções ou alergias, principalmente a partir da metade da gravidez.
Embora não represente um risco grave, esse quadro pode gerar bastante desconforto e exige cuidado redobrado, já que muitas medicações não são indicadas nesse período.
Outra possível causa é o refluxo gastroesofágico. Quando o conteúdo ácido do estômago retorna e alcança a garganta ou as vias aéreas superiores, ocorre irritação da mucosa, o que pode estimular a produção de secreção nasal.
Reduzir a coriza persistente depende de identificar o que está causando o sintoma. Algumas medidas gerais ajudam a aliviar o desconforto, mas não substituem a investigação médica quando o problema é recorrente.
Observar a frequência dos episódios, os fatores que pioram o quadro e a presença de outros sintomas ajuda a direcionar a avaliação e o tratamento.
Os cuidados em casa podem não ser suficientes e por isso é importante observar quando é a hora de buscar ajuda médica.
É recomendado buscar atendimento médico quando a coriza se prolongar por muitos dias, ocorre com frequência ou vem acompanhada de dor facial, febre prolongada ou dificuldade para respirar.
Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas devem ter atenção especial, pois apresentam maior risco de complicações. Lembre-se que não existe um único medicamento que resolva todos os casos de coriza constante. O tratamento mais eficaz depende da causa do sintoma e deve ser individualizado.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
BRASIL. Agência Fiocruz de Notícias. Infogripe: casos de SRAG seguem em crescimento em parte do país. Disponível em: https://fiocruz.br/noticia/2025/06/infogripe-casos-de-srag-seguem-em-crescimento-em-parte-do-pais. Acesso em: 09 de jan. de 2026.
ASBAI. Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. 2024. Rinite está entre as alergias mais prevalentes na população brasileira. Disponível em: https://asbai.org.br/rinite-esta-entre-as-alergias-mais-prevalentes-na-populacao-brasileira/. Acesso em: 09 de jan. de 2026.
FONSECA, Luciana Mazoti Lopes da. Qualidade de vida, qualidade de sono, transporte mucociliar, citocinas inflamatórias e endotipos na rinite alérgica e na rinossinusite crônica. 2018. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5143/tde-27022019-163603/publico/LucianaMazotiLopesdaFonseca.pdf. Acesso em: 09 de jan. de 2026.
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