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Como diminuir o colesterol ruim de forma eficaz e com medidas práticas?

Entenda o que é o colesterol LDL, por que ele é um risco para a saúde e quais passos práticos você pode dar para controlá-lo.

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Aquele momento de abrir o resultado de um exame de sangue pode gerar certa apreensão. Ao percorrer as linhas e siglas, um termo se destaca: LDL. Quando o número ao lado está acima do recomendado, a preocupação é imediata e a pergunta que surge é quase universal: e agora, como diminuir o colesterol ruim?

A boa notícia é que, na maioria dos casos, a resposta está em suas mãos. Ajustes no estilo de vida, especialmente na alimentação e na rotina de atividades físicas, têm um impacto direto e significativo no controle desses níveis. Entender como essas mudanças funcionam é o primeiro passo para proteger sua saúde cardiovascular.

Cardiologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento de colesterol alto. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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O que é colesterol ruim (LDL) e por que ele é um problema?

colesterol é uma substância gordurosa essencial para o funcionamento do corpo, participando da produção de hormônios e vitaminas. Ele é transportado no sangue por partículas chamadas lipoproteínas. 

As duas principais são a LDL (Lipoproteína de Baixa Densidade) e a HDL (Lipoproteína de Alta Densidade). Mesmo sendo conhecido como 'colesterol ruim', o LDL desempenha um papel ativo nas células, estimulando a adesão e movimentação celular, que são processos importantes para a sua função.

O LDL é popularmente conhecido como "colesterol ruim" porque, em excesso, ele pode se depositar na parede das artérias. Esse acúmulo gradual forma placas de gordura, um processo chamado aterosclerose. 

Com o tempo, essas placas podem restringir o fluxo sanguíneo ou se romper, causando a formação de coágulos que levam a eventos graves como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Níveis muito altos de colesterol LDL, acima de 160 mg/dL, podem aumentar de forma considerável o risco de parada cardíaca súbita, especialmente em pessoas com diabetes.

Por outro lado, o HDL é o "colesterol bom", pois atua como um "faxineiro", removendo o excesso de colesterol das artérias e levando-o de volta ao fígado para ser eliminado. Portanto, o objetivo é manter o LDL baixo e o HDL em níveis adequados.

Leia também: Principais causas das doenças cardiovasculares

Quais são as principais causas do colesterol ruim alto?

O aumento do colesterol LDL pode ser influenciado por uma combinação de fatores, sendo os mais comuns relacionados ao estilo de vida. No entanto, a genética também desempenha um papel importante.

  • Alimentação inadequada: uma dieta rica em gorduras saturadas (presentes em carnes gordas, pele de aves, laticínios integrais) e gorduras trans (encontradas em alimentos ultraprocessados, biscoitos, sorvetes e frituras) é a principal causa dietética.
  • Sedentarismo: a falta de atividade física regular contribui para o aumento do LDL e a diminuição do HDL.
  • Excesso de peso: a obesidade e o sobrepeso estão diretamente ligados a alterações no perfil lipídico.
  • Tabagismo: o cigarro danifica a parede dos vasos sanguíneos, facilitando o depósito de colesterol, além de reduzir os níveis de HDL.
  • Fatores genéticos: algumas pessoas têm uma predisposição familiar para produzir mais colesterol LDL, condição conhecida como hipercolesterolemia familiar.

Como a alimentação pode ajudar a diminuir o colesterol LDL?

A estratégia nutricional é a base para o controle do colesterol. Ela se concentra em incluir alimentos que ativamente reduzem o LDL e limitar aqueles que o aumentam. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça a dieta como um pilar para a prevenção de doenças cardiovasculares.

Alimentos para incluir na sua dieta

Alguns alimentos contêm compostos que ajudam a "bloquear" a absorção de colesterol no intestino ou a removê-lo da circulação. Considere adicionar os seguintes itens ao seu cardápio:

  • Aveia e cevada: são ricas em fibras solúveis, que se ligam ao colesterol no sistema digestivo e ajudam a eliminá-lo do corpo.
  • Oleaginosas: nozes, amêndoas e castanhas são fontes de gorduras mono e poli-insaturadas, que ajudam a reduzir o LDL.
  • Peixes ricos em ômega-3: salmão, sardinha e atum contêm gorduras saudáveis que beneficiam a saúde do coração.
  • Azeite de oliva extravirgem: é uma excelente fonte de gorduras monoinsaturadas e antioxidantes.
  • Leguminosas: feijão, lentilha, grão-de-bico e soja são ricos em fibras e ajudam a diminuir a absorção de colesterol.
  • Frutas e vegetais: maçã, uva, morango e frutas cítricas são ricas em pectina, um tipo de fibra solúvel. Vegetais como quiabo e berinjela também são boas fontes.

Alimentos que devem ser evitados ou consumidos com moderação

Assim como é importante adicionar, também é crucial subtrair. Reduzir a ingestão de certos alimentos é fundamental para baixar o colesterol LDL.

Grupo de Alimento

Exemplos

Motivo

Gorduras Saturadas

Carnes vermelhas gordas, pele de frango, bacon, manteiga, laticínios integrais.

Elevam diretamente os níveis de colesterol LDL no sangue.

Gorduras Trans

Margarinas, biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, alimentos fritos e ultraprocessados.

Aumentam o LDL ("ruim") e diminuem o HDL ("bom"), sendo o pior tipo de gordura para o coração.

Alimentos Ultraprocessados

Comidas prontas congeladas, macarrão instantâneo, embutidos (salsicha, presunto).

Geralmente ricos em gorduras saturadas, trans, sódio e açúcares.

É importante notar que, apesar da crença popular, o consumo de óleo de coco geralmente não eleva o colesterol ruim (LDL). Pesquisas indicam que ele pode até aumentar o colesterol bom (HDL) em média 5,8% e reduzir os triglicerídeos, contribuindo para um perfil de risco cardíaco mais favorável.

Trocar gorduras saturadas, como as encontradas em carnes gordas e frituras, por gorduras insaturadas, presentes em alimentos como azeite e abacate, pode diminuir o colesterol LDL em cerca de 0,50 mmol/L em apenas quatro semanas. Essa substituição dietética reforça a importância de escolhas conscientes para a saúde do coração.

Qual o papel da atividade física na redução do colesterol?

O exercício físico é um aliado poderoso. A prática regular de atividades aeróbicas, como caminhada rápida, corrida, ciclismo ou natação, ajuda a aumentar os níveis de HDL, o colesterol bom. O HDL atua removendo o excesso de LDL da circulação.

A recomendação geral é de pelo menos 150 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana, distribuídos ao longo dos dias. Além de impactar o colesterol, o exercício ajuda no controle do peso, da pressão arterial e da glicemia, fatores de risco adicionais para doenças cardíacas.

Que outras mudanças no estilo de vida são importantes?

Além da dieta e do exercício, outras atitudes contribuem significativamente para a saúde do seu coração.

  • Cessar o tabagismo: parar de fumar é uma das melhores decisões para a saúde cardiovascular, pois melhora os níveis de HDL rapidamente.
  • Moderar o consumo de álcool: o excesso de álcool pode levar ao aumento dos triglicerídeos e da pressão arterial.
  • Gerenciar o peso: perder o excesso de peso, mesmo que seja uma pequena porcentagem, já pode ajudar a diminuir o colesterol LDL.

Em quanto tempo é possível ver os resultados?

Não existe uma resposta única, pois o tempo para baixar o colesterol varia de pessoa para pessoa, dependendo dos níveis iniciais, da adesão às mudanças e de fatores genéticos. Geralmente, com dedicação à dieta e aos exercícios, é possível observar uma melhora significativa nos exames de sangue em cerca de três a seis meses.

O mais importante é a consistência. Adotar essas mudanças como um novo estilo de vida, e não como uma solução temporária, é o que garantirá resultados duradouros e a proteção da sua saúde a longo prazo.

Quando é necessário procurar ajuda médica?

Sempre. Embora as mudanças no estilo de vida sejam a primeira linha de tratamento, o acompanhamento médico é indispensável. Um profissional de saúde poderá solicitar os exames corretos, interpretar os resultados e definir as metas de LDL ideais para você, considerando seu histórico e outros fatores de risco.

Além disso, um nutricionista pode elaborar um plano alimentar personalizado e seguro. Em alguns casos, especialmente quando há fatores genéticos envolvidos ou quando as mudanças de hábitos não são suficientes, o médico pode indicar o uso de medicamentos, como as estatinas, para ajudar a controlar o colesterol. Por exemplo, a Fluvastatina, um tipo de estatina, pode reduzir o colesterol LDL entre 15% e 33%, dependendo da dose (10 a 80 mg/dia). Lembre-se, nunca se automedique.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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