25/08/2025
Revisado em: 25/08/2025
Aquela queimação incômoda pode ser controlada com pequenas mudanças; veja como aliviar a acidez e ter mais bem-estar no seu dia a dia.
Aquela dor no estômago que se manifesta como queimação ou um peso após a refeição é uma das queixas mais comuns da rotina. Justamente por sua frequência, muitas vezes o sintoma é ignorado. Porém, entender como diminuir a acidez do estômago é o que permite encontrar o alívio e o cuidado corretos.
O nosso estômago produz o potente ácido clorídrico por duas razões principais: ele é necessário para quebrar as proteínas dos alimentos que comemos e para criar um ambiente hostil que elimina bactérias e outros micro-organismos que ingerimos. Dessa forma, ele é um agente da digestão e uma barreira de defesa ao mesmo tempo.
Para não ser danificado por essa substância, o estômago possui um escudo natural: uma espessa camada de muco que reveste sua parede interna, neutralizando a acidez. A queimação e a dor no estômago surgem quando esse equilíbrio delicado é quebrado.
Isso pode acontecer por uma produção excessiva de ácido, frequentemente estimulada pelo estresse, pelo jejum prolongado ou pelo consumo de certos alimentos. Outra causa comum é uma falha na barreira protetora, que pode ser enfraquecida pelo uso de anti-inflamatórios, pelo álcool ou pelo tabagismo.
Quando a acidez supera a proteção, a parede do estômago fica irritada e inflamada. É essa agressão que causa a sensação de queimação (azia), o principal sintoma de condições como gastrite e refluxo.
Durante uma crise de queimação, a alimentação pode ajudar a acalmar o sistema digestivo. A estratégia é optar por alimentos com baixa acidez, que contribuem para neutralizar o excesso de ácido e proteger a mucosa do estômago.
Muitas vezes, a causa da acidez excessiva está em hábitos da rotina que podem ser modificados. Por exemplo, a forma e o momento em que comemos têm um impacto direto.
O jejum prolongado deixa o ácido gástrico agir diretamente sobre a parede do estômago vazia, o que pode causar dor e irritação. Em contrapartida, as refeições muito volumosas aumentam a pressão dentro do órgão, o que pode forçar a válvula do esôfago a se abrir e permitir o retorno do ácido.
A postura após as refeições também é um fator decisivo. O hábito de deitar logo após comer é um dos principais vilões, pois na posição horizontal a gravidade deixa de atuar como uma barreira natural contra o refluxo e facilita o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago.
Já substâncias como a nicotina (do cigarro) e o álcool são agressores diretos do sistema digestivo. Elas relaxam o esfíncter esofágico inferior, a válvula que separa o esôfago do estômago, o que permite que o conteúdo ácido retorne com mais facilidade.
Outros itens, como a cafeína, as frituras e os alimentos muito condimentados, podem aumentar a produção de ácido ou retardar o esvaziamento do estômago, prolongando a sensação de desconforto.
A acidez sentida como azia ou queimação não é uma doença em si, mas sim um sintoma. Ela é a manifestação de que algo está irritando a parede do sistema digestivo, e pode estar ligada a duas condições principais, que muitas vezes se confundem.
Uma queimação ocasional pode ser aliviada com as dicas que mencionamos. Porém, a persistência do sintoma é um sinal de que o corpo precisa de uma avaliação mais aprofundada.
A orientação é procurar um clínico geral ou um gastroenterologista quando a acidez se torna recorrente, acontecendo duas ou mais vezes por semana, ou quando não melhora com as mudanças de hábitos.
A avaliação médica se torna ainda mais necessária na presença de "sinais de alarme". De acordo com as diretrizes da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), esses são sintomas que, associados à queimação, podem indicar condições mais sérias e exigem uma investigação, muitas vezes com a realização de uma endoscopia.
Logo, fique atento se a acidez vier acompanhada de:
O desconforto de uma dor no estômago não deve ser uma parte normal da sua rotina. Apesar da maioria das causas serem simples, a persistência do sintoma é um sinal do seu corpo pedindo atenção.
Investigar a causa é o primeiro passo para recuperar o bem-estar físico e também a tranquilidade nas suas escolhas diárias.
Referências bibliográficas:
FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE GASTROENTEROLOGIA (FBG). Dispepsia Funcional. São Paulo: FBG, [s.d.]. Disponível em: https://amb.org.br/files/_BibliotecaAntiga/refluxo-gastroesofagico-diagnostico-e-tratamento.pdf. Acesso em: 15 ago. 2025
MINISTÉRIO DA SAÚDE (Brasil). Guia Alimentar para a População Brasileira. 2. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 15 ago. 2025.
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