Revisado em: 15/01/2026
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Saiba como acabar com as lêndeas e piolhos. Conheça os métodos mais usados!

A infestação por Pediculus humanus capitis (piolho), conhecida também como pediculose, é um problema comum, especialmente entre crianças em idade escolar. Apesar de não estar relacionada à falta de higiene, a presença de piolhos e lêndeas causa coceira intensa, desconforto e preocupação nas famílias. Saber como acabar com as lêndeas e piolhos de forma correta reduz a necessidade de tratamentos repetidos.
Os piolhos se espalham principalmente pelo contato direto entre as cabeças. Objetos pessoais também podem participar da transmissão, embora com menor frequência. A escova de cabelo acaba sendo o principal objeto de cuidado pelo contato direto com o couro cabeludo. Fronhas e lençóis também costumam entrar na lista, mas o risco é bem menor.
Um estudo realizado em 2023 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), demonstrou que a pediculose de cabeça pode atingir ambos os sexos, sendo mais predominante em crianças de 10 a 12 anos, principalmente as com cabelos mais longos.
Pediatras são os especialistas recomendados para o acompanhamento desse quadro nas crianças. Agendar uma consulta permite esclarecer dúvidas, receber orientações individualizadas e adotar medidas seguras para proteger toda a família, especialmente quando há recorrência da infestação.
A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O controle da pediculose exige um cuidado constante. O que acontece é que enquanto alguns piolhos são exterminados durante o tratamento, algumas lêndeas acabam ficando para trás.
Para acabar com as lêndeas e piolhos, é importante fazer uso do pente fino no controle inicial. Ele remove piolhos vivos e lêndeas aderidas aos fios. Apesar de não ser um remédio para piolho em crianças ou adultos, o vinagre pode facilitar a soltura das lêndeas, pois ajuda a reduzir a aderência do ovo ao cabelo.
Apesar de ser uma prática comum em lares brasileiros, o vinagre não tem ação comprovada para matar piolhos. Acompanhamentos realizados pelo Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) (2024) mostraram que o vinagre é um complemento ao tratamento.
Alguns xampus e loções específicas podem ser encontrados em farmácias, mas é importante que sua prescrição seja feita por um médico. Loções com Permetrina são indicações comuns, classificadas como inseticidas piretróides sintéticos, mas devem ser usadas sob indicação médica para evitar o risco de alergias e outras complicações.
Após o uso, é fundamental limpar o pente com água quente e descartar corretamente os resíduos.
O uso do vinagre costuma ocorrer apenas como auxiliar mecânico, por cerca de 20 a 30 minutos, antes da passagem do pente fino. Deixar o produto por mais tempo não aumenta a eficácia e pode irritar o couro cabeludo, principalmente em pessoas com a pele mais sensível.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), roupas, fronhas, toalhas, bonés e acessórios usados recentemente por quem está sofrendo com piolhos, devem ser lavados em água quente, acima de 50 °C.
Escovas e pentes podem ser deixados de molho em água quente por pelo menos 10 minutos. Esse cuidado ajuda a reduzir o risco de reinfecção, mesmo que os piolhos sobrevivam pouco tempo fora do couro cabeludo.
Em casos persistentes, o médico pode indicar loções e shampoos com princípios ativos específicos, aprovados por órgãos reguladores. Em situações mais raras, especialmente quando há falha repetida do tratamento tópico, pode ser considerada medicação oral, sempre com prescrição e acompanhamento profissional.
A repetição do tratamento após cerca de 9 dias é fundamental. Esse intervalo corresponde ao ciclo de eclosão das lêndeas que possam ter permanecido viáveis. A ausência dessa etapa está entre as principais causas de retorno da infestação.
Segundo informações do Instituto Oswaldo Cruz (2024), o ideal é evitar compartilhar objetos pessoais, especialmente escovas de cabelo. Também é recomendado fazer o uso constante de pente fino para combater e prevenir a pediculose.
Já um estudo divulgado pela American Academy of Pediatrics (2022) explicou que o verdadeiro risco está no contato de cabeça a cabeça. O estudo afirma que a infestação indireta por meio de pertences pessoais é mais improvável e que o foco deve ser reduzir o número de piolhos na cabeça infestada. Acontece que os piolhos encontrados em pentes, escovas, bonés e capacetes, provavelmente estão mortos ou quase.
Apesar de a pediculose ser uma condição comum, nem sempre o controle acontece de forma simples. Em alguns casos, mesmo seguindo corretamente as orientações de higiene e repetição do tratamento, os piolhos e as lêndeas podem persistir.
A coceira constante pode provocar feridas no couro cabeludo, aumentando o risco de infecções bacterianas secundárias. Crianças pequenas, pessoas com pele sensível ou histórico de dermatites seborreicas ou atópicas também podem apresentar reações adversas a produtos tópicos usados sem orientação.
Nessas situações, a avaliação por um profissional de saúde é importante para confirmar o diagnóstico, indicar o tratamento mais adequado e orientar o uso correto de loções, shampoos ou, quando necessário, medicamentos orais.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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Castro, et al. (2023). Epidemiological aspects of pediculosis by Pediculus humanus capitis (Phthiraptera: Pediculidae) in Minas Gerais: a systematic review. Cadernos Saúde Coletiva, 31(1), e30040425. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cadsc/a/HwMNz3vkDffV7NMtJZ6C3Kj/. Acesso em 08 de jan. de 2026.
BRASIL. Impactos da tragédia no RS: especialista alerta para prevenção a piolhos em abrigos (2024). Disponível em: https://www.ioc.fiocruz.br/noticias/tragedia-rio-grande-sul-especialista-alerta-prevencao-piolhos-abrigos. Acesso em 08 de jan. de 2026.
DAWN, Nolt et al. Comitê de Doenças Infecciosas, Comitê de Prática e Medicina Ambulatorial, Seção de Dermatologia; Piolhos. Pediatria outubro de 2022; 150 (4): e2022059282. 10.1542/peds.2022-059282. Disponível em: https://publications.aap.org/pediatrics/article/150/4/e2022059282/189566/Head-Lice. Acesso em 08 de jan. de 2026.
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