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Amigdalectomia trata infecções e obstruções recorrentes; indicada para amigdalites frequentes ou apneia do sono

Aquela dor de garganta que volta com uma frequência incômoda, muitas vezes acompanhada de febre e dificuldade para engolir, pode ser um sinal de amigdalite de repetição.
Quando os tratamentos com medicamentos já não resolvem o problema, a recomendação de uma cirurgia para retirar as amígdalas pode surgir, gerando dúvidas e ansiedade. Entender o porquê dessa indicação e como funciona todo o processo é o primeiro passo para uma decisão tranquila e uma recuperação bem-sucedida.
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A amigdalectomia é o procedimento cirúrgico para a remoção das amígdalas palatinas, duas massas de tecido linfoide localizadas no fundo da garganta. Essas estruturas fazem parte do sistema imunológico e atuam como uma das primeiras barreiras de defesa contra vírus e bactérias que entram pelo nariz e pela boca.
Ao remover as amígdalas, o objetivo é eliminar definitivamente o tecido que é fonte de inflamações frequentes, tratando assim as infecções recorrentes ou dificuldades respiratórias.
Mas em algumas pessoas, elas podem se tornar mais um foco de problemas do que uma solução. Quando inflamam repetidamente (amigdalite) ou crescem a ponto de atrapalhar a respiração, sua remoção pode trazer mais benefícios do que a manutenção.
A decisão de realizar uma amigdalectomia não é baseada apenas na presença de dor de garganta. Um médico otorrinolaringologista avalia um conjunto de fatores e critérios clínicos bem estabelecidos.
As indicações mais comuns são divididas em dois grandes grupos: infecciosas e obstrutivas. É essencial que o procedimento seja recomendado apenas para casos de infecções de garganta frequentes e severas, assegurando que o procedimento traga benefícios reais e significativos para a saúde do paciente.
Este é o motivo mais conhecido. Os critérios médicos geralmente consideram a remoção quando o paciente apresenta:
Infecções que resultam em complicações, como um abscesso periamigdaliano (acúmulo de pus atrás da amígdala), também podem justificar a indicação cirúrgica.
Em crianças e também em adultos, as amígdalas podem ter um tamanho aumentado, condição chamada de hipertrofia.
Esse volume excessivo pode bloquear parcialmente a passagem de ar durante o sono, causando roncos altos e, em casos mais graves, a apneia obstrutiva do sono. Nesses quadros, a criança ou o adulto para de respirar por breves momentos várias vezes durante a noite, o que afeta a qualidade do sono e a oxigenação do corpo.
A cirurgia também pode ser recomendada em casos de inflamação crônica com formação de cáseos (pequenas massas amareladas de mau cheiro), dificuldade persistente para engolir ou suspeita de tumores, embora esta última seja uma situação mais rara.
O procedimento é considerado seguro e relativamente rápido. Ele é feito em ambiente hospitalar para garantir toda a segurança ao paciente.
Antes da intervenção cirúrgica, o médico solicitará exames de sangue para avaliar a coagulação e a saúde geral do paciente. É necessário um período de jejum, geralmente de oito horas, para evitar complicações com a anestesia.
A amigdalectomia dura entre 30 e 60 minutos e é realizada sob anestesia geral, ou seja, o paciente dorme durante todo o processo. O cirurgião acessa as amígdalas pela boca, sem a necessidade de realizar cortes na pele do rosto ou pescoço.
Existem diferentes técnicas para remover o tecido, como a dissecção com bisturi tradicional, tesouras ou o uso de eletrocautério, que ajuda a controlar o sangramento. Técnicas modernas, como a intracapsular, visam preservar parte dos tecidos.
Isso pode diminuir a dor pós-operatória e reduzir os riscos de sangramento e desidratação. Consequentemente, o paciente pode retornar à alimentação normal mais rapidamente, contribuindo para uma recuperação mais confortável.
Como todo procedimento cirúrgico, a amigdalectomia envolve benefícios claros e alguns riscos que devem ser conhecidos.
O benefício mais evidente é a redução drástica ou a eliminação das infecções de garganta. Para pacientes com problemas obstrutivos, a melhora na respiração, a diminuição dos roncos e a resolução da apneia do sono resultam em uma qualidade de vida significativamente maior.
A complicação mais comum é o sangramento no local da cirurgia, que pode ocorrer logo após o procedimento ou, mais frequentemente, entre o 5º e o 10º dia, quando a crosta de cicatrização se solta.
Embora a incidência seja baixa, é o principal motivo de atenção no pós-operatório. Outros riscos incluem reações à anestesia, dor e dificuldade para engolir durante a recuperação, que são esperados e controlados com medicação.
É importante saber que adultos têm um risco de sangramento pós-operatório até três vezes maior do que crianças. No entanto, o avanço das tecnologias cirúrgicas modernas têm contribuído para reduzir significativamente a chance de tais complicações, tornando o procedimento mais seguro para todos os grupos etários.
O período pós-operatório é a fase que exige mais cuidados do paciente. A recuperação completa leva, em média, de 10 a 14 dias. A dor de garganta é o sintoma mais presente, podendo irradiar para os ouvidos. O médico prescreverá analgésicos e anti-inflamatórios para controlar o desconforto.
A dieta é uma parte essencial da recuperação para evitar sangramentos e facilitar a cicatrização. A regra geral é priorizar alimentos líquidos ou pastosos e, principalmente, frios ou gelados nos primeiros dias.
É fundamental beber bastante líquido para se manter hidratado e ajudar na limpeza da garganta.
O repouso é mandatório, principalmente na primeira semana. Deve-se evitar falar em excesso, fazer esforço físico, como levantar peso ou praticar esportes, e se expor ao sol. O retorno ao trabalho ou à escola geralmente ocorre após 10 a 14 dias, dependendo da avaliação médica e da evolução do paciente.
Algumas dúvidas são muito comuns entre os pacientes que consideram o procedimento.
A voz pode soar um pouco diferente, mais anasalada, nos primeiros dias devido ao inchaço na região. No entanto, a remoção não afeta as cordas vocais, e a voz tende a voltar ao normal após a recuperação completa. Em alguns casos, a voz pode até ficar com uma ressonância mais "limpa", pois a obstrução foi removida.
A cirurgia de adenoamigdalectomia, que remove tanto as amígdalas quanto a adenoide (tecido linfoide localizado atrás do nariz), é muito comum, principalmente em crianças. A indicação conjunta ocorre quando ambos os tecidos estão causando problemas obstrutivos ou infecciosos.
O custo de uma amigdalectomia na rede privada pode variar significativamente. O procedimento é coberto pela maioria dos planos de saúde quando há indicação médica.
No Sistema Único de Saúde (SUS), a cirurgia também é realizada gratuitamente, mediante encaminhamento e avaliação de um especialista da rede pública, podendo haver uma fila de espera a depender da localidade.
A decisão pela cirurgia de amigdalite deve ser sempre tomada em conjunto com um médico otorrinolaringologista, que poderá avaliar os benefícios para a sua qualidade de vida e esclarecer todas as suas dúvidas. Seguir as orientações pré e pós-operatórias é o caminho para um procedimento seguro e uma recuperação tranquila.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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