Resuma este artigo com IA:
A conexão entre a descamação do couro cabeludo e o aumento da queda capilar é indireta, mas real e merece atenção.

A cena é familiar para muitos: você passa a mão pelos cabelos ou veste uma roupa escura e nota pequenos pontos brancos nos ombros. Ao mesmo tempo, percebe que a escova ou o ralo do chuveiro têm acumulado mais fios do que o normal. A primeira pergunta que surge é inevitável: será que uma coisa está causando a outra?
Diretamente, a caspa não faz o cabelo cair. Os flocos brancos que você vê são apenas células mortas da pele do couro cabeludo descamando de forma acelerada. No entanto, a condição que causa a caspa intensa, conhecida como dermatite seborreica, cria um ambiente hostil para os folículos capilares.
A dermatite seborreica, a principal causa da caspa, é um problema de saúde comum em todo o mundo. Trata-se de uma inflamação crônica do couro cabeludo, muitas vezes desencadeada pela reação do organismo ao fungo Malassezia. Em casos mais graves, essa condição pode levar a sintomas como a perda de cabelo e o espessamento do couro cabeludo. É essa inflamação que pode causar o enfraquecimento e a queda dos fios, tornando a queda capilar uma consequência do processo inflamatório, e não um sintoma direto da caspa.
Dermatologistas são os especialistas mais indicados para o acompanhamento desse tipo de quadro. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Um couro cabeludo saudável é a base para um cabelo forte. Quando essa base está inflamada e desequilibrada, o ciclo de crescimento do cabelo é diretamente afetado. A inflamação crônica no couro cabeludo, causada pela dermatite seborreica, pode levar à queda de cabelo a longo prazo, contribuindo para o aumento da perda de fios (conhecido como eflúvio telógeno) e para a quebra capilar, especialmente quando há coceira intensa.
Além da perda de fios provocada pela dermatite seborreica grave no couro cabeludo, ela pode agravar outras condições de queda de cabelo já existentes, como a alopecia telógena e a alopecia androgenética, pois a inflamação atua como um fator central da doença. Esse quadro, o de alopecia androgenética, ocorre por uma combinação de fatores, incluindo a liberação de substâncias inflamatórias.
A inflamação causada pela dermatite seborreica provoca uma coceira intensa. O ato de coçar vigorosamente e com frequência agride o couro cabeludo e a base dos fios. Essa fricção constante pode danificar a cutícula do cabelo, quebrar a haste capilar e até mesmo arrancar fios que ainda estavam em fase de crescimento.
Todos nós temos um fungo chamado Malassezia globosa vivendo em nosso couro cabeludo. Em condições normais, ele é inofensivo. Porém, em pessoas com predisposição à dermatite seborreica, o sistema imune reage de forma exagerada à sua presença, desencadeando a inflamação e a produção acelerada de células da pele, que geram a caspa.
A caspa severa, que é a dermatite seborreica, é uma inflamação crônica que aumenta a presença de várias substâncias inflamatórias no couro cabeludo, como as citocinas IL-17 e TNF-α. A longo prazo, a ação dessas substâncias pode enfraquecer e comprometer o folículo capilar, que é a estrutura onde o cabelo nasce e cresce.
A dermatite seborreica está frequentemente associada a um aumento na produção de sebo. Esse excesso de oleosidade pode se acumular ao redor dos folículos pilosos. Embora não os "sufoque" completamente, esse ambiente gorduroso favorece a proliferação da Malassezia e intensifica a resposta inflamatória, prejudicando a saúde da raiz do cabelo.
É normal perder entre 50 e 100 fios de cabelo por dia. A queda se torna preocupante quando você nota um aumento significativo desse volume, associado a outros sinais. Observe se a sua queda de cabelo vem acompanhada de:
Se você apresenta esses sintomas de forma combinada, é muito provável que a saúde do seu couro cabeludo esteja impactando o ciclo de vida dos seus fios.
O foco do tratamento deve ser controlar a inflamação do couro cabeludo. Ao fazer isso, a queda de cabelo decorrente do problema tende a diminuir e se normalizar com o tempo. As abordagens envolvem cuidados diários e, em alguns casos, acompanhamento médico especializado.
A primeira linha de defesa geralmente envolve o uso de shampoos com ingredientes ativos específicos para controlar a oleosidade, a descamação e a proliferação do fungo. Busque por produtos que contenham ativos como:
É importante seguir a frequência de uso recomendada na embalagem ou pelo seu médico, alternando com shampoos de uso diário para não ressecar os fios.
Alguns hábitos simples podem fazer uma grande diferença no controle da dermatite seborreica. Tente incorporar as seguintes práticas na sua rotina:
A dermatite seborreica tem um componente genético e não possui uma "cura" definitiva, mas é perfeitamente controlável. A prevenção consiste em manter os hábitos de vida saudáveis mencionados e utilizar produtos adequados para o seu tipo de cabelo e couro cabeludo. Manter a higiene capilar em dia, sem excessos, é fundamental para evitar o acúmulo de oleosidade e a proliferação de microrganismos.
Embora a maioria dos casos de caspa leve possa ser controlada com shampoos de farmácia, é crucial buscar avaliação médica se você notar os seguintes sinais:
Um dermatologista poderá diagnosticar corretamente a causa do problema, descartar outras condições como psoríase ou alopecias, e indicar tratamentos mais potentes, como loções, medicamentos orais ou procedimentos específicos para restaurar a saúde do seu couro cabeludo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
ALOFI, R. M. et al. Ocular manifestations in seborrheic dermatitis epidemiology, clinical features, and management: a comprehensive review. Cureus, [S. l.], [s.d.]. Disponível: https://www.cureus.com/articles/278336-ocular-manifestations-in-seborrheic-dermatitis-epidemiology-clinical-features-and-management-a-comprehensive-review#!/. Acesso em: 19 jan. 2026.
NAVARRO TRIVIÑO, F. J.; VELASCO AMADOR, J. P.; RIVERA RUIZ, I. Seborrheic dermatitis revisited: pathophysiology, diagnosis, and emerging therapies—A narrative review. Biomedicines, [S.l.], out. 2025. Disponível:https://www.mdpi.com/2227-9059/13/10/2458. Acesso em: 19 jan. 2026.
POLASKEY, M. T. et al. The global prevalence of seborrheic dermatitis. JAMA Dermatology, [S. l.], jul. 2024. Disponível: https://jamanetwork.com/journals/jamadermatology/fullarticle/2820685. Acesso em: 19 jan. 2026.
RAFFI, J.; SURESH, R.; AGBAI, O. Clinical recognition and management of alopecia in women of color. International Journal of Women's Dermatology, [S.l.], ago. 2019. Disponível: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2352647519300930?via%3Dihub. Acesso em: 19 jan. 2026.
YAN, H. et al. A bibliometric and visual analysis of the research status and hotspots of seborrheic dermatitis based on web of science. Skin Research and Technology, Sept. 2024. Disponível: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/srt.70048. Acesso em: 19 jan. 2026.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES