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Candidíase vaginal: conheça os sintomas e tratamentos

Quadro relativamente comum nas mulheres em idade reprodutiva, porém a doença pode ser prevenida com hábitos diários simples

A candidíase vaginal é uma das infecções mais comuns que acometem mulheres em idade reprodutiva. Uma pesquisa feita pelo Ibope e encomendada pela farmacêutica Bayer, revela que 52% das mulheres brasileiras já tiveram candidíase ao menos uma vez na vida. 

Candidíase vaginal

A infecção pode ser encontrada de diversos tipos, sendo a vaginal a mais frequente. A doença também provoca sintomas desconfortáveis, como coceira ou ardência. 

O Dr. Alexandre Brandão, cirurgião ginecológico, especialista em laparoscopia ginecológica e endometriose da Rede América, falará mais sobre o tema. Acompanhe a leitura para ficar por dentro do assunto!

O que é candidíase e quais os tipos?

A candidíase é uma infecção gerada por fungos. Entre os mais frequentes está o Cândida albicans, tipo que possui dezenas de espécies. Algumas delas podem ocasionar quadros de micose e afetar as áreas vaginal, inguinal e perianal e o períneo. 

“O fungo pode ser encontrado em pequenas quantidades no organismo da mulher, mas vive de forma equilibrada na flora vaginal\" - Dr. Alexandre Brandão

Segundo o médico, o quadro pode se manifestar de diversas formas, veja os exemplos: 

  • Candidíase vaginal: causa infecções superficiais na mucosa e na pele;
  • Candidíase oral: provoca o conhecido popularmente como “sapinho\";
  • Candidíase peniana: causa micose nas dobras da pele;
  • Candidíase do esôfago: pode afetar gravemente os órgãos internos e;
  • Candidíase cutânea: atinge as unhas, a pele e a orofaringe.

Normalmente, a doença  não produz quadros graves em pessoas que estejam com o sistema imunológico fortalecido. Em casos assim, ela se apresenta de forma mais superficial. Por sua vez, quando acomete pessoas com doenças graves ou idosos com o sistema imune fragilizado, ela pode dar origem a infecções mais sérias. 

De modo geral, o quadro está associado aos seguintes fatores: 

  • Baixa da imunidade;
  • Uso de antibióticos, anticoncepcionais, imunossupressores e corticoides;
  • Diabetes;
  • Gravidez;
  • Alergias e;
  • HPV (papilomavírus humano).

O Dr. Alexandre  diz que “embora não seja considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST), ela pode ser transmitida por meio de relação sexual em que não há o uso de preservativo\".

Ainda o médico, normalmente o fungo (Cândida albicans) está em equilíbrio, na vagina, com as bactérias e o sistema imunológico. Mas qualquer fator que altere essa harmonia pode favorecer o surgimento da candidíase.  

Sintomas de candidíase vaginal

Os sinais de candidíase vaginal nas mulheres são:

  • Ardência na região ao urinar;
  • Coceira no canal vaginal e na vagina;
  • Corrimento branco, de aparência semelhante à nata do leite;
  • Dor ao ter relações sexuais. 

Quanto tempo dura a candidíase?

Geralmente, o tempo de tratamento desse tipo de infecção feminina pode durar sete dias. Isso vai depender do medicamento indicado pelo médico. As gestantes podem fazer o tratamento normalmente. 

O que pode causar a candidíase vaginal?

Os fatores de risco que podem provocar a candidíase vaginal são: 

  • Relação sexual sem uso de preservativo;
  • Roupa íntima apertada ou de material sintético;
  • Uso de roupa molhada por muito tempo;
  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Gravidez;
  • Enfraquecimento imunológico provocado por doenças como câncer e Aids;
  • Tratamento com medicamentos antibióticos. 

O Dr. Alexandre explica que o uso de antibióticos, por exemplo, pode matar algumas bactérias da vagina, causando um desequilíbrio e favorecendo o surgimento da candidíase. 

Além disso, pessoas com prisão de ventre também podem ter mais propensão ao desenvolvimento da candidíase, porque as fezes ficam muito tempo presas no reto e alteram as bactérias da região perineal e também da região vaginal. 

De acordo com o médico, “alguns alimentos também ajudam na proliferação das bactérias intestinais, como doces e lactose\", por exemplo.

Diagnóstico da infecção

O diagnóstico da candidíase vaginal é feito com base nos seguintes passos:

Avaliação dos sintomas 

O ginecologista pergunta sobre sinais como coceira intensa, corrimento esbranquiçado (tipo leite coalhado), ardor ao urinar e vermelhidão na região íntima.

Exame clínico 

É realizado um exame ginecológico para observar sinais de inflamação na vulva e na vagina.

Exame laboratorial (se necessário) 

Em casos de dúvida ou infecções recorrentes, o médico pode coletar uma amostra do corrimento vaginal para análise microscópica ou cultura microbiológica, confirmando a presença do fungo Candida.

Esse processo garante um diagnóstico preciso e diferencia a candidíase de outras infecções vaginais.

Tratamento para candidíase vaginal

O tratamento para a candidíase precisa ser conduzido por um ginecologista. Geralmente, a conduta inclui o uso de cremes vaginais e o uso de antibióticos específicos. 

Porém, quando a mulher está grávida, a terapêutica mais indicada é apenas o uso de cremes vaginais, especialmente no primeiro trimestre de gestação. 

É importante lembrar que cada caso é um caso e só o ginecologista pode ajudar a decidir qual o melhor tratamento para cada paciente.

A prevenção da candidíase vaginal pode ser obtida com alguns hábitos diários, entre eles: 

  • Manter a higiene da região com sabonetes de pH neutro;
  • Optar pelo uso de calcinhas de algodão;
  • Evitar o uso diário de absorventes íntimos;
  • Evitar roupas apertadas ou permanecer com roupas molhadas por muito tempo;
  • Cuidar da alimentação, reduzindo o consumo de doces, lactose e carboidratos.

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Na Rede América, contamos com equipe multidisciplinar e equipamentos modernos e de última geração para cuidar da saúde da mulher de forma integral. 

Além do check-up ginecológico, que permite o diagnóstico precoce e o tratamento de complicações na saúde da mulher, oferecemos assistência em uroginecologia.

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