14/08/2025
Revisado em: 14/08/2025
Encontrar um caroço indolor no pescoço ou na axila pode gerar uma dúvida silenciosa. entenda os sinais do câncer no sistema linfático e quando é preciso procurar avaliação médica.
Um cenário comum e que costuma gerar apreensão acontece durante o banho ou ao se vestir, quando você percebe um caroço no pescoço ou na axila que não estava ali antes. Ele não dói, o que, paradoxalmente, pode levar à decisão de "esperar para ver se some".
No entanto, esse pode ser um dos primeiros sinais do câncer no sistema linfático, uma doença que, embora séria, apresenta altas chances de tratamento quando diagnosticada precocemente.
O sinal de alerta mais comum do linfoma é o surgimento de um linfonodo aumentado, percebido como um caroço ou íngua, geralmente no pescoço, nas axilas ou na virilha.
Diferente dos gânglios que incham por uma infecção, que costumam ser doloridos e desaparecem em alguns dias, o linfonodo afetado pelo linfoma tem características distintas: ele é firme, móvel, geralmente indolor ao toque e, o mais importante, persistente, não diminuindo de tamanho com o passar das semanas.
Além desse sinal localizado, o câncer no sistema linfático pode provocar sintomas que afetam o corpo todo, conhecidos pelos médicos como "sintomas B", são eles:
Outros sinais podem estar presentes e se somar a esse quadro, como um cansaço extremo e persistente, muito diferente da fadiga comum, que não melhora com o repouso. A coceira intensa pelo corpo (prurido), sem uma causa dermatológica aparente, e perda de apetite também podem ocorrer.
Diante da suspeita, a investigação médica segue um caminho bem definido para obter um diagnóstico preciso. O processo começa no consultório, com uma avaliação clínica e exame físico detalhados, nos quais o médico apalpa os gânglios do pescoço, axilas e virilha e também verifica se há aumento do baço ou do fígado.
Em seguida, para avaliar a saúde geral e procurar por pistas da doença, são solicitados exames de sangue. Essa investigação inclui tanto a análise das células sanguíneas no teste laboratorial para detectar câncer, por meio do hemograma, quanto a verificação de marcadores de atividade da doença, como a desidrogenase lática (LDH), cujos níveis podem estar elevados.
O próximo passo é mapear a extensão da doença no corpo com os exames de imagem, que são feitos comumente através da tomografia computadorizada, que oferece um mapa anatômico dos linfonodos
Hoje o PET-CT é frequentemente utilizado por ser mais preciso. Ele une a imagem da tomografia a um marcador de glicose que "acende" as áreas com alta atividade celular, mostrando ao médico exatamente quais gânglios estão ativos pela doença.
De qualquer forma, é importante enfatizar que a confirmação definitiva só é possível por meio da biópsia excisional, um pequeno procedimento cirúrgico no qual o gânglio inteiro é retirado para ser analisado por um médico patologista.
Apenas esse exame microscópico do tecido pode afirmar com certeza que se trata de um linfoma e, mais importante, determinar seu "nome e sobrenome", ou seja, o subtipo exato, informação essencial para definir o tratamento.
Este grupo engloba todos os outros tipos de câncer no sistema linfático que não apresentam a célula de Reed-Sternberg.
O linfoma não-Hodgkin é muito mais comum que o de Hodgkin e representa um universo vasto e diverso, com mais de 60 subtipos diferentes. Essa variedade faz com que o comportamento da doença, o tratamento e o prognóstico possam variar drasticamente de uma pessoa para outra.
Para organizar essa complexidade e guiar as decisões terapêuticas, os médicos frequentemente classificam esses linfomas pela velocidade de seu crescimento:
O tratamento do linfoma evoluiu bastante nas últimas décadas e é definido com base no tipo exato de linfoma, no estágio da doença e nas condições de saúde do paciente.
As abordagens mais comuns incluem:
É importante lembrar que os tratamentos podem causar efeitos colaterais, e conhecer os efeitos da quimioterapia ajuda o paciente e a família a se prepararem para essa fase.
A perspectiva para pacientes com câncer no sistema linfático é, em geral, muito positiva. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) afirma que o linfoma de Hodgkin é considerado um dos cânceres com maiores chances de cura, principalmente quando diagnosticado em seus estágios iniciais.
Para os linfomas não-Hodgkin, o prognóstico varia muito conforme o subtipo. Com isso, muitos de crescimento lento podem ser controlados por anos, enquanto os agressivos exigem um tratamento mais intenso, mas que também pode levar à remissão completa.
Diante disso, o fator mais importante para um bom resultado é, sem dúvida, o diagnóstico precoce. Portanto, a mensagem final é de atenção e ação. Um nódulo persistente não deve ser ignorado.
Ao notar qualquer um dos sintomas descritos, a atitude mais segura é procurar um médico para uma avaliação. A informação correta e a busca por ajuda no tempo certo são os aliados mais poderosos na jornada pela saúde.
Referências Bibliográficas:
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2022. Disponível em: <https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/estimativa-2023.pdf>. Acesso em: 25 jul. 2025.
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Linfoma de Hodgkin. Rio de Janeiro: INCA, 2022. Disponível em: <https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/linfoma-de-hodgkin>. Acesso em: 25 jul. 2025.
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Linfoma não-Hodgkin. Rio de Janeiro: INCA, 2022. Disponível em: <https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/linfoma-nao-hodgkin>. Acesso em: 25 jul. 2025.
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