14/08/2025
Revisado em: 14/08/2025
Alguns sinais podem passar despercebidos, mas o câncer no pulmão costuma dar indícios logo no começo. Veja o que observar, como é feito o diagnóstico e quais os tratamentos.
Respirar é algo que fazemos sem pensar, mas quando algo afeta os pulmões, todo o corpo sente. Entre os tipos de câncer, o de pulmão está entre os mais preocupantes por conta da alta taxa de mortalidade e pelo fato de, muitas vezes, ser descoberto tardiamente.
Compreender os sintomas, os métodos de diagnóstico e as opções de tratamento é importante para que as pessoas possam reconhecer sinais de alerta e buscar atendimento médico o quanto antes.
O câncer no pulmão é caracterizado pela multiplicação descontrolada de células nos tecidos pulmonares. Essas células anormais podem formar tumores e, com o tempo, comprometer o funcionamento dos pulmões, invadir estruturas próximas e se espalhar para outras partes do corpo.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pulmão é o terceiro mais frequente no Brasil entre os homens e o quarto entre as mulheres, com cerca de 30 mil novos casos estimados por ano.
A principal causa é o tabagismo, responsável por cerca de 85% dos casos. Mas pessoas que nunca fumaram também podem desenvolver a doença, especialmente quando expostas à poluição do ar, histórico familiar ou substâncias tóxicas como o amianto.
Os sinais variam de pessoa para pessoa, mas existem alguns sintomas que merecem atenção, principalmente se persistirem por semanas:
Como são sintomas que também aparecem em outras doenças respiratórias comuns, é comum que o câncer seja confundido com uma gripe prolongada ou bronquite. Por isso, o acompanhamento médico é essencial para avaliar corretamente cada caso.
Embora se fale em “câncer de pulmão” como um todo, existem dois principais tipos:
O estágio da doença também é um fator importante. Quanto mais cedo for identificado, maiores as chances de controle. O estadiamento vai de 1 a 4, sendo o último o mais avançado, quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo.
O primeiro passo costuma ser uma avaliação clínica, com base nos sintomas relatados pelo paciente. A partir daí, o médico pode solicitar exames como:
Além disso, podem ser feitos exames de sangue e de imagem para verificar se há metástases, ou seja, se o câncer já atingiu outros órgãos.
O tratamento do câncer no pulmão vai depender de vários fatores: tipo, estágio da doença, idade do paciente, presença de outras condições de saúde e até o local exato do tumor.
As opções podem incluir:
Nem sempre o objetivo do tratamento é a cura. Em casos avançados, os cuidados podem ser direcionados para controlar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e oferecer conforto ao paciente.
O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Em estágios iniciais, o câncer de pulmão pode ser tratado com boas chances de cura. Mas, infelizmente, como muitos casos são descobertos já em fase avançada, o tratamento costuma ser mais desafiador.
Por isso, não se deve ignorar sinais persistentes, principalmente em pessoas com histórico de tabagismo. Buscar ajuda médica ao notar mudanças respiratórias, perda de peso inexplicada ou cansaço extremo é sempre o melhor caminho.
Receber o diagnóstico de um câncer no pulmão abala não só o paciente, mas toda a família. Além do acompanhamento médico, é importante que haja apoio psicológico, tanto para lidar com o tratamento quanto com os sentimentos que surgem ao longo do processo.
O medo, a insegurança e até o isolamento podem ser enfrentados com acompanhamento profissional, grupos de apoio e uma rede de suporte afetiva. A saúde emocional é parte essencial do cuidado.
Bibliografia
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de pulmão. Rio de Janeiro: INCA, [20--]. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/pulmao. Acesso em: 12 ago. 2025.
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