Câncer de testículo pode causar infertilidade? Veja tratamentos disponíveis
Entenda os impactos da doença no sistema reprodutor e as tecnologias que auxiliam na preservação da fertilidade.
Resumo
- O câncer de testículo é comum em jovens e pode ser silencioso.
- Muitos casos são descobertos durante exames para investigar a infertilidade.
- Biomarcadores modernos ajudam a identificar tumores com maior precisão.
- Tratamentos como quimioterapia podem reduzir a contagem de espermatozoides.
- Cirurgias preservadoras são possíveis em casos específicos para proteger a função hormonal.
Resuma este artigo com IA:
Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

Receber um diagnóstico oncológico desperta medos associados ao futuro e ao desejo de ser pai. O câncer de testículo pode causar infertilidade ao afetar a produção de espermatozoides e a saúde reprodutiva de forma direta.
Essa doença é frequente em homens jovens que estão em idade reprodutiva. Muitas vezes, o tumor é descoberto durante exames de rotina para investigar dificuldades em ter filhos. Por ser uma condição que pode agir de forma silenciosa, o diagnóstico ágil é essencial para aumentar as chances de preservação reprodutiva.
A alteração ocorre porque a doença atinge o tecido das glândulas responsáveis pela fabricação celular e pela regulação dos níveis hormonais. Condições como a criptorquidia (testículo que não desceu para a bolsa) são fatores de risco conhecidos. Os pacientes costumam notar um aumento indolor no escroto, exigindo exames de imagem e a análise de marcadores no sangue.
Urologistas são os médicos que acompanham desde os primeiros sintomas até o fechamento do diagnóstico. Entre as unidades da Rede Américas, você pode contar com o suporte desses especialistas nos seguintes hospitais:
Como o tumor altera a fisiologia reprodutiva
O testículo possui duas funções centrais: produzir testosterona e gerar espermatozoides. O desenvolvimento de células malignas destrói o tecido saudável, o que diminui a eficiência do órgão. A presença do câncer também desencadeia respostas inflamatórias que tornam o local hostil para o amadurecimento dos espermatozoides.
Atualmente, o uso de biomarcadores avançados, como o microRNA-371a-3p, permite diagnósticos mais precisos. Essas substâncias encontradas no sangue ajudam a diferenciar o tipo de tumor e sua gravidade. Identificar corretamente a natureza da lesão possibilita a realização de cirurgias que preservam o órgão em casos de tumores benignos.
Muitos homens apresentam baixa contagem de espermatozoides já no momento do diagnóstico. Exames de imagem de alta tecnologia ajudam os médicos a identificar casos onde é possível salvar o tecido testicular saudável. Isso protege tanto a fertilidade quanto a produção natural de hormônios do homem.
Quais os sinais de alerta e exames necessários para o diagnóstico
Identificar os sintomas de câncer no testículo em fases iniciais aumenta as taxas de cura e permite intervenções menos agressivas. O autoexame mensal facilita a percepção de mudanças na anatomia. A investigação médica rigorosa deve começar assim que qualquer desconforto ou alteração for notada.
Os sinais que exigem avaliação urológica incluem:
- nódulo endurecido e indolor no testículo;
- sensação de peso ou acúmulo de líquido na bolsa escrotal;
- dor na parte inferior do abdômen ou na virilha;
- alteração hormonal que cause sensibilidade anormal nas mamas.
O especialista utiliza a ultrassonografia para diferenciar massas sólidas de cistos. Além disso, exames de sangue medem substâncias como a alfafetoproteína (AFP) e a gonadotrofina coriônica humana (hCG). O diagnóstico rápido é a melhor estratégia para proteger a vida e as funções reprodutivas.
Os tratamentos oncológicos causam esterilidade permanente
A escolha da terapia depende do estágio da doença e do tipo de célula envolvida. Tratamentos aplicados na região urogenital carregam riscos para a fertilidade masculina. A quimioterapia e a retirada do testículo (orquiectomia) podem reduzir drasticamente a contagem de espermatozoides no organismo.
O testículo que permanece costuma compensar parte da produção, mas a margem de segurança diminui. Em algumas situações, o câncer pode causar um quadro de "tumor queimado" (burned-out), onde a lesão original diminui enquanto a doença se espalha. Isso reforça a necessidade de um acompanhamento detalhado e imediato.
Após as sessões de tratamento, o paciente pode enfrentar um período de infertilidade temporária. A recuperação da produção celular costuma levar meses ou até anos para se estabilizar. Recomenda-se aguardar um período seguro após as terapias para tentar uma gravidez, garantindo a saúde do DNA dos espermatozoides.
Como preservar o desejo de ter filhos antes da terapia
A antecipação é a maneira mais segura de proteger o sonho de ter filhos. O congelamento de sêmen (criopreservação) é o método principal para garantir a capacidade reprodutiva futura. As amostras são mantidas em nitrogênio líquido e permanecem viáveis por tempo indeterminado.
A coleta deve ser realizada antes do início da quimioterapia ou da cirurgia de remoção. Mesmo que o tumor tenha baixado a qualidade do sêmen, as técnicas de reprodução assistida conseguem utilizar poucas células saudáveis para a fecundação. Esse processo é rápido e não costuma atrasar o início do tratamento oncológico.
O diagnóstico preciso por biomarcadores também abre portas para cirurgias conservadoras. Quando o tumor é identificado precocemente como não agressivo, o médico pode optar por retirar apenas a lesão. Essa abordagem protege a integridade física e as funções biológicas do paciente.
Quando buscar avaliação e como proceder a partir dos sintomas
Ignorar alterações no escroto pode permitir que a doença avance para outros órgãos, exigindo tratamentos mais pesados. O tempo entre o surgimento do sintoma e a consulta médica define as chances de preservar o testículo. O acompanhamento contínuo é a melhor forma de garantir um tratamento eficaz e seguro.
Se você notar qualquer aumento de volume ou dor na região, procure ajuda profissional imediatamente. O diagnóstico ágil protege o seu futuro e a sua saúde hormonal. Agende uma consulta para realizar os exames necessários e receber a orientação adequada.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
Bibliografia
- ANHEUSER, P.; DEGENHART, C.; DIEKMANN, K. P.; ECKARDT, U.; KAULEN, H.; LÖNING, T. Testicular epidermoid cysts: a reevaluation. BMC Urology, [s. l.], v. 19, n. 51, jun. 2019. Disponível: https://link.springer.com/article/10.1186/s12894-019-0477-1. Acesso em: 4 nov. 2026.
- BELGE, G.; DIEKMANN, K. P.; RADTKE, A.; GROBELNY, F.; BÖGEMANN, M.; GROTH, W.; ROSENBAUM, C.; SPICKHOFF, H.; WOSNIACKI, H.; CASPARI, R.; WICHTERMANN, A.; MEYER, C. P.; NEUBERG, G.; ZECHA, H.; LÖNING, T. Serum levels of microRNA-371a-3p are not elevated in testicular tumours of non-germ cell origin. Journal of Cancer Research and Clinical Oncology, [s. l.], 16 nov. 2020. Disponível: https://link.springer.com/article/10.1007/s00432-020-03429-x. Acesso em: 4 nov. 2026.
- DE SOUZA, P.; LYNCH, J.; KHAN, S.; KESLER, M. Burned-out testicular germ cell tumour presenting as acute inferior vena cava syndrome. BMJ Case Reports, [s. l.], 17 nov. 2020. Disponível: https://casereports.bmj.com/content/13/11/e237481. Acesso em: 4 nov. 2026.
- DIECKMANN, K. P.; RADTKE, A.; SPICKHOFF, H.; THALMANN, G. N.; SCHMID, N. P.; MEYERS-BRUNS, D.; ANHEUSER, P.; WOSNIACKI, H.; WICHTERMANN, A.; CASPARI, R.; MEYER, C. P.; NEUBERG, G.; ZECHA, H.; LÖNING, T.; BELGE, G. Testicular neoplasms: the interrelationships of serum levels of microRNA-371a-3p (m371) and classical tumor markers with histology, clinical staging, and age—a statistical analysis. Journal of Cancer Research and Clinical Oncology, [s. l.], 4 mar. 2023. Disponível: https://link.springer.com/article/10.1007/s00432-023-04664-8. Acesso em: 4 nov. 2026.
- FELICIANI, G.; CICCARESE, F.; BARBIERI, E.; GIUNCHI, F.; GENTILI, F.; SCHIAVINA, R.; BRUNOCILLA, E.; CERCENARELLI, L.; MARCELLI, E.; CORTI, B.; GOLFIERI, R. The potential role of MR based radiomic biomarkers in the characterization of focal testicular lesions. Scientific Reports, [s. l.], p. 1-11, fev. 2021. Disponível: https://www.nature.com/articles/s41598-021-83023-4. Acesso em: 4 nov. 2026.






