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Conhecida como AEJ, a prática divide opiniões. Veja o que a fisiologia diz sobre queimar gordura sem ter se alimentado antes.

Você acorda, calça o tênis e a dúvida surge: tomar o café da manhã ou sair direto para a caminhada? A ideia de que se exercitar em jejum pode acelerar a perda de peso é popular, mas essa estratégia, conhecida como Aeróbico em Jejum (AEJ), exige conhecimento e, acima de tudo, cuidado.
Para entender a lógica do AEJ, é preciso saber como o corpo obtém energia. A fonte mais imediata é o glicogênio, uma forma de açúcar armazenada nos músculos e no fígado, proveniente dos carboidratos que comemos.
Após um período de jejum, como uma noite de sono, os níveis de glicogênio estão mais baixos. Sem essa fonte de energia prontamente disponível, o organismo é incentivado a buscar combustível em outro lugar: nas reservas de gordura. Esse processo é chamado de oxidação de gordura ou lipólise.
Estudos indicam que caminhar ou se exercitar em jejum pode ativar processos no corpo que levam a uma maior queima de gordura. Assim, a teoria é que, ao caminhar em jejum, seu corpo queimaria uma proporção maior de gordura em comparação com o mesmo exercício feito após uma refeição.
Quando realizada de forma correta e com acompanhamento, a caminhada em jejum pode oferecer algumas vantagens para certos perfis de pessoas.
Os principais pontos estudados incluem:
Esta é a questão central. Embora o AEJ possa aumentar a queima de gordura durante o exercício, o emagrecimento é um processo mais complexo. A perda de peso sustentável depende do balanço energético total ao longo do dia e da semana, ou seja, consumir menos calorias do que se gasta.
No entanto, estudos recentes indicam que há poucas evidências de que treinar em jejum aumente significativamente a capacidade de queima de gordura a longo prazo. Consequentemente, não há comprovação robusta de que resulte em maior emagrecimento.
De fato, pesquisas apontam que a caminhada em jejum pode auxiliar na perda de peso e na redução de medidas corporais, como cintura e quadril. Contudo, os resultados para esses objetivos são comparáveis aos de quem se exercita após o café da manhã.
Além disso, caminhar em jejum e não se alimentar logo após pode, em curto prazo, reduzir a ingestão calórica total. Contudo, essa prática também tem sido associada a um aumento da fome e a uma possível diminuição do gasto de energia posterior.
Em contrapartida, alguns estudos sugerem que exercícios de intensidade moderada feitos em jejum podem contribuir para o controle de peso sem necessariamente aumentar a fome ou a ingestão de calorias compensatórias nas 24 horas seguintes.
Portanto, para o emagrecimento, o mais importante não é o momento do exercício, mas a consistência da prática e um plano alimentar equilibrado que promova um déficit calórico saudável.
A caminhada em jejum não é para todos e pode apresentar riscos significativos se feita sem preparo e orientação. A falta de glicogênio pode levar à hipoglicemia, uma queda brusca nos níveis de açúcar no sangue.
Os principais sintomas de hipoglicemia durante o exercício incluem:
Além disso, a falta de energia pode diminuir a intensidade e a duração do treino, fazendo com que você gaste menos calorias no total.
A prática é contraindicada ou exige cuidado extremo para os seguintes grupos:
Se, após avaliação médica e nutricional, você for liberado para a prática, é fundamental seguir um protocolo de segurança para minimizar os riscos e aproveitar os potenciais benefícios.
A refeição pós-treino é vital para repor os estoques de glicogênio e fornecer aminoácidos para a reparação dos músculos. Boas opções incluem iogurte com frutas, ovos mexidos com pão integral ou uma vitamina de frutas com aveia e whey protein, conforme orientação do seu nutricionista.
Muitas dúvidas surgem quando o objetivo é usar a caminhada como ferramenta para a perda de peso. Esclarecemos algumas das mais comuns.
O melhor horário é aquele que se encaixa na sua rotina e que você consegue manter com consistência. Seja de manhã, à tarde ou à noite, o importante é a regularidade. O corpo se adapta a qualquer horário, desde que a prática seja frequente.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda pelo menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada por semana para adultos. Isso equivale a cerca de 30 a 60 minutos na maioria dos dias da semana. Para a perda de peso, pode ser necessário um volume maior, sempre associado a uma dieta adequada.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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