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Uma dor de garganta intensa, dificuldade para engolir e febre alta podem indicar um quadro que necessita de tratamento rápido e eficaz

Aquela dor de garganta que parece não passar com nada, que arranha e dificulta até mesmo beber água, é uma situação conhecida por muitos. Quando acompanhada de febre e placas de pus nas amígdalas, a suspeita de uma infecção bacteriana leva, muitas vezes, à prescrição de um tratamento potente: a Benzetacil.
Antes de tomar qualquer antibiótico, confirme a causa da infecção. Marque sua consulta com nossos especialistas em infectologia na Rede Américas.
A Benzetacil é o nome comercial da benzilpenicilina benzatina, um antibiótico da classe das penicilinas. Sua administração é feita por meio de uma injeção intramuscular, geralmente no glúteo, o que garante que a substância seja absorvida lentamente pela corrente sanguínea.
Seu mecanismo de ação consiste em destruir a parede celular das bactérias sensíveis a ela durante o processo de multiplicação. Ao enfraquecer essa estrutura, a bactéria não consegue sobreviver, o que leva à resolução da infecção. É um tratamento consolidado e eficaz para quadros específicos.
Uma das principais vantagens da Benzetacil é sua longa duração de ação. Após uma única aplicação, o medicamento mantém níveis terapêuticos no organismo por até quatro semanas. Isso assegura a eliminação completa das bactérias, sendo especialmente útil para pacientes com dificuldade de adesão a tratamentos com antibióticos orais, que exigem doses diárias por vários dias.
Leia também: Por que a Benzetacil dói tanto? Veja como aliviar a dor
A decisão de prescrever Benzetacil depende de uma avaliação clínica criteriosa. O profissional de saúde precisa diferenciar se a inflamação na garganta é causada por vírus ou bactérias, pois o tratamento para cada caso é completamente distinto.
A amigdalite pode gerar uma inflamação intensa, que, se não tratada corretamente, pode prejudicar outros órgãos. Por isso, a correta identificação da causa e o diagnóstico preciso são essenciais antes de iniciar qualquer medicação potente.
A maioria das dores de garganta é de origem viral, manifestando-se com coriza, tosse e irritação.
Nesses casos, antibióticos como a Benzetacil são ineficazes, pois vírus, como o adenovírus, não respondem a esse tipo de medicamento. Já a amigdalite bacteriana costuma apresentar sintomas mais severos, como:
Apenas um médico pode realizar o diagnóstico correto, que pode incluir testes rápidos para confirmar a presença da bactéria. O monitoramento de anticorpos no sangue (ASO) também pode ser útil para o médico identificar infecções bacterianas graves e guiar um uso mais preciso de antibióticos potentes.
Leia também: Amigdalite viral: sintomas e por que antibióticos não são a resposta
O remédio é particularmente eficaz contra o Streptococcus pyogenes, o principal agente causador da amigdalite bacteriana. Essa bactéria é responsável por até 40% das infecções de garganta que podem se tornar graves.
A amigdalite causada por essa bactéria provoca uma inflamação aguda intensa nas amígdalas, tornando essencial o combate direto a esse microrganismo para reduzir o inchaço.
O tratamento adequado dessa infecção é fundamental não apenas para aliviar os sintomas, mas também para prevenir complicações graves. Uma infecção estreptocócica mal curada pode evoluir para febre reumática, uma condição séria que pode causar danos permanentes às válvulas do coração.
Embora a ação do medicamento seja imediata ao entrar na corrente sanguínea, a percepção de melhora dos sintomas não é instantânea.
Geralmente, o paciente começa a sentir alívio da dor, da febre e do mal-estar entre 24 e 72 horas após a aplicação. É fundamental aguardar esse período para avaliar a eficácia do tratamento. Se não houver melhora, o retorno ao médico é indispensável.
A persistência ou piora dos sintomas após 72 horas da aplicação exige uma reavaliação médica. Isso pode ocorrer por diferentes motivos.
Primeiramente, o diagnóstico inicial pode ter sido impreciso, e a infecção pode ser viral ou causada por outra bactéria não sensível à penicilina. Embora raro, existe a possibilidade de resistência bacteriana. Somente um especialista poderá investigar a causa e ajustar o tratamento.
Leia também: Tomei Benzetacil e minha garganta continua inflamada: o que faço?
Como todo medicamento, a medicação apresenta potenciais efeitos adversos. A maioria é leve e localizada, mas um risco específico requer atenção máxima.
A dor no local da injeção é o efeito colateral mais comum e esperado. A substância é oleosa e viscosa, e sua aplicação em um músculo pode causar desconforto, inchaço e vermelhidão que duram alguns dias. Técnicas de aplicação corretas e compressas frias podem ajudar a minimizar a dor.
O risco mais grave associado é a reação alérgica, que pode variar de uma simples erupção cutânea a um choque anafilático, uma emergência médica que pode ser fatal.
Por isso, é absolutamente essencial informar ao médico ou profissional de saúde sobre qualquer histórico de alergia a penicilinas ou outros antibióticos antes de receber a injeção. A aplicação deve ser sempre realizada em um ambiente preparado para lidar com eventuais reações adversas, como hospitais ou ambulatórios.
O antibiótico pode ser utilizado no tratamento de amigdalite bacteriana em crianças, sendo uma opção importante para prevenir a febre reumática nessa população.
Contudo, a indicação e a definição da dose são de responsabilidade exclusiva do pediatra, que fará o cálculo com base no peso corporal da criança e na gravidade da infecção. A automedicação é extremamente perigosa.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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