Agachamento sumô: para que serve e como fazer o movimento corretamente
Uma variação poderosa para fortalecer a parte interna das coxas e os glúteos, com menor sobrecarga na coluna lombar
Resumo
O agachamento sumô é uma variação do agachamento tradicional com os pés mais afastados e apontados para fora
Ele serve principalmente para fortalecer os músculos adutores (parte interna da coxa) e os glúteos (máximo e médio)
A postura mais vertical do tronco neste exercício pode reduzir a pressão sobre a coluna lombar, sendo uma alternativa interessante
A execução correta exige atenção ao alinhamento dos joelhos e à ativação do core para evitar lesões
Pode ser feito com o peso do corpo, halteres, kettlebell ou barra, adaptando-se a diferentes níveis de condicionamento
Você está na academia, focado no seu treino de pernas, e observa alguém executando um agachamento diferente: os pés bem mais afastados que a linha dos ombros, o movimento concentrado. Trata-se do agachamento sumô, um exercício que ganhou popularidade por sua eficácia em trabalhar áreas específicas dos membros inferiores.
Diferente da versão tradicional, sua biomecânica única oferece benefícios distintos, especialmente para quem busca dar ênfase a certas musculaturas. Compreender sua função e execução é fundamental para integrá-lo com segurança e eficiência à sua rotina de treinos.
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O agachamento sumô serve, primariamente, para o fortalecimento e a hipertrofia dos músculos dos membros inferiores, com uma ênfase particular em grupos musculares que o agachamento convencional trabalha de forma secundária. Seu principal objetivo é aumentar a ativação de certas áreas. Essa variação é especialmente eficaz para potencializar o treino de glúteos e coxas, já que o posicionamento dos pés exige a ativação máxima dessas regiões para executar o movimento.
Os principais benefícios incluem:
Fortalecimento dos adutores: a posição ampla dos pés com rotação para fora no agachamento sumô intensifica significativamente o trabalho dos músculos internos da coxa, como os adutores e o vasto medial. Estes são cruciais para estabilizar e realizar o movimento.
Maior ativação dos glúteos: o posicionamento dos pés no agachamento sumô exige uma ativação máxima dos glúteos, potencializando o fortalecimento e a hipertrofia do glúteo máximo e médio.
Desenvolvimento da força geral das pernas: assim como outras variações, ele também trabalha intensamente o quadríceps, localizado na parte da frente da coxa.
Menor estresse na lombar: a postura mais ereta do tronco tende a diminuir a compressão sobre a coluna vertebral. Além disso, a execução deste agachamento exige estabilidade do core, o que ajuda a proteger a coluna e a melhorar o desempenho geral do treino.
Melhora da mobilidade do quadril: a execução correta do exercício estimula a flexibilidade e a amplitude de movimento da articulação do quadril.
A principal diferença reside no posicionamento dos pés e, consequentemente, na distribuição da carga e nos músculos mais ativados. Enquanto no agachamento tradicional os pés ficam alinhados com os ombros, no sumô a base é significativamente mais larga, com os pés apontados para fora em um ângulo de aproximadamente 45 graus.
Essa alteração biomecânica transfere a ênfase do quadríceps (músculo frontal da coxa), mais dominante no agachamento tradicional, para os adutores e glúteos. O tronco também permanece mais vertical no sumô, o que é um ponto crucial para pessoas com sensibilidade na região lombar.
A eficácia do agachamento sumô está na sua capacidade de recrutar múltiplos grupos musculares de forma simultânea. Entender quais são eles ajuda a direcionar melhor o treino.
Grupo Muscular
Função no Exercício
Músculos primários (mais ativados)
Adutores da coxa (incluindo o vasto medial), glúteo máximo, glúteo médio e quadríceps.
Músculos secundários (estabilizadores)
Posteriores de coxa (isquiotibiais), panturrilhas, eretores da espinha e músculos do core (abdômen e lombar).
Como executar o agachamento sumô corretamente?
A execução precisa é a chave para obter os benefícios e prevenir lesões. Uma técnica inadequada pode sobrecarregar os joelhos e a coluna.
Siga este passo a passo para a versão com halter, uma das mais comuns:
Posição inicial: fique em pé com os pés bem mais afastados que a largura dos ombros. Aponte as pontas dos pés para fora, em um ângulo confortável (geralmente entre 30 e 45 graus).
Pegada do peso: segure um halter ou kettlebell na vertical com as duas mãos, mantendo os braços estendidos à frente do corpo.
Início da descida: Mantenha o peito aberto e as costas retas. Contrair o abdômen é fundamental para garantir a estabilidade do core, protegendo a coluna e melhorando a execução. Inicie o movimento jogando o quadril para trás e para baixo, como se fosse sentar em uma cadeira.
Amplitude: desça até que as coxas fiquem, no mínimo, paralelas ao chão. O ideal é descer o máximo possível, mantendo a curvatura natural da coluna lombar. Os joelhos devem seguir a direção dos pés, sem cair para dentro, o que permite controlar a pressão sobre eles e garantir uma evolução segura do treino.
Fase de subida: empurre o chão com os calcanhares para retornar à posição inicial, contraindo os glúteos e os adutores ao final do movimento.
Variações com diferentes equipamentos
O agachamento sumô é versátil e pode ser adaptado conforme o equipamento disponível e o objetivo do treino:
Com kettlebell: a execução é similar à com halter, mas o formato do kettlebell pode facilitar a pegada e permitir maiores amplitudes para algumas pessoas.
Com barra nas costas: essa variação permite o uso de cargas mais elevadas, sendo ideal para quem busca hipertrofia máxima. Exige maior consciência corporal e cuidado com a postura da coluna.
No Smith Machine (máquina): oferece maior estabilidade por ter um movimento guiado. É uma boa opção para iniciantes ou para trabalhar com cargas altas com mais segurança.
Quais os erros mais comuns e como evitá-los?
Prestar atenção aos detalhes da execução é fundamental. Alguns erros comuns podem comprometer os resultados e aumentar o risco de lesões.
Valgo dinâmico (joelhos para dentro): é o erro mais frequente. Ocorre por fraqueza nos glúteos ou falta de consciência corporal. Para corrigir, concentre-se em "empurrar" os joelhos para fora durante todo o movimento, alinhando-os com os pés.
Inclinar o tronco para frente: sobrecarrega a coluna lombar e diminui a ativação dos músculos-alvo. Mantenha o peito sempre aberto e o olhar para a frente para ajudar a manter o tronco mais ereto.
Retirar os calcanhares do chão: indica falta de mobilidade no tornozelo ou distribuição inadequada do peso. Mantenha todo o pé apoiado no chão, concentrando a força nos calcanhares durante a subida.
Apesar de ser um exercício seguro e eficaz para a maioria das pessoas, algumas condições pré-existentes exigem avaliação profissional antes da sua prática. A resposta sobre quem pode ou não fazer não é um simples "sim" ou "não", pois depende da condição individual.
Pessoas com lesões no joelho, quadril ou coluna, como hérnias de disco ou tendinites, devem obrigatoriamente procurar a orientação de um médico ortopedista e de um fisioterapeuta ou educador físico qualificado. Em muitos casos, o exercício pode ser adaptado, com ajustes na amplitude ou na carga, para ser realizado de forma segura.
A execução sem dor e com a técnica correta é o principal indicador de que o exercício é apropriado para você. Nunca continue um movimento que cause dor ou desconforto articular. A supervisão profissional é indispensável para garantir a segurança e a eficácia do seu treino.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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