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Osteopenia indica perda óssea inicial e permite prevenção antes da osteoporose; a condição é silenciosa e geralmente descoberta na densitometria óssea

O resultado da densitometria óssea chega e, com ele, um termo que pode gerar apreensão: osteopenia.
Esse diagnóstico indica que a sua densidade mineral óssea está mais baixa que o ideal para a sua idade, mas ainda não é considerada osteoporose. A boa notícia é que este é um sinal de alerta que permite agir de forma preventiva e eficaz.
Com o acompanhamento correto e a adoção de novos hábitos, é possível fortalecer a estrutura óssea e reduzir significativamente o risco de fraturas no futuro. O tratamento é um esforço conjunto entre paciente e equipe de saúde.
A osteopenia é uma condição caracterizada pela perda gradual de massa óssea, tornando os ossos mais frágeis. Ela funciona como um estágio intermediário entre um esqueleto saudável e a osteoporose, uma doença mais grave que eleva drasticamente o risco de fraturas.
Tratar a osteopenia é, essencialmente, uma estratégia de prevenção. O objetivo principal é interromper ou retardar a perda de densidade óssea para que ela não evolua para um quadro de osteoporose.
A distinção entre as duas condições é feita por meio do exame de densitometria óssea, que mede a densidade mineral dos ossos. Os resultados são apresentados em um escore (T-score):
Portanto, a osteopenia representa uma perda óssea menor que a osteoporose, mas que exige atenção e cuidados para não se agravar.
Leia também: Osteoporose e osteopenia: diferenças, diagnóstico e tratamento
A osteopenia é uma condição silenciosa e não causa dor ou qualquer outro sintoma perceptível. Geralmente, ela só é descoberta por meio do exame de densitometria óssea, solicitado para rastreamento em grupos de risco, como mulheres na pós-menopausa e idosos.
O tratamento raramente envolve medicamentos em um primeiro momento. A abordagem principal se concentra em quatro pilares que, combinados, oferecem um poderoso estímulo para a saúde dos seus ossos.
Uma dieta equilibrada é a base para a saúde óssea. O foco é garantir o aporte adequado de cálcio, o principal mineral da matriz óssea, e vitamina D, essencial para a absorção do cálcio pelo organismo. Outros nutrientes, como magnésio e vitamina K, também desempenham um papel importante.
Para pessoas com mais de 50 anos, a recomendação diária de cálcio é de 800 a 1000 mg, e de vitamina D é de 800 UI (unidades internacionais). É sempre preferível obter esses nutrientes através da alimentação.
Mesmo com uma dieta adequada, algumas pessoas podem não atingir os níveis recomendados de cálcio e vitamina D. Nesses casos, o médico pode indicar a suplementação.
É importante destacar que a suplementação desempenha um papel fundamental, especialmente em casos de distúrbios ósseos metabólicos. Essa prática garante que o organismo mantenha níveis adequados de cálcio, essenciais para a saúde óssea.
Essa decisão é baseada em exames de sangue que medem os níveis da vitamina e na avaliação do consumo diário do mineral. A automedicação nunca é recomendada, pois o excesso de cálcio também pode trazer riscos à saúde. Apenas um profissional pode definir a necessidade e a dosagem correta para você.
O sedentarismo é um grande inimigo da saúde óssea. Os ossos se fortalecem quando são submetidos a um certo nível de estresse e impacto. Por isso, a atividade física é uma parte não negociável do tratamento.
Estudo publicado na Osteoporosis International, em 2018, indica que mulheres no início da menopausa que conseguem manter ou aumentar sua massa muscular, através de exercícios e uma dieta balanceada, experimentam uma redução consideravelmente menor na densidade óssea. Essa manutenção ajuda a diminuir o risco de fragilidade esquelética.
Estes são os mais eficazes para estimular as células formadoras de osso. As opções incluem:
Atividades como pilates e ioga são importantes para melhorar o equilíbrio, a coordenação e a força do core (músculos do abdômen e costas). Isso ajuda a prevenir quedas, que são a principal causa de fraturas em pessoas com baixa densidade óssea.
Além dos exercícios de impacto e resistência, outras atividades como a natação também são valiosas. Elas ajudam a melhorar a força muscular, a estabilidade e a mobilidade, sendo importantes para a saúde óssea e para prevenir a progressão da osteopenia.
Alguns hábitos podem acelerar a perda de massa óssea e devem ser evitados. É fundamental:
O uso de medicamentos específicos para aumentar a densidade óssea, como os bisfosfonatos, geralmente é reservado para quadros de osteoporose ou para casos de osteopenia com alto risco de fratura, avaliado pelo médico com base em outros fatores de risco.
Em alguns países europeus, a prevenção de doenças como a osteoporose é priorizada. Para quem tem osteopenia, o foco está em ações preventivas que incluem nutrição adequada, prática de exercícios físicos e medidas para evitar quedas.
O tratamento medicamentoso é geralmente reservado para casos de osteopenia ou osteoporose de alto risco.
A decisão de iniciar um tratamento farmacológico é individualizada e deve ser discutida com um especialista, o ortopedista, que irá pesar os benefícios e os potenciais efeitos colaterais.
Além de evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, quem tem osteopenia deve ter cuidado com:
Em muitos casos é possível não apenas frear a perda óssea, mas também melhorar a densidade mineral dos ossos com as medidas de tratamento. A combinação de dieta, exercícios e, se necessário, suplementação, pode levar a uma melhora nos resultados da densitometria óssea ao longo do tempo.
O mais importante é a adesão contínua aos hábitos saudáveis. O acompanhamento médico regular é essencial para monitorar a evolução do quadro e ajustar o plano de tratamento conforme necessário, garantindo a proteção e a saúde dos seus ossos por muitos anos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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