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A doença renal crônica reduz a função dos rins aos poucos; o tratamento pode mudar conforme o estágio e as necessidades de cada pessoa

Os tratamentos para doença renal crônica incluem uso de medicamentos, mudanças na alimentação e, em alguns casos, terapias que substituem a função dos rins. O objetivo é desacelerar a perda da função renal e diminuir o risco de complicações.
Quando os rins deixam de funcionar do jeito certo, a hemodiálise e o transplante também podem ser opções. A hemodiálise usa uma máquina para filtrar o sangue e retirar toxinas e excesso de líquidos, enquanto o transplante renal substitui o rim comprometido por um órgão saudável.
Nefrologistas são os médicos que atendem de forma primária quadros como a doença renal crônica, indicando o tratamento certo. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Quando a doença renal crônica (DRC) é diagnosticada, principalmente nas fases iniciais, o cuidado costuma começar com o tratamento conservador. Esse tipo de abordagem tem medidas que não envolvem diálise ou transplante e tem como objetivo preservar a função dos rins e controlar as causas e consequências da doença.
Esse cuidado envolve o acompanhamento com profissionais de saúde, como nefrologista e nutricionista, além da participação do paciente. Mudanças na alimentação, controle da pressão arterial e acompanhamento frequente ajudam a manter a função renal por mais tempo e contribuem para a qualidade de vida.
A hipertensão arterial, conhecida como pressão alta, e o diabetes são as duas principais causas de doença renal crônica no Brasil e no mundo. O controle desses quadros é importante para evitar que a doença dos rins avance para estágios mais graves.
Controlar a pressão arterial, aliado à adoção de mudanças no estilo de vida, pode ajudar a retardar a progressão da doença renal crônica, já que manter a pressão arterial e os níveis de glicose no sangue dentro do que foi dito pelo médico pode reduzir a sobrecarga sobre os rins.
Isso é feito com medicamentos específicos e, igualmente importante, de mudanças no estilo de vida, como atividade física e parar de fumar. Programas de saúde que focam no controle rigoroso da pressão arterial e no uso correto de medicações podem, inclusive, reduzir o risco de o paciente precisar de diálise.
A alimentação tem um papel importante no tratamento conservador. No geral, um nutricionista especializado em nefrologia monta um plano alimentar para cada paciente, que pode ter algumas restrições, como:
Além dessas orientações, o plano alimentar leva em conta o estágio da doença, os resultados dos exames e as necessidades de cada pessoa. O acompanhamento com o nutricionista permite ajustar a alimentação de acordo com a função dos rins e a evolução do quadro.
Além de remédios para controlar pressão e diabetes, o nefrologista pode indicar medicamentos que ajudam a proteger os rins. O controle da pressão arterial é importante nesse cuidado, pois ajuda a diminuir a sobrecarga renal e a desacelerar a progressão da doença.
Alguns desses remédios também ajudam a diminuir a perda de proteínas na urina, um sinal comum de comprometimento dos rins.
A automedicação não é recomendada em nenhum caso, já que remédios de uso comum, como alguns anti-inflamatórios, podem prejudicar os rins e deixar quadro mais grave. Por isso, qualquer medicamento deve ser usado apenas com orientação médica.
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À medida que a função renal diminui, algumas complicações podem aparecer. O tratamento também tem o objetivo de controlar essas condições para melhorar a qualidade de vida, incluindo:
O acompanhamento ajuda a identificar essas alterações mais cedo e ajustar o tratamento conforme a evolução da doença. Exames periódicos e consultas médicas permitem acompanhar a saúde de forma mais próxima e diminuir o risco de novas complicações.
Quando o tratamento conservador já não é suficiente e os rins perdem a maior parte de sua capacidade de filtração (geralmente abaixo de 15% de função), pode começar a terapia renal substitutiva (TRS), que tem como objetivo fazer as funções que os rins não conseguem mais.
A hemodiálise é o método mais conhecido. Nela, o sangue do paciente passa por uma máquina com um filtro, chamado de dialisador, que remove as toxinas e o excesso de líquidos, devolvendo o sangue limpo ao corpo. Geralmente, as sessões são feitas em uma clínica especializada, três vezes por semana, com duração de algumas horas.
Nessa modalidade, a filtragem do sangue acontece dentro do próprio corpo do paciente, usando o peritônio, que é uma membrana que reveste o abdômen, como filtro natural. Uma solução de diálise é colocada na cavidade abdominal através de um cateter e é drenada junto com as impurezas. A diálise peritoneal pode ser feita em casa pelo próprio paciente.
Considerado o tratamento de escolha para a fase terminal da doença renal, o transplante é uma cirurgia para implantar um rim saudável de um doador, vivo ou falecido. O novo rim assume as funções do órgão doente. Depois do transplante, o paciente precisa usar remédios imunossupressores para evitar a rejeição do órgão.
A doença renal crônica causa perda gradual e permanente da função dos rins, o que significa que os danos já existentes não podem ser revertidos. Ainda assim, é possível desacelerar a evolução da doença e preservar a função renal por mais tempo.
Quando o diagnóstico é feito cedo e o tratamento é seguido certo, muitas pessoas conseguem adiar por anos a diálise ou o transplante. O acompanhamento com o nefrologista ajuda a ajustar o cuidado conforme cada fase da doença e as necessidades de cada paciente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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