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Anemia aplástica: tratamento, entenda como funcionam as opções 

Saiba como funcionam as principais abordagens terapêuticas, do transplante de medula óssea aos medicamentos imunossupressores

Resumo
  • A anemia aplástica ocorre quando a medula óssea não produz células sanguíneas suficientes, não sendo um tipo de câncer
  • O tratamento principal se divide em duas frentes: o transplante de medula óssea (TMO) e a terapia imunossupressora (TIS)
  • O TMO é a única opção curativa, indicada principalmente para pacientes jovens com doador compatível
  • A TIS visa controlar a doença, sendo a escolha para pacientes mais velhos ou sem doador
  • O diagnóstico precoce e o acompanhamento com um hematologista são cruciais para o sucesso do tratamento
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O cansaço que não passa, mesmo após uma noite inteira de sono. Manchas roxas que surgem sem um motivo claro ou pequenos sangramentos que demoram a estancar. 

Esses podem ser os primeiros sinais que levam a um diagnóstico de anemia aplástica, uma condição rara e séria em que a medula óssea deixa de produzir as células do sangue. Receber essa notícia gera muitas dúvidas e incertezas. 

A principal delas costuma ser sobre o caminho a seguir. Felizmente, a medicina avançou e hoje existem estratégias eficazes para controlar a doença e, em muitos casos, alcançar a cura. 

Entender as opções disponíveis é o primeiro passo para uma jornada de tratamento mais tranquila e informada. Conte com uma equipe especializada em doenças da medula óssea na Rede Américas. Marque sua avaliação em um de nossos hospitais.

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O que é exatamente a anemia aplástica?

A anemia aplástica, também conhecida como aplasia de medula, é uma doença que acomete a medula óssea, a "fábrica" do nosso sangue. Ela para de produzir em quantidade suficiente as três principais linhagens de células: glóbulos vermelhos (hemácias), glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas.

Isso não é um tipo de câncer. Na maioria dos casos, a causa é autoimune, ou seja, o próprio sistema de defesa do corpo ataca e destrói as células-tronco da medula. Com essa falha na produção, o paciente fica vulnerável a infecções, cansaço extremo e sangramentos.

Por que o diagnóstico precoce é tão importante?

Identificar esse tipo de anemia rapidamente é fundamental para o sucesso do tratamento. O diagnóstico precoce permite iniciar a terapia rapidamente, o que é fundamental para evitar que a doença se agrave, aumentando as chances de sobrevivência e recuperação da medula óssea.

Um diagnóstico ágil permite que a equipe médica inicie os tratamentos de suporte, como transfusões de sangue, enquanto define a melhor abordagem de longo prazo. O início rápido do tratamento é essencial para prevenir complicações potencialmente fatais, como infecções graves, especialmente em pacientes jovens. 

A recuperação bem-sucedida da medula, seja por transplante de células-tronco ou terapias imunossupressoras, depende significativamente da precocidade do diagnóstico e do início do tratamento.

Quais são os principais tratamentos para anemia aplástica?

A estratégia de tratamento é definida com base na gravidade da doença, na idade do paciente e na disponibilidade de um doador de medula óssea compatível. As principais opções incluem o transplante de medula óssea ou o uso de medicamentos imunossupressores para recuperar a produção sanguínea.

O sucesso na recuperação da medula depende do início rápido da terapêutica, que pode ser feita via transplante para pacientes jovens com doadores compatíveis ou por imunossupressão para adultos.

Transplante de medula óssea (TMO): a opção curativa

O transplante de células-tronco hematopoiéticas, popularmente chamado de transplante de medula óssea (TMO), é o único tratamento com potencial de cura para a doença. O objetivo é substituir a medula óssea doente por uma saudável, vinda de um doador compatível.

Este procedimento é a primeira escolha para pacientes jovens, geralmente com menos de 40 a 50 anos, que possuem um irmão ou irmã com total compatibilidade (HLA idêntico). Em alguns casos, doadores não aparentados encontrados em registros como o REDOME também podem ser uma opção. 

Para pacientes jovens, tanto o transplante quanto a terapia imunossupressora oferecem altas chances de cura, estimadas em cerca de 90%.

Terapia imunossupressora (TIS): controlando o ataque à medula

Para pacientes que não são candidatos ao transplante, seja pela idade avançada ou pela falta de um doador compatível, a terapia imunossupressora (TIS) é o tratamento padrão. Ela não cura a doença, mas busca controlar a agressão do sistema imune contra a medula óssea.

O tratamento combina medicamentos que "desligam" as células de defesa que estão causando o problema. Os principais fármacos utilizados são:

  • Globulina Antitimocítica (ATG): um anticorpo que atua diretamente sobre os linfócitos T, principais responsáveis pelo ataque à medula
  • Ciclosporina: um imunossupressor que ajuda a manter a atividade do sistema imune sob controle

Mais recentemente, outros medicamentos como o eltrombopag, que estimula a medula óssea a produzir plaquetas, têm sido adicionados a este esquema, mostrando resultados promissores. Em pacientes jovens, a terapia imunossupressora também oferece uma alta chance de cura, estimada em cerca de 90%.

TMO ou TIS: qual a melhor escolha?

A decisão entre transplante de medula óssea e terapia imunossupressora é complexa e individualizada, sendo tomada pelo hematologista em conjunto com o paciente e sua família. Fatores como idade, estado geral de saúde e a presença de um doador são determinantes. A tabela abaixo ajuda a comparar as duas abordagens.

Característica

Transplante de Medula Óssea (TMO)

Terapia Imunossupressora (TIS)

Objetivo

Curar a doença, substituindo a medula doente

Controlar a doença, permitindo que a medula se recupere

Indicação Principal

Pacientes jovens (geralmente <50 anos) com doador compatível

Pacientes mais velhos ou sem doador compatível

Vantagens

Potencial de cura definitiva

Menos restritivo em termos de idade e disponibilidade de doador

Desafios

Necessidade de um doador compatível, risco de rejeição e da Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH)

A resposta pode não ser completa, risco de recaída e de evolução para outras doenças medulares a longo prazo

Qual o papel dos tratamentos de suporte?

Independentemente da terapia principal escolhida, os tratamentos de suporte são essenciais para manejar os sintomas (falta de ar, palidez e fadiga extrema) e prevenir complicações. Eles são a ponte que garante a segurança do paciente enquanto o tratamento definitivo não faz efeito.

As principais medidas de suporte incluem:

  • Transfusões de sangue: para corrigir a falta de glóbulos vermelhos (combatendo o cansaço) e de plaquetas (prevenindo sangramentos)
  • Antibióticos e antifúngicos: para prevenir ou tratar infecções, já que a falta de glóbulos brancos deixa o organismo vulnerável
  • Quelantes de ferro: medicamentos que removem o excesso de ferro do corpo, uma consequência comum de múltiplas transfusões

O acompanhamento regular com a equipe de hematologia é indispensável para ajustar esses cuidados conforme a necessidade, garantindo a melhor qualidade de vida possível durante todo o processo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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