Revisado em: 26/01/2026
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Amenorreia é a ausência de menstruação por três meses ou mais; pode ser primária ou secundária

A amenorreia é definida de forma simples como a ausência de menstruação. Sendo caracterizada pela falta por três meses ou mais em mulheres que já menstruavam regularmente, ou a não ocorrência da primeira menstruação (menarca) na idade esperada.
Embora possa ser fisiológica em certos períodos da vida, como durante a gestação ou a amamentação, a amenorreia fora desses contextos é um indicativo de disfunção no eixo hormonal ou no trato reprodutivo.
A amenorreia exige investigação cuidadosa. Para um diagnóstico preciso e tratamento adequado da amenorreia, marque uma consulta em um hospital da Rede Américas.
O termo amenorreia deriva do grego e significa ‘ausência de fluxo menstrual’. Ela pode ser classificada em dois tipos: amenorreia primária e amenorreia secundária.
A primária é marcada pela ausência de menarca (primeira menstruação) até os 15 anos de idade. Sendo a inexistência da menstruação observada em pacientes com desenvolvimento normal de características sexuais secundárias (crescimento de pelos, mudanças na estrutura corporal).
O tipo também pode ser marcado pela ausência de menarca e de qualquer desenvolvimento mamário até os 13 anos. Esses fatores exigem que seja feita uma avaliação médica, pois podem representar uma puberdade atrasada.
Já a amenorreia secundária é caracterizada pela falta de menstruação por um período de três ciclos menstruais em pacientes que tinham ciclo regular. Já em pacientes com ciclos irregulares ela só é considerada com o não aparecimento da menstruação por seis meses.
A gestação costuma ser a causa fisiológica mais comum de amenorreia secundária em mulheres em idade reprodutiva.
As causas da amenorreia são várias, indo desde os defeitos anatômicos e disfunções endócrinas, até alterações genéticas. A identificação da etiologia correta é fundamental para o tratamento.
As causas da amenorreia primária são mais voltadas para anormalidades genéticas, hormonais ou anatômicas. O hímen imperfurado ou septo vaginal transverso são exemplos de defeitos anatômicos que impedem a menstruação de sair pela vagina.
A síndrome de Turner é uma causa genética, que resulta em baixa estatura e ovários rudimentares. A síndrome de Morris também se manifesta como amenorreia primária, assim como distúrbios endócrinos.
O atraso da puberdade e o hipogonadismo hipogonadotrófico (produção deficiente de hormônios sexuais) resultam na falha da estimulação ovariana. Que ocorre devido a problemas no hipotálamo ou hipófise.
Para que o fluxo menstrual flua normalmente, é necessário que o complexo eixo hipotálamo-hipófise-ovário e o trato de saída genital estejam funcionando em perfeita sincronia
A amenorreia secundária tem a disfunção ovulatória como a causa mais comum. Ela acontece quando não há liberação de óvulo (anovulação) de forma recorrente, mas o organismo continua produzindo estrogênio.
A mulher pode ser acometida também pela insuficiência ovariana prematura. Também conhecida como menopausa precoce, ela representa a falência ovariana antes dos 40 anos. Podendo ser causada por doenças autoimunes, quimioterapia, radioterapia ou não ter uma causa específica.
Alterações na tireoide como o hipo ou hipertireoidismo e a hiperprolactinemia são causas importantes que afetam o ciclo menstrual. Além da síndrome de Asherman. Sendo ela caracterizada por aderências intrauterinas que lesionam o endométrio e impedem a descamação.
Para receber o diagnóstico, a mulher precisa passar por uma série de exames. O primeiro exame que deve ser feito é o Beta-hCG para excluir a possibilidade de gestação. Logo em seguida é feita uma avaliação hormonal inicial.
Ela envolve a dosagem de prolactina e TSH (hormônio tireoestimulante), importantes para a regulação hormonal feminina. Essas medições são importantes para descartar a possibilidade de hiperprolactinemia e disfunções da tireoide. Sendo elas causas relativamente comuns.
Estando os primeiros exames dentro da normalidade, pode ser realizado o teste de provocação com progestogênio. Através dele é administrada progesterona de 5 a 10 dias. Se houver sangramento significa dizer que o endométrio está íntegro e que é provável que o problema esteja na falta de ovulação.
Já se ainda assim a mulher não menstruar, a suspeita é de algum fator voltado para o útero ou falta de estrogênio para preparar o endométrio para a menstruação. Nesses casos, pode fazer também a aplicação de estrogênio seguido de progesterona.
Havendo o sangramento a indicação é de falha ovariana ou de comunicação entre o eixo hipotálamo-hipófise. Já se o sangramento não ocorre mesmo após a aplicação dos dois hormônios, pode ser que haja algum defeito anatômico como a síndrome de Asherman.
O médico também pode solicitar a dosagem de FSH (hormônio folículo estimulante), que estimula a maturação dos óvulos. E pode avaliar também o quantitativo de LH (hormônio luteinizante), também responsável por regular o ciclo menstrual.
Níveis elevados de FSH sugerem falência dos ovários. Enquanto níveis baixos podem ser indicativos de disfunção no eixo hipotálamo-hipófise.
O tratamento a ser adotado vai depender exclusivamente da causa subjacente. Se for amenorreia hipotalâmica funcional a modificação do estilo de vida é a primeira linha terapêutica a ser adotada.
Ela envolve o aumento da ingestão calórica e a redução do exercício físico extenuante, para aumentar o peso corporal. Nesse casos, a reposição hormonal também pode ser uma escolha para prevenir a osteoporose.
Se ela está sendo causada pela síndrome do ovário policístico, além das mudanças no estilo de vida, a mulher pode tomar contraceptivos orais combinados. O tratamento visa controlar o hiperandrogenismo (excesso de hormônio masculino no corpo da mulher) e proteger o endométrio.
Já se for a insuficiência ovariana prematura, a terapia de reposição hormonal com estrogênio e progesterona é a opção. Ele alivia sintomas vasomotores e genitourinário, e previne a osteoporose e doenças cardiovasculares.
Quando a causa é a hiperprolactinemia, o tratamento de escolha é medicamentoso. É feito com uso de agonistas dopaminérgicos. Eles são responsáveis por reduzir os níveis de prolactina, restaurando a ovulação e a menstruação.
No caso de disfunções tireoidianas, é preciso corrigir o distúrbio. Para o hipotireoidismo deve ser feita a reposição hormonal. Já para o hipertireoidismo são utilizados os medicamentos antitireoidianos.
Para os defeitos anatômicos a correção cirúrgica é a ideal. Ela é necessária para remover as obstruções, com a incisão do hímen imperfurado.
A amenorreia é um sinal clínico que exige uma investigação cuidadosa e atenta. O sucesso dos tratamentos para a amenorreia depende diretamente da precisão do diagnóstico. Ele se inicia com a exclusão da gravidez. E vai avançando através de testes hormonais e de imagem para identificar a causa raiz, seja ela anatômica, genética ou endócrina.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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