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Tratamentos para amenorreia: veja os tipos da condição e quais as causas 

Amenorreia é a ausência de menstruação por três meses ou mais; pode ser primária ou secundária

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A amenorreia é definida de forma simples como a ausência de menstruação. Sendo caracterizada pela falta por três meses ou mais em mulheres que já menstruavam regularmente, ou a não ocorrência da primeira menstruação (menarca) na idade esperada.

Embora possa ser fisiológica em certos períodos da vida, como durante a gestação ou a amamentação, a amenorreia fora desses contextos é um indicativo de disfunção no eixo hormonal ou no trato reprodutivo.

A amenorreia exige investigação cuidadosa. Para um diagnóstico preciso e tratamento adequado da amenorreia, marque uma consulta em um hospital da Rede Américas.

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O que é amenorreia?

O termo amenorreia deriva do grego e significa ‘ausência de fluxo menstrual’. Ela pode ser classificada em dois tipos: amenorreia primária e amenorreia secundária.

primária é marcada pela ausência de menarca (primeira menstruação) até os 15 anos de idade. Sendo a inexistência da menstruação observada em pacientes com desenvolvimento normal de características sexuais secundárias (crescimento de pelos, mudanças na estrutura corporal). 

O tipo também pode ser marcado pela ausência de menarca e de qualquer desenvolvimento mamário até os 13 anos. Esses fatores exigem que seja feita uma avaliação médica, pois podem representar uma puberdade atrasada. 

Já a amenorreia secundária é caracterizada pela falta de menstruação por um período de três ciclos menstruais em pacientes que tinham ciclo regular. Já em pacientes com ciclos irregulares ela só é considerada com o não aparecimento da menstruação por seis meses. 

A gestação costuma ser a causa fisiológica mais comum de amenorreia secundária em mulheres em idade reprodutiva.

Quais são os tipos e causas?

As causas da amenorreia são várias, indo desde os defeitos anatômicos e disfunções endócrinas, até alterações genéticas. A identificação da etiologia correta é fundamental para o tratamento. 

Amenorreia primária

As causas da amenorreia primária são mais voltadas para anormalidades genéticas, hormonais ou anatômicas. O hímen imperfurado ou septo vaginal transverso são exemplos de defeitos anatômicos que impedem a menstruação de sair pela vagina.

A síndrome de Turner é uma causa genética, que resulta em baixa estatura e ovários rudimentares. A síndrome de Morris também se manifesta como amenorreia primária, assim como distúrbios endócrinos. 

O atraso da puberdade e o hipogonadismo hipogonadotrófico (produção deficiente de hormônios sexuais) resultam na falha da estimulação ovariana. Que ocorre devido a problemas no hipotálamo ou hipófise.

Para que o fluxo menstrual flua normalmente, é necessário que o complexo eixo hipotálamo-hipófise-ovário e o trato de saída genital estejam funcionando em perfeita sincronia 

Amenorreia secundária

A amenorreia secundária tem a disfunção ovulatória como a causa mais comum. Ela acontece quando não há liberação de óvulo (anovulação) de forma recorrente, mas o organismo continua produzindo estrogênio.

A mulher pode ser acometida também pela insuficiência ovariana prematura. Também conhecida como menopausa precoce, ela representa a falência ovariana antes dos 40 anos. Podendo ser causada por doenças autoimunes, quimioterapia, radioterapia ou não ter uma causa específica.

Alterações na tireoide como o hipo ou hipertireoidismo e a hiperprolactinemia são causas importantes que afetam o ciclo menstrual. Além da síndrome de Asherman. Sendo ela caracterizada por aderências intrauterinas que lesionam o endométrio e impedem a descamação. 

Como é feito o diagnóstico?

Para receber o diagnóstico, a mulher precisa passar por uma série de exames. O primeiro exame que deve ser feito é o Beta-hCG para excluir a possibilidade de gestação. Logo em seguida é feita uma avaliação hormonal inicial.

Ela envolve a dosagem de prolactina e TSH (hormônio tireoestimulante), importantes para a regulação hormonal feminina. Essas medições são importantes para descartar a possibilidade de hiperprolactinemia e disfunções da tireoide. Sendo elas causas relativamente comuns.

Estando os primeiros exames dentro da normalidade, pode ser realizado o teste de provocação com progestogênio. Através dele é administrada progesterona de 5 a 10 dias. Se houver sangramento significa dizer que o endométrio está íntegro e que é provável que o problema esteja na falta de ovulação.

Já se ainda assim a mulher não menstruar, a suspeita é de algum fator voltado para o útero ou falta de estrogênio para preparar o endométrio para a menstruação. Nesses casos, pode fazer também a aplicação de estrogênio seguido de progesterona. 

Havendo o sangramento a indicação é de falha ovariana ou de comunicação entre o eixo hipotálamo-hipófise. Já se o sangramento não ocorre mesmo após a aplicação dos dois hormônios, pode ser que haja algum defeito anatômico como a síndrome de Asherman.

O médico também pode solicitar a dosagem de FSH (hormônio folículo estimulante), que estimula a maturação dos óvulos. E pode avaliar também o quantitativo de LH (hormônio luteinizante), também responsável por regular o ciclo menstrual. 

Níveis elevados de FSH sugerem falência dos ovários. Enquanto níveis baixos podem ser indicativos  de disfunção no eixo hipotálamo-hipófise.

Tratamentos para amenorreia

O tratamento a ser adotado vai depender exclusivamente da causa subjacente. Se for amenorreia hipotalâmica funcional a modificação do estilo de vida é a primeira linha terapêutica a ser adotada.

Ela envolve o aumento da ingestão calórica e a redução do exercício físico extenuante, para aumentar o peso corporal. Nesse casos, a reposição hormonal também pode ser uma escolha para prevenir a osteoporose.

Se ela está sendo causada pela síndrome do ovário policístico, além das mudanças no estilo de vida, a mulher pode tomar contraceptivos orais combinados. O tratamento visa controlar o hiperandrogenismo (excesso de hormônio masculino no corpo da mulher) e proteger o endométrio.

Já se for a insuficiência ovariana prematura, a terapia de reposição hormonal com estrogênio e progesterona é a opção. Ele alivia sintomas vasomotores e genitourinário, e previne a osteoporose e doenças cardiovasculares.

Quando a causa é a hiperprolactinemia, o tratamento de escolha é medicamentoso. É feito com uso de agonistas dopaminérgicos. Eles são responsáveis por reduzir os níveis de prolactina, restaurando a ovulação e a menstruação.

No caso de disfunções tireoidianas, é preciso corrigir o distúrbio. Para o hipotireoidismo deve ser feita a reposição hormonal. Já para o hipertireoidismo são utilizados os medicamentos antitireoidianos.

Para os defeitos anatômicos a correção cirúrgica é a ideal. Ela é necessária para remover as obstruções, com a incisão do hímen imperfurado.

A amenorreia é um sinal clínico que exige uma investigação cuidadosa e atenta. O sucesso dos tratamentos para a amenorreia depende diretamente da precisão do diagnóstico. Ele se inicia com a exclusão da gravidez. E vai avançando através de testes hormonais e de imagem para identificar a causa raiz, seja ela anatômica, genética ou endócrina.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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PORTAL BVS ALUDOCS. Amenorreia primária: fluxograma de investigação. BVS – Biblioteca Virtual em Saúde, 2018. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2018/02/879922/amenorreia-primaria-fluxograma-de-investigacao.pdf. Acesso em: 16 jan. 2026.

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SPEDM. Amenorreia. Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, s. d. Disponível em: https://www.spedm.pt/pt/glandulas-e-doencas-endocrinas/amenorreia. Acesso em: 16 jan. 2026.

MEDWAY. Amenorreia: conheça o quadro clínico e o tratamento. Medway – Conteúdos de Saúde, s. d. Disponível em: https://www.medway.com.br/conteudos/amenorreia-conheca-o-quadro-clinico-e-o-tratamento/. Acesso em: 16 jan. 2026.

MSD MANUALS. Amenorreia. In: Anormalidades menstruais, edição profissional, s. d. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/ginecologia-e-obstetr%C3%ADcia/anormalidades-menstruais/amenorreia. Acesso em: 16 jan. 2026.

MED. ESTRATÉGIA. Resumo de amenorreia: causas, sintomas e tratamento. Estratégia MED – Doenças, s. d. Disponível em: https://med.estrategia.com/portal/conteudos-gratis/doencas/resumo-de-amenorreia/. Acesso em: 16 jan. 2026.

EUMÉDICO RESIDENTE. Amenorreia: sintomas e tratamentos. Eumédico Residente, s. d. Disponível em: https://www.eumedicoresidente.com.br/post/amenorreia-sintomas-tratamentos. Acesso em: 16 jan. 2026.

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