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Tratamento da neuralgia do trigêmeo: quais são e como aliviar a dor?

Desde medicamentos de primeira linha a intervenções cirúrgicas, conheça as abordagens que ajudam a controlar os episódios de dor facial.

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Um simples toque no rosto, o vento frio ou o ato de escovar os dentes se transformam em um gatilho para uma dor lancinante, semelhante a um choque elétrico. Essa é a realidade de quem convive com a neuralgia do trigêmeo, uma condição de dor crônica que afeta um dos maiores nervos da cabeça.

Embora a intensidade das crises possa ser assustadora e impactar profundamente a qualidade de vida, existem diversas estratégias de tratamento eficazes. O caminho para o alívio passa pela compreensão das opções disponíveis e por um acompanhamento médico especializado.

O que é a neuralgia do trigêmeo e por que causa tanta dor?

A neuralgia do trigêmeo, também conhecida como nevralgia do trigêmeo, é uma condição de dor neuropática que afeta o nervo trigêmeo. Este nervo é responsável por transmitir as sensações do rosto para o cérebro e controlar músculos da mastigação.

Na maioria dos casos, a dor ocorre porque um vaso sanguíneo (geralmente uma artéria) pressiona o nervo na sua saída do tronco cerebral. Essa compressão desgasta a camada protetora do nervo, a bainha de mielina, causando uma espécie de "curto-circuito". Como resultado, estímulos normais são interpretados pelo cérebro como dor extrema e súbita.

Quais são os principais tratamentos medicamentosos?

O tratamento inicial para a neuralgia do trigêmeo é quase sempre clínico, focado no uso de medicamentos que controlam a hiperexcitabilidade do nervo. O objetivo é diminuir a frequência e a intensidade das crises de dor.

Anticonvulsivantes: a primeira linha de defesa

Os fármacos mais utilizados e eficazes são os anticonvulsivantes. Eles são a base do tratamento médico, atuando para estabilizar as membranas celulares dos neurônios e os nervos que estão excessivamente ativos e, assim, reduzir os sinais de dor. 

A carbamazepina é frequentemente a primeira escolha, com altas taxas de sucesso no alívio inicial da dor. Outras opções, como a oxcarbazepina e a gabapentina, também podem ser prescritas.

Contudo, é importante notar que, embora eficazes no controle da dor, os medicamentos antiepilépticos podem ocasionalmente causar dificuldades cognitivas e motoras. Estes efeitos colaterais podem afetar as atividades diárias, tornando o monitoramento médico e o ajuste da dose essenciais.

Relaxantes musculares e outros fármacos

Em alguns casos, relaxantes musculares como o baclofeno podem ser usados, geralmente em combinação com um anticonvulsivante. Eles ajudam a reduzir os espasmos musculares faciais que podem acompanhar as crises. O tratamento medicamentoso deve ser sempre iniciado e ajustado por um médico especialista, que monitorará a eficácia e os possíveis efeitos colaterais.

Quando a cirurgia é considerada uma opção?

A cirurgia se torna uma alternativa importante quando os medicamentos perdem a eficácia, causam efeitos adversos intoleráveis ou quando o paciente não responde ao tratamento clínico. 

O tratamento inicial foca em medicamentos anticonvulsivantes, e se estes não forem eficazes, a descompressão microvascular é uma opção cirúrgica que pode oferecer alívio duradouro da dor. A decisão por uma intervenção cirúrgica é tomada em conjunto pelo paciente e pela equipe médica, geralmente composta por um neurologista e um neurocirurgião.

Descompressão microvascular (dmv)

A descompressão microvascular (DMV) é considerada o tratamento padrão-ouro para a neuralgia do trigêmeo causada por compressão vascular, pois corrige a origem da dor. Este procedimento visa afastar o vaso sanguíneo que pressiona o nervo, oferecendo a maior taxa de alívio da dor a longo prazo. 

O neurocirurgião insere uma pequena "almofada" de material sintético entre o nervo trigêmeo e o vaso sanguíneo. Ao eliminar o contato, a irritação do nervo cessa, e a dor desaparece na maioria dos pacientes, representando uma solução duradoura.

Procedimentos minimamente invasivos (lesionais)

Para pacientes que não são candidatos à DMV por questões de saúde ou por preferência, existem técnicas minimamente invasivas. O objetivo desses procedimentos é danificar seletivamente as fibras nervosas do trigêmeo para impedir que transmitam os sinais de dor. Veja as principais opções:

Procedimento

Como funciona

Principais características

 

Rizotomia por radiofrequência

Uma agulha guiada por imagem é inserida até o gânglio do nervo. Uma corrente elétrica controlada aquece e lesiona as fibras da dor.

Procedimento ambulatorial, com alívio rápido da dor. Pode causar alguma dormência facial.

Compressão por balão

Um cateter com um balão na ponta é inserido até o nervo. O balão é inflado por alguns instantes, comprimindo e lesionando as fibras nervosas.

Técnica eficaz, mas também pode resultar em dormência no rosto e fraqueza na mastigação.

Radiocirurgia estereotáxica

Feixes de radiação altamente focados são direcionados ao nervo trigêmeo, sem a necessidade de incisões. A radiação causa uma lesão gradual no nervo.

Não invasivo, mas o alívio da dor pode levar algumas semanas ou meses para se manifestar completamente.

Apesar das diversas opções de tratamento disponíveis, é um desafio comparar qual terapia é a mais eficaz na redução da dor devido à falta de critérios claros sobre o que significa o sucesso do tratamento. Isso ressalta a importância de uma abordagem individualizada, considerando as particularidades de cada paciente.

Existem terapias complementares que podem ajudar?

Embora não substituam o tratamento médico convencional, algumas terapias podem auxiliar no manejo da dor e do estresse associado à condição. Técnicas de relaxamento, meditação e fisioterapia podem ajudar a controlar a ansiedade e a evitar a tensão muscular que pode agravar o quadro.

É fundamental que qualquer terapia complementar seja discutida com o médico responsável para garantir que seja segura e apropriada para o seu caso específico. A abordagem multidisciplinar costuma trazer os melhores resultados.

Qual profissional procurar para o tratamento?

O diagnóstico e o tratamento da neuralgia do trigêmeo devem ser conduzidos por um médico neurologista. Este especialista é capaz de diferenciar a condição de outras causas de dor facial e de iniciar o tratamento medicamentoso mais adequado.

Caso a cirurgia seja necessária, o neurologista encaminhará o paciente para uma avaliação com um neurocirurgião, que é o profissional habilitado para realizar os procedimentos invasivos e minimamente invasivos. A colaboração entre esses especialistas é vital para o sucesso do tratamento.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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