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Um sintoma comum que nunca deve ser ignorado, a tontura pode impactar a segurança e a qualidade de vida na terceira idade.

A cena é familiar: ao se levantar rápido do sofá ou da cama, o mundo parece girar por um instante. Para muitas pessoas idosas, essa sensação de tontura é uma ocorrência frequente, muitas vezes tratada como um simples "mal-estar" passageiro. Contudo, esse sintoma merece uma atenção cuidadosa, pois pode ser o sinal de uma condição de saúde subjacente e um fator de risco significativo para quedas. De fato, a tontura em pessoas mais velhas é um sinal que merece atenção redobrada, pois está diretamente associada a um maior risco de quedas que exigem atenção médica.
A tontura é um termo amplo usado para descrever várias sensações, incluindo instabilidade, sensação de cabeça leve, flutuação ou a impressão de que um desmaio está próximo. Com o envelhecimento, múltiplos sistemas responsáveis pelo nosso equilíbrio — o vestibular (localizado no ouvido interno), o visual e o proprioceptivo (a percepção do corpo no espaço) — sofrem um declínio natural em sua função.
Essa deterioração combinada torna os idosos mais suscetíveis à tontura. Em mais de 93% dos casos, a tontura e a instabilidade em idosos estão relacionadas a três fatores principais: disfunção no sistema de equilíbrio (vestibular), perda de massa muscular e fraqueza (sarcopenia), e distúrbios do sono, como a apneia.
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Para um diagnóstico correto, é importante saber descrever a sensação com precisão ao médico.
Embora usados como sinônimos, os termos têm significados distintos:
A tontura na terceira idade raramente tem uma única causa. Geralmente, é o resultado da interação de vários fatores. É importante saber que, embora a maioria dos casos de tontura em idosos seja causada por condições benignas, como a síndrome vestibular periférica (responsável por 32% dos casos) ou a hipotensão ortostática (13%), cerca de 5% podem indicar doenças neurológicas mais sérias, como um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Entender as origens mais comuns é o primeiro passo para um manejo eficaz.
O sistema vestibular, ou labirinto, é um dos principais responsáveis pelo equilíbrio. Alterações em seu funcionamento são causas frequentes de vertigem. É importante notar que a disfunção vestibular bilateral e a disfunção central (relacionada ao cérebro) estão associadas a um risco ainda maior de quedas, afetando até 26,9% dos pacientes com tontura.
Problemas no coração e na circulação sanguínea podem reduzir o fluxo de sangue para o cérebro, causando tontura. Inclusive, a primeira ocorrência de tontura em idosos pode sinalizar um comprometimento do sistema vascular. Esse alerta precoce é crucial, pois um diagnóstico rápido pode ajudar a prevenir eventos mais graves, como Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) ou ataques cardíacos.
Idosos frequentemente utilizam múltiplos medicamentos (polifarmácia) para tratar condições crônicas. A tontura é um efeito colateral conhecido de diversas classes de remédios, como anti-hipertensivos, diuréticos, antidepressivos e sedativos. A interação entre eles também pode provocar o sintoma.
O funcionamento do corpo depende de um equilíbrio químico e nutricional adequado. Quadros de desidratação, comuns em idosos que sentem menos sede, e a hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue) podem facilmente levar à tontura e fraqueza. Deficiências de vitaminas, como a B12, também podem estar associadas.
Embora muitas causas de tontura sejam benignas, o sintoma nunca deve ser subestimado. Em algumas situações, ele pode indicar uma condição grave que requer atendimento médico imediato.
Uma tontura de início súbito, especialmente se for uma vertigem intensa e persistente, pode ser um sinal de AVC.
Procure um serviço de emergência imediatamente se a tontura vier acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas:
Agir rapidamente é crucial para minimizar os danos de um AVC.
A abordagem da tontura no idoso foca tanto no tratamento da causa quanto na prevenção de suas consequências mais perigosas: as quedas. A avaliação médica é sempre o primeiro passo, mas algumas medidas práticas podem ser adotadas.
Se uma crise de tontura começar, a prioridade é a segurança. Sente-se ou deite-se imediatamente em um local seguro para evitar uma queda. Evite movimentos bruscos com a cabeça e fixe o olhar em um ponto estável até a sensação passar.
A maioria das quedas ocorre dentro de casa. Tornar o ambiente mais seguro é fundamental.
Leve uma lista completa de todos os medicamentos em uso para a consulta médica. O especialista poderá avaliar se algum deles está causando a tontura e, se possível, ajustar a dose ou substituí-lo.
Para problemas de origem vestibular, a reabilitação vestibular, um tipo de fisioterapia com exercícios específicos, pode ser muito eficaz para ajudar o cérebro a se adaptar e compensar os sinais incorretos vindos do labirinto.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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